Caminhamos por um longo período pela aldeia, a princesa sempre atenta a tudo ao seu redor, acenando gentilmente para qualquer um que passasse por nós.
A olhei de soslaio quando duas crianças passaram correndo, esbarrando em suas pernas a fazendo cambalear. Segurei firme seu cotovelo em um reflexo rápido não permitindo que ela caísse de bunda no chao na frente de todos os aldeões e manchasse o próprio nome como a esposa desastrada do peincepe de Dazzo.
— Obrigada!_ ela acenou em um susssurro quase inaudível, e apenas soltei seu braço, caminhando dois passos a frente sem mais olhar para ela.
— Fique aqui!_ digo parando e me virei ladino pada a olhar. _ eu ja volto! Então não saia daqui!
Ela acenou com convicção e me virei indo em direção a taberna, empurrei a porta do local com as costas e observando a movimentação. Aparentemente não fui o único a ansiar por um pouco de cerveja nesse dia quente. Joguei uma moeda para o dono, e acenei com o queixo indicando o de sempre. Rapidamente ele me estendeu a cerveja e virei em grandes goles, soltando um suspiro satisfeito e bari o caneco no balcão, deixando dois tapas na madeira encardida e sai.
E quando cruzei a porta, vi Any amuada como um bichinho cercado por predadores. Os três homens a olhavam com malícia, ela encolheu os ombros acenando em positiva, muda de medo deles.
Meus passos foram ageis o suficiente para chegar até lá e ouvir o que os desgraçados diziam. Um deles estendeu a mão para toca-la e meu sangue ferver.
— Se tocar em minha senhora eu deceparei sua mão aqui, e vou entalha-la para que outros se lembrem!_ rosnei, sentindo minhas mãos se fecharem em punhos e os olhos de Any arregalaram, alívio brilhando assim como medo.
O homem riu com escárnio, batendo no ombro do outro e apontou com o queixo para mim.
— Então você é o criado dela ?
— Eu sou o guarda pessoal dela! E meu aviso está dado! Saiam daqui! _ rosnei apontando com queixo.
O homem gargalhou, olhando para Any por cima do ombro, e a encarei dentro dos olhos, acenando sutilmente para ela sair dali sorrateira quando a atenção dele se voltasse para mim, rezando para que ela pudesse entender pelo menos isso.
— Então você é o cão dela..._ dessa vez não foi uma pergunta e trinquei os dentes quando os olhos dele voltaram para mim. _ Ela é uma gracinha, entendo os motivos que colocar a língua oara fora, babando por ela...
— Eu te avisei duas vezes, geralmente eu só aviso uma... _ apertei minhas mãos em punhos quando recebi um empurrão em meu peito, e meu braço se moveu tão rápido e pesado, que senti o nó dos meus dedos apenas protestarem quando eu olhei para o desgraçado no chão, com o lábio cortado. Pisei em sua cabeça, esfregando a sola de minhas botas em seu rosto.
— Seu...
— Sabe quem você ofendeu? Quem vai mandar atrás de você quando eu, o cão, latir para ele sobre o desgraçado que ousou tocar na esposa dele? _ rosnei entre os dentes, sentindo meus punhos apertarem ainda mais, apertei mais meu pé sobre aquele rosto o ouvindo praguejar de dor_ Você acabou de ofender a esposa do príncipe Nicolas, seu pedaço de merda! Vai ter sorte se ele mandar alguém atrás de você, ao invés dele mesmo vir te caçar e te picar em pedacinhos, e dar esses tais pedacinhos para os cães dos becos.
Os olhos do grande filho da puta se arregalaram em pavor, ele gaguejou e olhei para os outros que estavam pálidos como se tivessem visto a própria morte.
— Artur..._ Any sussurrou medrosamente, envergonhada com os olhares dos aldeões em nós.
— Peça perdão a ela! Talvez se você o fizer, talvez ele te poupe de tortura e só te mate! E eu vou garantir de ajudá-lo se quiser torturar você, até que implore para que o inferno te ingula. _ meus dentes doíam pelo aperto e quase tinha certeza que meu rosto deveria estar vermelho.
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À Sombra de um Rei
RomanceDoze anos depois da guerra, Thalfry se partiu em novos seis reinos independentes. Os reinos temem que o leão de Dazzo se torne ganancioso por mais poder, e derrube seus reinados para tomar suas terras. Nicolas se tornou o braço direito de Archie, s...
