Mini Biografia de Carlos Felipe

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. Infância/Adolescência

Carlos Roberto Felipe (também conhecido como Carlos Felipe, O Fera), nascido no dia 16/05/1974, filho de  Manoel Felipe Filho e  Severina Dantas Felipe, teve uma infância calma e tranquila na Rua 13 de Maio em São José do Seridó/RN. Filho de pai agricultor e mãe dona de casa e lavadeira de roupas, Carlos Felipe estudava e ajudava seu pai no roçado. Moravam em uma casa de taipa e mesmo não sendo uma família abastada, Carlos e os irmãos foram incentivados a estudar desde sempre. Apesar do trabalho, ele ainda tinha tempo para os estudos e a leitura, e foi do amor pela leitura que surgiu a vontade de escrever. Por vezes a caneta e o papel foram seus melhores amigos e testemunharam seus desabafos. Seus pais foram suas maiores inspirações para fazê-lo se interessar pela política e lutar por seus direitos. Durante toda sua infância e adolescência, Carlos Felipe apenas estudou e trabalhou com seu pai no roçado, e como não tinham televisão em casa, seu único meio de se conectar com o mundo exterior era um radinho ABC, o que o fez ter ainda mais interesse pela comunicação.

.Contatos iniciais com a comunicação

A partir do ano 2000, sua história começou a tomar outro rumo, quando Francisco Touché criou o primeiro blog de notícias de São José do Seridó/RN, para divulgação de notícias do município. Carlos foi convidado para fazer parte do projeto, escrevendo uma das colunas. Ele lembra que escrevia todas as matérias a mão, com papel e caneta. Enviava para Touché, que realizava a digitação.  

Anos depois, mais uma oportunidade apareceu Paulo Júnior, Editor do Jornal  Correio do Seridó, lhe convidou para escrever para ele, pois havia se interessado por suas poesias. Foi assim que se iniciou sua história com a escrita.

Perseguições

Por estar sempre envolvido em denúncias de ocorridos no município com os quais não concordava, Carlos Felipe sofreu muitas perseguições, e sua família também chegou a ser um alvo. Chegou a ser acompanhado por amigos até sua casa, para não correr o risco de ser atacado na rua, apenas por fazer denúncias sobre coisas que não estavam certas. Mesmo que ele apurasse as notícias e procurasse os envolvidos na história para saber se de fato o que diziam era verdade, ainda era alvo desses ataques.
Para ele, tudo isso serviu de aprendizado e o ajudou a se tornar quem é agora. De tudo o que passou, algumas dessas perseguições o marcaram mais que outras, como da vez em que ele foi expulso de uma audiência pública da saúde, por denunciar um médico uma semana antes da audiência. Ao chegar lá, tendo ido como representante de uma associação, nem mesmo teve o direito de registrar sua presença e logo foi "convidado" a se retirar, com  pretexto de que não era bem vindo no lugar. Outro caso que também o marcou foi o de uma senhora da cidade, que era lavadeira de roupas sendo esse seu único ganho. Essa senhora não tinha moradia própria, pagava aluguel, água e energia com o pouco que ganhava, fazendo com ela tivesse que escolher entre pagar as contas ou colocar comida na mesa. O que deixou Carlos mais indignado com essa história foi o fato de o filho de um vereador ter tido direito a ganhar uma casa do governo, sendo que o mesmo tinha moradia própria e um bom salário. Os envolvidos na história tentaram o encurralar enquanto ele vendia seus jornais, mas não passou de uma discussão e ele conseguiu escapar ileso. De todas essas histórias, uma chamou mais atenção e marcou. Certo dia, quando Carlos Felipe aguardava a van que vai de São José a Caicó, um cidadão parou a sua frente e começou a xingá-lo. Como Carlos não sabia que o alvo de tais xingamentos era ele, quando a van parou, ele embarcou e deixou o homem sozinho. Tempos depois, quando Carlos entrou para a política e estava fazendo sua campanha, ele reencontrou o homem daquele outro dia e o mesmo lhe disse que naquela ocasião ele havia ido ao seu encontro para matá-lo. O homem lhe contou que tomou essa decisão pois não tinha recebido seu salário, fazendo com que ele não tivesse dinheiro para comprar alimentos para sua família. A história que lhe foi contada era que Carlos havia feito uma denúncia ao ministério público e por isso o dinheiro estava congelado na conta, a partir daí, o cidadão tomou sua decisão, mas, pela  vontade de Deus, nada aconteceu. Essa era a história que as pessoas que não eram a favor de suas denúncias espalhavam aos outros, com o intuito de disseminar ainda mais esse ódio contra ele.
Hoje em dia as coisas se tornaram mais tranquilas, pois é mais fácil provar tudo o que se é denunciado.

Sua história com o alcoolismo

Carlos começou a beber aos 16 anos e só parou aos 32. Ele passou por todo tipo de experiência ruim, até chegar ao ponto de se tornar ateu. Dentre essas experiências, uma lhe marcou, mas foi por um bom motivo. Ao sair de uma missa na igreja matriz de São José, uma senhora lhe parou, aos prantos, e lhe explicou que o motivo de suas lágrimas era ele, mas não de um jeito ruim. A senhora lhe contou que um ano antes ela o havia visto caído na porta da mesma igreja, no mesmo período de festa. Mas dessa vez o encontrou novamente totalmente sóbrio e saudável, sendo esse o motivo de suas lágrimas, pois ela estava feliz ao vê-lo bem. Carlos conseguiu se livrar do vicio através da ajuda de sua família e amigos.

História com a Bonita FM

Carlos Felipe juntamente com Mariozan e Adeilda, fundaram a Associação das Águas, posteriormente a rádio Bonita FM foi fundada também. Foi o primeiro locutor a sentar na bancada da rádio, quando ainda estava em fase de teste. De acordo com tempo, ele ganhou espaço, e soube aproveitar as oportunidades. Sendo assim, ele criou programas e se tornou o apresentador, ganhando o respeito dos demais dentro do ambiente.
Quando começou a trabalhar na rádio, ele ainda era dependente do álcool, e o que ajudou a sair disso, além da comunicação, foi o apoio de muitas pessoas, em especial o casal Mariozan e Adeilda. Ambos são pessoas muito importantes nessa história, pois lhe deram a oportunidade de participar de muitos cursos oferecidos pela rádio, e o ajudaram também a chegar a ideia do jornal. Apesar das divergências, o mesmo reforça que a amizade, admiração e o respeito por eles continuam os mesmos. Outros nomes que merecem ser citados, pois também o ajudaram nessa luta contra o vício foram, Touché, Joaquim Francisco, Jackson, Jaedson, que foi o responsável por encaixá-lo no Correio do Seridó e Paulo Junior, que também lhe ofereceu muitas oportunidades.
Hoje em dia, Carlos Felipe tem grande reconhecimento no meio da comunicação no estado do Rio Grande do Norte, apresenta o jornal local na rádio e segue administrando sua página de notícias. A cidade de São José do Seridó deve parte de seu reconhecimento a ele, pois se não fosse por ele, a cultura e a beleza da cidade não teria chegado a tantas pessoas.

Texto: Camila Meira
Revisão: Professor Josimar Araújo de Medeiros

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⏰ Última atualização: Jan 05 ⏰

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