Capítulo Vinte e Nove.

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Felippe.

* Lembrança.

- Oi Esmeralda.

- Não me chame assim!

- O que deu em você ?

- Isso não te interessa.

- Se não me interessasse não estaria te perguntando.

- Me deixa em paz!

- Melissa - digo pegando em seu braço e fazem ela ficar de frente pra mim.

- Não enche! Me deixa!

- O que aconteceu ? Porque você ta assim ?

- Não ta acontecendo nada seu idiota. Me esquece beleza?!

- Não! Você não ta bem.

- Não estou mesmo, foi só você vir falar comigo e piorou tudo.

E foi assim a primeira vez em que ela me tratou mal.

Melissa.

*Lembrança On.

- E então ? Como ta indo o namorinho ? - pergunta Felippe.

Estávamos na sorveteria.

- Ta muito maneiro! - respondo.

- Maneiro ? Nunca ouvi você falar isso.

- Acho que é o convívio com o Dan.

- Hum ...

- Enfim, ele é tão legal comigo. Ele me liga pra saber como eu estou, pra saber se eu cheguei bem da faculdade - e blá blá blá.

Cada palavra que saía da minha boca se referindo ao Danilo, o Felippe revisava os olhos e fingia não esta escutando.

- Vamos ?- pergunta ele.

- Claro.

- Nossa você parece uma criança tomando sorvete.

- Porque ?

- Ta toda lambuzada - diz Felippe limpando o canto da minha boca com o guardanapo.

- Obrigada. - digo agradecida e lhe lanço um sorriso e ele abriu aquele sorriso bobo dele.

- E então ? Como vai as paqueras do garanhão? - pergunto pra ele já caminhando.

Ele olha pro lado e pro outro.

- Eu ? - pergunta ele apontando pra si mesmo.

- É!

- Garanhão ? Sério ?

Já estávamos perto de casa.

- Uhum - digo rindo.

- Tão tudo longe.

- Ue! Resolveu da um tempo ?

- Por favor né Esmeralda! Até agora você me viu ficar com alguém ?

- Não.

- Então não me chame de garanhão - diz ele fazendo biquinho.

Ficamos conversando e brincando até chegar na rua de sua casa.
E então como sou desastrada acabo me desequilibrando (não sei como) e acabo caindo e torcendo meu pé.

Que dor horrível Papai do Céu !!

- Ta bem ?

- To, só torci o pé.

- Da pra anda ?

- Vou tentar.

Eu sinceramente tentei andar, tentei caminhar mas a dor foi mais forte e segurei o braço do Felippe pra ele parar.

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