Bônus Roberto

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Sim, eu tinha sido um babaca. Porra! Eu não queria dizer aquilo. Que merda! Só que ela abaixando daquele jeito, os homens olhando. Cacete! Ela não é nada minha. Por que eu estou com tanto ciumes?

O tapa que ela me deu ainda ardia. Nunca na vida achei que fosse receber um tapa daqueles, mas eu mereci.

Assim que cheguei na minha suíte fui tomar um banho. O que eu faria agora? Ela era minha melhor funcionária. Não era só um rosto bonito, ela era inteligentissima.

Terminei meu banho, coloquei uma calça de moletom e uma camiseta e fui no quarto dela. Precisava me desculpar por ter falado aquelas coisas. Bati na porta uma, duas, três vezes. Será que ela tinha saído? Talvez já estivesse dormindo. Parei de bater, mas fiquei encostado na porta, foi quando ouvi a Laurinha chorando e logo depois a voz da Mari a acalmando.

Nessa hora eu percebi o quanto gostava dela. Minha admiração crescia a cada movimento que ela fazia e ve-la cuidando da filha me fazia pensar em criar uma família, coisa que eu jamais pensei.

Fui para o meu quarto. Amanhã eu resolveria isso, era o melhor a se fazer.

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A minha noite não foi tão tranquila quanto eu imaginava. Toda vez que fechava os olhos eu a via e era impossível dormir.

Eram cerca de oito horas quando eu resolvi ligar para ela. O telefone chamou, chamou, chamou... no quarto toque,atendeu.

- Bom dia, senhor Roberto.

- Mari, você pode vir até o meu quarto, por favor?

-Não. Podemos nos encontrar no hall do hotel caso precise ir para alguma reunião de urgência.

- Mari, por favor. Eu preciso falar com você. Vou estar te esperando. -e desliguei.

Não passaram cinco minutos, minha campainha tocou e eu ouvi a vozinha de Laura.

- Mamãe, o moço não vai ficar bravo hoje, vai?

-Não sei, filha. Espero que não.

-Ele é bonito, mamãe. Tem um olhão. Igual o Pedrinho.

- Ele é bonito mesmo...

Nesse exato momento eu abri a porta. Ela ficou da cor de um tomate. Ela tava linda, vestida com um short jeans e uma regata, com o cabelo preso num coque desarrumado...

- Bom... bom dia. - o chão parecia bem interessante pelo tanto que ela olhava para ele.

- Bom dia, Mari. Entra.

-Fala bom dia para ele, filha. - Laurinha tinha se agarrado a perna da mãe e ficado escondida lá.

-Ei Laurinha. Vem cá no colo do tio. Quer ficar jogando enquanto eu converso com a mamãe? - ela veio para o meu colo assim que eu falei a palavra jogo. Coloquei-a no chão da sala e entreguei o meu celular. Sim, eu tinha joguinhos no celular.

- Mari, eu queria me desculpar por ontem. Eu sei que fui um babaca. Sei que te magoei e não era minha intenção. Eu só fiquei com muita raiva por todos estarem te secando. Me desculpa. - fiquei esperando pela resposta dela que não veio.

Eu estava olhando para o além enquanto falava, mas quando eu a encarei, percebi que ela estava encarando a minha boca. Assim mesmo, sem nem disfarçar. E o pensamento de beija-la estava tão forte que não pensei duas vezes. Passei a mão pelo seu pescoço e ataquei sua boca.

Coincidências do DestinoOnde as histórias ganham vida. Descobre agora