led away by imperfect impostors

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This is gospel for the fallen ones
Locked away in permanent slumber
Assembling their philosophies
From pieces of broken memories

-x-

 Bom Deus, perdoe os perdidos, os pecadores, os sujos desse mundo. Em nome do pai, amém.

A cidade estava parada, completamente sem emoção alguma. Não que antes tivesse alguma, mas depois da chegada do novo padre à cidade, parecia que as pessoas não tinham casa, só viviam naquela igreja. Não que Louis estivesse reclamando, pelo contrário, ele estava pouco se fodendo para aquelas pessoas tão insignificantes quanto uma segunda-feira.

Não é uma mentira afirmar que o garoto não se sentiu curioso em rever o padre novato. Qual é, aquele homem era um demônio perfeitamente desenhado na pele de um cordeiro inocente. Aquela feição, de inocência que provinha do seu rosto, com aqueles lábios delineados, porra. Não é possível uma beleza como a daquele homem.

Aos 23 anos de idade, Louis conseguiu viver sua vida mais do que qualquer habitante daquela cidade, aqueles só viviam para fofocar da vida alheia, entenda-o como quiser, de revoltado à problemático.

Para ele não tinha lógica alguma devotar sua fé em um Ser Maior, com poder supremo e blá blá blá. Ele não compreendia como a mente humana podia ser tão manipulável ao ponto de ter sua vida toda baseada em um livro velho que fora escrito a mais de 3.000 anos atrás. Para ele era o ridículo.

Pessoas depositavam suas vidas nele, sem uma resposta positiva em troca.

Por que não acabar com a fome e as tragédias de uma vez por todas em vez de fazer o mundo de idiota?

Uma vez ele fez a mesma pergunta a sua mãe, anos atrás, que lhe respondeu com um: "Quando Deus criou o universo, ele criou a luz e a escuridão também. Não existe paz sem guerras, ou a cura sem a doença, como não existe o amor sem o ódio. Tudo no mundo gira em torno de um bem e um mal, querido."

Isso nunca fez total sentido em sua cabeça, para ele continua à ser ridículo devotar seu tempo em uma igreja, onde o "superior" ensina-lhes a odiar aqueles que não amam como eles. Não dizem que Deus é amor? Que esse Senhor Todo Poderoso ama a todos os seus filhos por igual?

Louis não precisa de um Deus todo poderoso para ser feliz.

Mas isso não muda os pensamentos de Liam Payne, seu melhor amigo.

- Lou, por favor, é só para me acompanhar, não estou te obrigando a ir sempre à igreja, mas você deveria, sabe, faz bem para o corpo e alma. - E então ele começou a divagar. Era sempre assim.

- Está, eu vou. - e não era aquela a resposta que Liam esperava, ele pensava que teria de se ajoelhar aos pés do garoto e insistir "Pelo amor do bom Deus, por favor", mas fora tão fácil que Liam desconfiou. - E sexo faz bem para o corpo e a alma, e não um velho barrigudo me dizendo como eu devo ou não levar minha vida. - Dito isso, seguiu para se arrumar em seu quarto. Os dois dividiam um apartamento, era pequeno, mas bem aconchegante para eles, pelo menos era um lar.

- Rude.

-x-

Os olhares de reprovação e desgosto que eram dirigidos a Louis, quando eles chegaram a igreja, era um tanto cômico.

Lá estava ele, subindo os degraus da igreja, ao lado de Liam, vestindo sua calça ridiculamente apertada e regata branca, que deixava livre seus braços para quem quisesse ver suas tatuagens, e para finalizar: o sorriso.

Todos já conheciam aquele sorriso do garoto. Era de superioridade, de desafio por saber que nenhum ali ousava chegar perto dele, de ousadia. Os olhares de repulsa eram tão insignificantes para ele, que o garoto continuava a conversar com Liam como se não tivesse quase todos o olhando de uma forma desagradável.

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