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Helena

Dylan se escorou em mim, suas pernas vacilantes, e o peso de seu corpo cedendo sobre meu ombro.

— Não jogue todo o peso do seu corpo em cima de mim!

   Dylan riu folgoso, com seus olhos azuis acinzentados brilhantes. Rolei meus olhos pelo teto, e soltei um assobio. Era lindo... O teto da entrada em formato de arco, trabalhando em tons de bronze em aros que faziam a estrutura que segurava o teto de fundo azul como a noite e por cima, como se fossem estrelas, a pintura de pontos dourados de ouro e diamantes.

   Dylan estagnou e abaixei meus olhos para entender sua quietude. A nossa frente, uma orda de criança estavam juntas, seus olhos arregalados, e eles mal respiravam olhando de mim para Dylan.

  Olho para eles baixo a cima, e Dylan e eu trocamos um olhar pelos cantos dos olhos.

— Todos eles? _ Dylan perguntou e dei de ombros.

— São eles..._ um deles sussurrou tão baixinho, me fazendo arquear a sobrancelha enquanto os outros concordaram. _ a bruxa ...

Grunhi como se alguém tivesse me acertado um tapa na cabeça, eu ia mostrar para esse bando de mal educados quem era a bruxa. Antes que pudesse ver, Dylan estava me segurando pela cintura, cambaleando.

— Venham aqui seus pedrinhas! Venham! Eu vou dar seus ossinhos finos para meus cães!_ rosnei.

    Os olhinhos se viraram instantâneamente para Dylan, cheios de uma ansiedade estranha. Novamente troquei um olhar silencioso com Dylan e Lucien passou por nós.

— Não sejam mal educados com nossos visitantes!_ ele os repreendeu, colocando pesadamente sua mão em cima da cabeça de uma das crianças e a fazendo se curvar. _ Digam olá como príncipes e princesas de Midorina!

— Eles viram papai..._ Os olhos de um deles se virou para Lucien, exalando entusiasmo enquanto ele sussurrava baixinho.

    Esses eram os filhos de Lucien.... Meus olhos se arregalaram assim como os Dylan quando elas cercaram Lucien, com seus olhinhos grandes e redondos sem nos deixar nem por um instante, como se estivessem esperando algo extraordinário acontecer.

Lucien

   Afaguei os cabelos de Noah, e ele sorriu abertamente, mostrando seus dentes brancos bem alinhados.

— Vamos, dê o bom exemplo. Você é o irmão mais velho.

   Ele acenou convicto e se virou para  Helena e Dylan que estavam nos observando atentamente. Noah fez um cumprimento, desajeitado, mas valeu por hora.

— Bem-vindos ao reino de meu pai! _ sua vozinha de menino ecoou pelo salão, me enchendo de orgulho. Sorri estreito o vendo concertar a postura e os outros o imitarem, também desengonçados e nada graciosoa, mas eram meus príncipes e princesas.

— Oh!_ Helena tombou a cabeça e Dylan a colocou no chão.

   Na porta, Sire Willy passou segurando o arco e três pestinhas ruivas passaram correndo e rindo, parando ao lado dos pais. Meus filhos arregalaram ainda mais os olhos, os sorrisos se tornaram incontroláveis enquanto outros ficaram um pouco tímidos escondendo atrás de minhas pernas. Meus filhos não tinham muitos amigos. Eles brincavam entre si, mas mesmo depois de doze anos, Midorina ainda estava se reerguendo devagar. Não havia muitas crianças que eles pudessem brincar.

   Logo atrás, se forçando em cada passo, querendo ainda parecer  imponente, e recusando a tremura de suas pernas, Archie entrou. Seu rosto estava sério quando minhas crianças olharam para ele. Os sorrisos se desmanchando para dar lugar ao rosto de horror e medo. Elas gritaram de medo do " rei demônio"... Talvez eu tenha exagerado um pouco na história...

À Sombra de um ReiOnde histórias criam vida. Descubra agora