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Margot

Sentindo o meu corpo gelar apôs a preparatória, ouço a professora dar o aviso de troca de posição. E assim sigo procedendo as posições. Ela avança até a classe e anuncia em tom alto.

- temos apenas cinco meses para trabalhar-mos na coreografia, então peço a todas que deem o melhor de si mesmas alunas. Classe dispensada.

Assim que a professora dispensa a classe pego na minha bolsa e me retiro do estúdio, e tomo um banho e troco minhas roupas e volto para casa.

...

- Filha estás em casa! - afirma o meu pai assim que me vê entrar pela porta.
Que hipócrita. Como se eu não morasse com ele por obrigação dos meus dezessete anos.
Sem responder, não o olho nos olhos e não esboço qualquer emoção, subo a escada até ao meu quarto e coloco a bolsa perto da cama e me deito.
A porta se abre e vejo o meu pai a entrar no meu quarto sem algum tipo de convite.

- vais ignorar-me?

Eu tenho o ódio dele guardado em mim depois que ele se divorciou da minha mãe. E ele é tão idiota que fica a altas horas a beber álcool com os amigos de trabalho dele, agradeço a minha mãe por me financiar as aulas de ballet sinceramente. Viver com o meu pai não é mau de todo, a não ser que gostem de viver com um homem de trinta e nove anos que reclama do seu salário mínimo e que as contas estão altas, e me culpa por isso.
- Se eu disser que sim desapareces? - Riposto a sua pergunta.

- Margot, ainda me odeias pelo divorcio com a tua mãe?

- Não, Nataniel eu não te odeio, eu apenas tenho pena de ti. Riposto, fechando o punho e me remexendo de incomodo.

- MARGOT! olha bem a forma que falas comigo, e quando te diriges a mim trata-me por Pai, por favor.

- Chamar-te pai? Que desperdiço de uso para essa palavra tão significativa. - riposto e me levanto da cama e desço uns degraus e pressinto a presença do meu pai atrás de mim.

- VAIS FICAR DE CASTIGO. - diz ele franzindo as sobrancelhas e marcando a veia no centro da sua testa. Realmente me dava nojo aquele ar de superioridade medíocre.

- tenho quase dezoito anos, não achas um pouco tarde para me colocares um castigo? - desço as escadas e chego a sala e me apoio ao parapeito da janela olhando a noite escura e fria lá fora.

- Vais ficar sem o teu leitor de cassetes e sem os teus discos de musica, e irei tirar-te o teu macbook. Afirma apontando o dedo em minha direção.

- Como irei fazer as provas sem o meu macbook? E faz-me o favor de abaixar o dedo.

- POR FAVOR, Podes ser mais compreensiva comigo!

- COMPREENSIVA? tu és compreensivo comigo?

- EU COMPRO O TEU ALMOÇO, JANTAR, E AINDA TE DOU DINHEIRO PARA COMPRARES ALGO PARA LANCHAR APÔS OS TEUS TREINOS, E VÊS ISSO COMO ALGO SEM VALOR! Apôs uns momentos em silencio e de ele suspirar fundo.
- sinceramente acho que a tua mãe e eu te de-mos demais quando criança.

Confesso ver ele a passar-se era o entretenimento do meu dia, mas não podia deixar uma escapar assim não sem vencer está discussão. - Ser um pai, não é comprar comida quando poder e voltar a atenção para o seu trabalho e amigos e álcool.

Ele engole em seco na parte do "amigos e álcool". Enquanto eu continuo.

- Não percebes que não me importa o dinheiro que me dás, o dinheiro não me dá AMOR PATERNAL. então como esperas que esteja satisfeita com as tuas ações "pai" se nem isso sabes ser.

Mando uma mensagem ao Matteo, e sigo sala a fora.

- Vou dormir na casa do Matteo hoje, amanhã não tenho treino de ballet.

- NÃO vais!

- Não? Fica a ver. - me dirigi até a porta antes que o meu pai pudesse reagir e saio batendo-a fortemente.

...

- Matteo, obrigada por me deixares dormir cá!
Dou um sorriso para ele que remexia em alguns DVD de filmes de suspense e mistério.

- Ei sabes que estou sempre aqui para o que precisares. Riposta ele passando o braço por trás das minhas costas e acariciando o meu ombro e me levando para perto da sua coleção de DVD. - Agora ajuda-me a escolher um filme!

- Juro não aguento mais o meu pai! Digo remexendo em alguns dos DVDs.

- Não pode ser tão mau assim Mazinha.
Odiava quando me apelidava de "Mazinha" desde que lhe destruí o projeto de ciências do sexto ano. - Vais me chamar assim para o resto da vida?

- Depende, talvez eu chame, talvez não...

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⏰ Ultimo aggiornamento: Sep 13, 2022 ⏰

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