Prefácio

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Um garoto voltava da escola, quando foi surpreendido por um carro em alta velocidade que atingiu a sua bicicleta, lançando-o contra um muro de concreto. Ele caiu com força no chão, discordado. Uma poça de sangue começou a se formar ao lado de sua cabeça.

O motorista do veiculo que atropelara o pobre menino estava assustado demais e sua ficha com a polícia não era nada limpa, caso ele fosse pego dirigindo embriagado novamente e sem a carteira de habilitação, certamente ficaria um bom tempo de molho na cadeia. O homem acabou não pensando duas vezes antes de pisar fundo no acelerador para fugir sem nem ao menos prestar socorro a vitima que se esvaia estirada no asfalto há alguns metros.

Uma pequena multidão de curiosos aos poucos foi se formando ao redor do menino. Mulheres desesperadas berravam por socorro, pessoas corriam de um lado para o outro sem saber o que fazer. A linha que prendia a alma do garoto ao seu corpo estava cada vez mais estreita.

Uma sombra negra saiu de dentro do bueiro no meio da avenida e avançou na direção do garoto. Ninguém na movimenta avenida principal percebeu a aproximação da mancha escura que saltou sobre o menino empurrando a sua alma de volta para o corpo e misturando-se a ela.

O menino abriu os olhos, olhos totalmente negros que quase saltavam das orbitas. O profundo ferimento em sua cabeça se fechou em um instante. Pouco depois ele se colocou de pé como se nada estivesse acontecido.

— Ei, menino, tudo bem? — perguntou um sujeito preocupado.

O garoto balançou a cabeça positivamente. O homem ficou preocupado, mas não insistiu, misteriosamente ele realmente parecia estar bem. Porém não tinha ideia de que sua vida nunca mais seria a mesma.


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