Capítulo 2

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Gente... relevam os erros de digitação que possivelmente há nesse texto, pois ainda não passou pela revisão de um profissional. A revisão profissional acontecerá quando a escrita estiver finalizada, já que não há como enviar o texto pela metade para o revisor.

Abraços.


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Victor.

 

 

É dia quando desperto. O sol invade o quarto pelas vidraças da janela, enviando seus raios escaldantes para o interior do aposento.

Levanto-me ainda meio zonzo, com o gosto amargo da ressaca na boca. Com um apetite enorme, peculiar às manhãs posteriores à noites de bebedeira, dirijo-me diretamente para a cozinha, em busca de algum alimento. Ao alcançar o pequeno corredor, sinto cheiro de café fresco partindo daquela direção e só então recordo-me de que Apolo está aqui e do que aconteceu entre mim e a noivinha gostosa dele durante a noite. Caralho! Só de lembrar já estou de pau duro. Aquela mulher é um verdadeiro furacão e nem ela mesma sabe disso.

Chegando lá, deparo-me com Anita preparando o café no fogão, usando o mesmo vestido bege da noite anterior. Os cabelos comportadamente presos.

Ela detém-se na sua tarefa para examinar-me dos pés à cabeça com olhos estupefatos, sua face enrubescendo. Só então me dou conta de que uso apenas uma cueca e tenho quase certeza de que ela nunca viu um homem vestido assim antes. Pelo menos não pessoalmente.

— Onde está Apolo? — Pergunto.

— Foi comprar pão. — Ela retorna para sua tarefa, desconcertada.

— Por que ele não pede as coisas pelo telefone?

— Quando se vive durante muito tempo na selva, perde-se o hábito de usar o telefone e adquire-se aquele de ir em busca do próprio alimento. — Seu tom é ligeiramente ríspido.

— Então quer dizer que vocês caçam e pescam a própria comida na Amazônia?

— Não precisamos, pois temos pessoas com mais experiência para isso.

Percebo que ela evita a todo custo olhar na minha direção e simplesmente não resisto à tentação de provocá-la, tranquilamente, sento-me à mesa de mármore ao centro do pequeno cômodo, tão próximo que dificilmente ela deixará de me ver ao fazer qualquer movimento.

— E quem cozinha? Você?

Lembro-me da forma submissa como ela serviu Apolo na noite anterior e posso imaginar como deve ser a convivência dos dois: ele se comportando como o noivo machista, autoritário, tratando-a como se fosse inferior, pois este é o conceito que os homens machistas têm das mulheres e, além de tudo, negando-lhe sexo, que é o que há de melhor na vida.

Se eu a tivesse conhecido primeiro, sua virgindade teria ido para o espaço ainda no primeiro encontro.  

— Sim. Eu gosto de cozinhar para o Apolo. — Como eu esperava, ela lança outro olhar para mim, examinando rapidamente meu peito nu. — Seria muito te pedir para colocar uma roupa?

— Por que você pediria isso. Estou te perturbando?

— Não é decente ficar perto de você assim. Sou uma mulher religiosa e comprometida.

— Você não me parecia tão puritana ontem quando...

Ela vira-se para mim, fitando-me fixamente com um olhar fulminante, interrompendo-me ao dizer:

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