Jamais compreenderei o motivo das suas decisões, como alguém pode ser capaz de abrir mão do conforto, do prazer viver rodeado por mulheres, pela tecnologia, em nome de um ideal.

Ainda ao som de Scorpions que ecoa alto no aparelho do carro, adentro a rua que se estende em meio a uma consecução de edifícios luxuosos em Ecoville, bairro onde moro e adentro a garagem do mais sofisticados deles, o carro cantando pneus pela freada brusca.

Com passos ligeiramente incertos, por causa do efeito do álcool ainda no meu organismo, deixo o automóvel, seguindo para meu apartamento no vigésimo andar. Chegando lá, fico sobressaltado ao encontrar a porta destrancada. Ainda assim me arisco a entrar, sorrateiramente, espreitando cada canto onde supostamente possa estar escondido um assaltante. A luz acesa me dá a certeza de que alguém esteve ou está aqui, o que me leva a procurar pela minha coleção de quadros caros nas paredes, certificando-me aliviado de que estão aqui. Aliás como todo o restante dos moveis, tudo está no lugar, nada parece ter sido tocado.

O que está acontecendo? Pergunto-me ainda apreensivo, quando então uma mulher, vinda da direção onde ficam os quartos, adentra a sala, usando um roupão sobre o corpo, secando a densa cabeleira castanha com uma toalha.

É a criatura mais linda sobre a qual já pousei meus olhos. Tem o rosto desenhado por traços delicados, com o nariz pequeno, a boca carnuda, a pele perfeita e rosada e um par de olhos azuis de tirar o fôlego. O roupão entualhado revela, parcialmente, o que me parece ser um conjunto de curvas perfeitas do seu corpo.

- Você voltou depressa. - Ela fala, fitando-me com verdadeira devoção. Tem a voz mais meiga que já ouvi, que se torna ainda mais sedutora por causa do sotaque espanhol. - Que roupas são essas?

Não faço idéia de quem ela seja, ou do que está falando, mas se está aqui e demonstra me conhecer, certamente deve ser alguém com quem já transei e se tem a chave do meu apartamento é porque foi muito bom. Portanto não vejo razão para que precisemos perder tempo. Quero fodê-la, aqui e agora, pois basta olhar para ela para que meu pau esteja duro a ponto de estourar dentro da calça.

Eu poderia colocar a culpa das minhas ações no efeito do álcool no meu organismo, mas ajo unicamente por impulso quando aproximo-me rapidamente dela e a agarro pela cintura, puxando-a para mim, pressionando seu corpo frágil no meu, minha ereção de encontro ao seu ventre.

Ela parece surpresa com minha atitude. A principio tenta resistir, mostrando-se tensa e hesitante, mas logo amolece, contornando seus braços em torno do meu pescoço, esfregando seu corpo no meu, lascivamente, deixando-me ainda mais excitado.

- Que cheiro é esse? Você andou bebendo? - Mais uma vez ela parece espantada e mais uma vez não a compreendo.

Mas isso não importa, quero tê-la e o farei.

Então, cubro seus lábios com os meus, quando novamente ela demonstra hesitação, mantendo os lábios cerrados, o que dura pouco, pois logo os entreabre, dando-me permissão para infiltrar minha língua na sua boca, voluptuosamente.

É inexplicável o tesão que me invade, como uma corrente de eletricidade passeasse por todo o meu corpo. Já estive com todos os tipos de mulheres, mas jamais antes experimentei algo assim, simplesmente arrebatador.

Ela chupa minha língua com inexperiência e sofreguidão, o que torna tudo ainda mais intenso dentro de mim. De repente a sala se torna muito pequena para o turbilhão de sensações que me domina, que me impulsiona a querer possuí-la com uma necessidade urgente, como se minha existência dependesse disso.

Não sou mais o homem seguro e dono da situação que costumo ser com as mulheres, estou surpreendentemente entregue a tudo o que esta estranha é capaz de me despertar. É difícil acreditar, mas minhas mãos estão tremulas quando desamarro o cinto do seu roupão e o tiro pelos ombros, deixando-o cair aos nossos pés no chão. Afasto-me alguns centímetros, apenas o suficiente para contemplar seu corpo nu, perfeito como eu deduzi que seria. Tem os peitos pequenos e firmes, a cintura bem desenhada, os quadris redondos, a púbis ligeiramente peluda, como há muito eu não via em uma mulher.

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