Capítulo 2

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O filme estava quase acabando, quando eu resolvi dizer

 - Allan, preciso falar com você! - Fiquei sério, ele olhou para o meu rosto.

 - Fala, com certeza é algo muito importante!

 - Sim, é.

 Ele deitou no meu colo e continuou olhando para a televisão, esperando eu falar.

 - E-e-eu... Te... Amo - Olhei para ele e ele estava dormindo, eu não consegui segurar e sorri, desliguei o DVD e peguei o Allan e levei-o pro quarto dele, o coloquei na cama dele, dei um beijo na bochecha dele e saí.

 No outro dia eu acordei tarde, já eram 9 horas, Allan nem tinha acordado ainda, o que era óbvio, ele sempre é acordado por mim

 - Allan! Allan!

- Oi - Ele disse com uma voz tão sonolenta- Como eu vim parar aqui?

- Eu te carreguei.

-Sério? Como você me aguentou?

- Você fala como se fosse super pesado.

- Eu não sei.

- Pois eu sei, você não é pesado. 

 Ele levantou, me pegou no colo e disse:

- É, nem você é pesado.

Eu comecei a dar risada, ele também. Fomos para a cozinha e comecei fazer o café da manhã, ele ficou na cozinha comigo o tempo todo, até se ofereceu pra ajudar, mas eu recusei.

- Então Allan, o que vamos fazer o dia inteiro?

- Vamos assistir a um filme.

- De novo?

- Tem uma ideia melhor? Se tiver, fala aí.

- Não, pior que não tenho.

- Então vamos assistir.

- Vamos comprar um?

- Ah, tá. Vamos.

Nós terminamos de comer, lavamos a louça e fomos nos arrumar, eu não sabia aonde ir para comprar um filme, tinham tantas opções. Allan colocou a sua camisa branca com a bandeira dos Estados Unidos estampada, uma calça jeans preta rasgada nos joelhos e um tênis preto com algumas partes brancas, eu fui vestido com uma camisa preta com uma caveira estampada, calça jeans preta e meu tênis preto.

- Aonde vamos? - Perguntei ao Allan, enquanto ele escova os dentes.

- Vamos perto do centro.

- O quê? Você está louco? Fica muito longe daqui, vamos voltar somente à tarde!

- O que tem? Vamos sair um pouco de casa.

- Ah, tá bom! - Eu disse como se não tivesse gostado, apesar de que eu queria ficar em casa, mas vou sair um pouco com ele. 

Nós saímos e fomos andando até chegar ao ponto de ônibus, tivemos que correr para não perdê-lo, entramos e sentamos lá no fundo. Tinham poucas pessoas, uma mulher com uma criança, uma senhora e duas mulheres conversando. Allan ficou um tempo olhando pra mim, eu tentei disfarçar para ele não descobrir que eu tinha percebido. Quando chegamos à loja por volta de 01h30min, eu vi um filme que chamou a minha atenção. As Vantagens de Ser Invisível.

- Allan, vamos comprar esse aqui?

- As Vantagens de Ser Invisível, tem certeza que quer esse?

- Sim, tenho!

- Então tá.

Compramos o filme e precisávamos ir embora, mas só ia passar um ônibus às 04h30min, mas ainda era 2h30min.

- Max, vamos andar um pouco?

- Tá, o ônibus vai demorar mesmo.

- Eeeh, vamos! - Ele sorriu.

- Allan, espera! - Eu meio que gritei, ele olhou para o meu rosto surpreso.

- Max, o que foi? - Ele voltou me olhando com preocupação.

- Eu realmente preciso contar uma coisa.

- O quê? Fala.

 Eu ia começar a falar, mas para a minha surpresa, um ônibus apareceu.

- Eu te falo em casa! - Eu desviei o olhar. 

- Tá bom então - Ele ficou me olhando.

 Fomos para a casa, chegando lá eu fui direto pra cozinha e peguei um copo de água, Allan veio na minha direção.

- Max, fala.

- Allan, eu... Não consigo.

- Tenta.

- É sério, eu não consigo.

-Tenta, você consegue! Eu estou aqui com você.

- E-e-eu... Te... Amo - Eu disse olhando pra baixo, mas eu tinha que olhar para os olhos dele, então eu levantei a cabeça. Ele estava com os olhos arregalados, estava surpreso e eu tentei disfarçar.

- E-eu vou fazer pipoca, vai colocando o filme - Eu consegui dizer, quase não deu certo. Ele fez o que eu disse, colocou o filme e não falou nada desde então. Coloquei a pipoca pra estourar e percebi que já estava de noite coloquei a pipoca em uma travessa e fui para a sala de estar, sentei no mesmo sofá que o Allan, ele deitou no meu colo e deu play no filme.

- Allan...

- Max, não precisa me dizer nada, eu não me importo com isso. Se você me ama, tudo bem!

- Como você consegue agir normalmente?

- Eu já havia percebido uma vez, mas não te perguntei nada, achei que eu podia estar enganado sobre isso.

- Eu nunca contei, porque eu tive medo da sua reação, eu te amo desde a primeira vez que eu te vi, você foi e é a minha paixão. 

Ele sorriu pra mim, eu me encurvei e dei um beijo em sua bochecha, ele deu um pulo e ficou me olhando e depois deitou de volta e sorriu.

- Allan, posso te perguntar uma coisa?

- Claro.

- Você me ama?


Allan e Max - Garotos Apaixonados (Romance Gay)Onde as histórias ganham vida. Descobre agora