CENA BÔNUS

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ATENÇÃO! Essa cena apresenta conteúdo erótico e, portanto não é recomendada para menores de dezoito anos. Em respeito aos leitores, informo que a sua leitura não se faz necessária para entendimento da história. Aqueles que desejarem podem pular direto para o próximo capítulo sem interferências.

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Antes que eu pudesse dizer que não estava brincando, que realmente a minha meia calça havia saído ilesa do derrubamento de refrigerante, ele a puxou com força até os meus joelhos. A minha calcinha, a minha linda calcinha preta de rendas foi junto, e finalmente Nico parecia mais contente. Satisfeito. Aquilo era loucura, muita loucura. Mas quais eram as chances da minha mente pensar com sensatez enquanto seus dedos quentes e macios faziam aquela mágica dentro de mim? Todos aqueles movimentos estavam me consumindo, tragando a − pequena − parte sensata que eu possuía dentro de mim.

Agarrei Nico e o puxei para mais perto. Minha boca foi na direção de seu ombro. Mordi-o com força para evitar deixar escapar... Gemidos. Eu estava me empenhando na tarefa de não ser pega em flagrante, mas ficava cada vez mais difícil. Nico resolveu que me torturar com seus dedos não era o suficiente e resolveu me torturar com a língua. Como não havia mais nenhum ombro para morder, mordi minha própria mão, contendo e disfarçando os gemidos de prazer e dor.

Eu sentia sua língua quente se movimentando em minha intimidade e tinha vontade de gritar. Sem exageros. Suas mãos agarravam minha bunda com desejo e vez ou outra eu sentia seus dedos apertarem-na sem piedade. Piedade? Pfff! Nico parecia desconhecer o significado dessa palavrinha de quatro sílabas... Ao menos quando o assunto envolvia outra palavrinha com duas sílabas a menos: sexo.

Eu sentia meu corpo entrar numa espécie alucinada de frenesi. Espasmos o percorriam e Deus... Eu queria mais! Segurei a cabeça de Nico com força e pressionei-a contra a minha intimidade, num pedido desesperado para que ele fosse mais fundo... Que me desse mais. E assim ele o fez. Sua língua explorou lugares inéditos e as sensações foram igualmente novas. Senti todo o meu corpo tremer com força e empurrei-o para longe, afastando-o do lugar que parecia prestes a causar um incêndio no restaurante inteiro. Mas Nico não se afastou. Porque ele não estava para brincadeiras hoje, como ele mesmo dissera. Suas mãos abandonaram minha bunda, mas sua língua continuou quente e sedutora em minha intimidade, brincando de me torturar.

Abri os olhos e espiei o que ele fazia. Não que eu ainda possuísse alguma lucidez para tal. Suas mãos macias e fortes agora abriam o zíper da sua própria calça. Fechei os olhos e tentei encontrar forças para o que eu sabia que estava por vir. E apesar da exaustão e do corpo tremendo, eu desejava aquilo. Ah sim, como desejava! A verdade é que eu desejava aquele homem o tempo todo. E ser o objeto de seu desejo − que nunca era pouco − me deixava ainda mais segura... Eu tinha liberdade para ser a Nina que quisesse ser. Boa moça na vida e puta na cama. Ou no banheiro, tanto faz.

Ainda de olhos fechados, senti sua língua se afastar e fui invadida por sentimentos tão intensos, que não encontrei palavras para descrevê-los. Subi meu corpo e me sentei na bancada de granito onde mulheres costumam deixar suas bolsas. E então eu esperei por Nico. Esperei por seu membro deliciosamente rígido me penetrar sem compaixão. Quem precisava de compaixão naquele momento, oras?!

E eu continuei esperando. Porque Nico não veio.

− Abra os olhos, Nina − ele sussurrou com a boca colada ao pé do meu ouvido. E o que dizer daquele sotaque maravilhoso?

Abri os olhos e fui tomada por aquela visão... Bem, um tanto esplendorosa e magnífica. Aquela visão para a qual eu nunca estava preparada e que sempre fazia a minha boca salivar de desejo.

− Eu acho que você não tem muita ideia do que faz comigo − ele sussurrou com a boca colada no meu ouvido, enquanto eu me permitia tocar seu membro e acariciá-lo com cuidado e adoração. − Você me deixa louco, Nina − ceús, meu nome consegue ficar tão bonito na sua voz, especialmente quando ela está tomada pelo desejo. − Você me excita como nenhuma outra mulher... Porque você foi feita para mim.

E bem, eu concordava com ele. É claro que sim... Afinal, que outra explicação poderia haver para o nosso encaixe tão perfeito? E não apenas no plano sentimental, mas no plano físico também. O nosso sexo era sempre maravilhoso, pois Nico parecia capaz de me preencher e me dar orgasmos como nenhum outro homem havia feito. E tudo isso era muito bonito, de verdade, mas havia certa urgência física solicitando a minha atenção no momento. Havia um pulsar descontrolado entre as minhas pernas que não podia esperar...

− Você vai me foder agora − eu disse, e não era uma pergunta. − Com força.

E o riso dele foi acolhedor, da mesma forma que o meu corpo o acolheu: quente e sedutor. Agarrei-me na bancada de granito enquanto sentia seu membro investir com força contra mim. E sim, era exatamente daquilo que eu estava falando... Meu corpo parecia vivo e ainda assim prestes a desmoronar. E foi apenas depois de várias estocadas incansáveis que me permiti relaxar por inteiro. E aquele era um cansaço glorioso. Principalmente porque o corpo daquele homem maravilhoso me abraçava com carinho e ternura... Novamente: como nenhum outro homem havia feito. E eu me permiti rir, porque aquilo não podia ser melhor que o esperado. Eu queria poder expressar em palavras tudo o que eu sentia por ele, mas o que eu deveria dizer? "Eu te amo", talvez? Mas e se não fosse amor? Pior: e se fosse amor e nós tivéssemos que nos separar em breve? Eu simplesmente não sabia como colorir em palavras o sentimento intenso que me dominava e arrebatava.

− Você é incrível, Nícolas − eu sussurrei, embora essas quatro palavrinhas não fossem suficiente. − E eu queria poder ficar para uma segunda rodada, mas acho que precisamos sair − ele riu daquele seu jeito descontraído, fofo e sedutor e tratou de me ajudar a me vestir. Limpamos o meu vestido e destrancamos a porta do banheiro. Estávamos com sorrisos tão largos estampados no rosto... Esperávamos que não houvesse nenhuma testemunha do lado de fora, mas havia. E era Noah.

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Apenas curiosa (e insegura) sobre essa cena. Mas como informado, sua leitura não era obrigatória. A vocês que leram... Espero que tenham gostado <3

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