Jeongguk em toda sua vida nunca imaginou que se envolver amorosamente com traficante o deixaria em ruínas. Entretanto, permitiu viver essa experiência uma única vez na vida.
{ jkbottom▪︎TaeTop ▪︎ Traficante ▪︎ Médico ▪︎+23 }
Meu único propósito aqui é rasgar essa sua farda branca e comer você em cada canto esterilizado deste hospital.
Taehyung
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🏥🩺🏥 Capítulo um
O apartamento de Jeongguk estava mergulhado em penumbra, iluminado apenas pelo abajur da sala. A luz amarelada, preguiçosa, mal vencia o ar denso e saturado pelo cheiro de cigarro e suor. Era um esgoto particular. No sofá de couro gasto, Jeongguk estava de joelhos, o corpo arqueado, uma silhueta de rendição enquanto as mãos firmes de Namjoon o mantinham preso contra a almofada. Não havia ternura. Nunca havia. As investidas vinham duras, ritmadas, como quem perfura uma parede para descarregar a frustração em carne alheia. O som da pele contra a pele estrondeava no ambiente pequeno, misturando-se aos gemidos abafados que Jeongguk não conseguia segurar. Seus dedos rasgavam o couro do sofá; as pernas já tremiam, mas a mente, a puta da mente, vagava distante.
Era assim quase sempre: ele se permitia ser o recipiente. Namjoon era vício antigo, não paixão. Aquele corpo lhe servia de mordaça, como álcool barato que queimava a garganta mas nunca matava a sede. Jeongguk contou as respirações dele, o coração dele, a textura áspera da costura do sofá que irritava a palma da mão. A carne era dele, mas o ato... o ato era de outro. Uma ausência perfeita. Ele aceitava, voltava, deixava acontecer. Porque no fim do expediente, entre o metal gelado das ferramentas cirúrgicas e o silêncio do hospital, era mais fácil ceder a Namjoon do que encarar a porra do próprio vazio.
— Gosta assim, doutor? — a voz grave vibrava em sua nuca, carregada de malícia. — Gemendo todo apertadinho pra mim...
Jeongguk mordeu o lábio inferior com força, buscando o gosto metálico do sangue para ancorá-lo. Não respondeu. Cada palavra de Namjoon soava como deboche e posse. Ele tentou fechar os olhos, mas a visão da rachadura no teto quebrou a dissociação. O estalo seco de uma palmada em sua cintura ecoou na sala.
— Responde. — Namjoon rosnou, apertando-o com mais força no quadril.
— Cacete... cala a boca... — Jeongguk arfou, a voz rouca, engasgada. Era tudo o que conseguia oferecer de resistência.
Namjoon riu, satisfeito com o som. Continuou as investidas até que o corpo de Jeongguk cedeu em espasmos involuntários, um orgasmo rápido, quase agonizante, arrancado mais pelo atrito incessante do que por prazer real. Ele tombou no sofá, ofegante, sentindo o suor escorrer pela têmpora e a umidade pegajosa entre as coxas. Namjoon se recostou, o peito largo arfando, ainda excitado.
— Você me deixa possuído. Devia me agradecer por cuidar tão bem de você. — Beijou-lhe a nuca com descuido, marcá-lo era o objetivo. Jeongguk ia responder quando o celular vibrou no bolso da calça jogada no chão. O som feriu o ambiente abafado, insistente, metálico, como um alarme rasgando a madrugada.