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- Vamos logo pai! _ Archie e eu olhamos em direção ao barco onde as crianças estavam em completa euforia.

Ele arqueou a sobrancelha, voltando a me olhar e suspirou pesadamente. Eu queria dizer que ele iria sobreviver a isso, mass acho que manter seus filhos na linha era um pouco difícil.

- Será que vossa majestade pode mover seus pés reais para dentro do barco?_ Helena gritou, se inclinando sobre o parapeito denso de madeira escura, e ri apertando as sobrancelhas.

- É melhor você ir antes que a duquesa venha lhe buscar. _ comento tranquilo vendo Archie rir rouco, olhando para os próprios pés.

Não consigo me lembrar da última vez que meu irmão pisou seus pés em um barco. Se algum dia ja tivera feito...

- Então eu decretaria que Helena estava extremamente probida de sair de Dazzo até segunda ordem!

- Eu acho que isso não funcionaria com ela. _ ri arregalando levemente os olhos e Archie concordou deixando sua mão repousar em meu ombro.

- Cuide bem de nosso lar enquanto eu estiver fora! Prometo ser breve em Midorina!

- Entendo. Apenas o suficiente para brigar um pouco com Lucien, não é?

- Talvez um soco ou outro também...

Archie caiu seus olhos em Any parada ao meu lado no cais. Seus cabelos loiros acobreados balançando ao vento junto do tecido de seu vestido azul pálido. Ao lado dela, com uma mão sobre o cabo da espada, rolando seus olhos pela paisagem e nas gaivotas sobrevoando a maré, Artur, sem demonstrar qualquer interesse em quaisquer conversas ou responsabilidades.

- Não o deixe fazer coisas estúpidas, Any... E quanto a você, Artur ...

- Não o incentive a faze-las! Claro! Claro, majestade !

Artur fez a reverencia e meu irmão riu baixo.

- Exatamente. Se eu voltar e algo de ruim tiver acontecido ao meu reino, eu mato vocês três!

Vi Any enrijecer os ombros, tão tensa contra as palavras de meu irmão lançadas, não em um aviso, mas em uma promessa. Eu vi o terror se espalhar silenciosamente sob seus olhos e sorri escondido.

- Tente guardar o espírito de ameaça, e luta para quando chegar em Midorina..._ comentei, olhando para Archie por baixo de meus cílios e pude jurar que vi a sombra de um sorriso, com os cantos de sua boca se curvando quase imperceptíveis para cima. _ Diga àquele pirata que assim que possível também irei incomodá-lo.

Archie me deu as costas, após um aceno breve com a cabeça e acompanhei seus movimentos. Meu irmão juntando suas mãos atrás das costas, sua postura altiva e soberana, sua coroa de ouro e joias reluzindo ao contato do sol da manhã. Ver Archie se afastar foi como abrir um buraco em meu peito. Foi como voltar a ser um menino de onze anos, desejando que ele voltasse logo para casa, porque era assustador de mais sem sem sua presença. Ea vulnerável de mais sem sua proteção...

Nunca consegui me esquecer do dia em que o esperei, e esperei, e esperei...com o tempo perpetuando enquanto eu me preenchia de pânico, e nem mesno Dylan foi capaz de me dar um pouco de sensação de proteção quando minha mãe morreu bem na minha frente... E quando Archie chegou, cruzando àquelas portas, com seus olhos vagabundo ao redor como se já estivesse me esperando, eu sabia que finalmente estava seguro. E me lembro ainda mais, quando seus braços me cercaram, de como todas as nossas brigas, richas, e implicâncias tinham simplesmente se tornado insignificantes.

Eu pude chorar, berrar em seus braços, mas eu não vi uma única lágrima escorrer pelo rosto de Archie. Eu nunca o vi ou ouvi chorar pela nossa mãe, mas eu via em seus olhos, a tristeza, a profundidade de desespero que a ausência dos conselhos, da voz, do cheiro, da risada e das provocações, deixou marcado nele como uma cicatriz grotesca, mas invisível aos olhos.

À Sombra de um ReiOnde histórias criam vida. Descubra agora