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Orelha 🦅

Quando eu levantei já não tô já mais ninguém aqui, até a Carina tinha saído e eu não consegui nem segurar ela. Tava no ódio, tava pronto pra mandar tudo se fuder e matar qualquer um que necessário, vesti minha roupa pegando o raidinho e Coronel tava na linha.

"Coronel: Qual foi Orelha, o que aconteceu caralho? - Gritou, só pela voz eu sabia que ele tava nervoso pra caralho.

Orelha: Mandas os moleques não deixarem a Carina sair do morro.- Falei pegando o fuzil e colocando nas costas.- Goiaba tá no hospital?

Coronel: Tá cara, eu tô indo pra lá, Ana tá desesperada.- Eu saí de casa pegando a chave da moto.

Gaspar: Caralho mano, Luana tá passando mal, Luana tá sangrando.- Do nada o maluco apareceu gritando na linha.- Pega o carro, vem pra cá.

Orelha: Calma irmão, calma! Coronel desce pra lá que eu vou atrás da Carina.- Falei colocando o rádio na cintura e saí de casa descendo o morro.- Carina passou por aqui?

Dentinho: Que eu vi não, ela só subiu de madrugada.- Encarei ele.

Queria bater nele e em geral por ter deixado ela subir, mas a culpa era só minha por ter levado esse bagulho pra frente, se chegou nesse nível a culpa foi minha no papo mais foda que existe.

Dentinho: Aí, Orelha.- Gritou quando eu tava saindo.- Os moleques tão falando que o caveirão tá lá embaixo, tá se preparando pra subir pra cá!

Abri maior olhão saindo dali e fui pra casa da Luana, Gaspar colocava ela no carro e Coronel me encarou, tava com maior cara de ódio.

Orelha: Polícia tá lá embaixo, vai subir.- Falei descendo da moto.- Eu levo eles, tu se prepara e tenta encontrar a Carina, leva ela pra salinha de tortura viado.

Coronel não respondeu nada, eu entrei no carro dando o fuzil e a pistola pra ele, desci o morro voando e quando desci a gente foi parado pelos polícias que tavam de guarda, eles olharam dentro do carro e eu neguei.

Gaspar: Minha mulher tá passando mal caralho, deixa a gente passar.- Gritou com ódio, porque eles tavam querendo que a gente descesse pra revistar o carro.

— A gente precisa revistar o carro, não sabemos se vocês tão com algo do morro, isso pode ser apenas pra sairem com droga ou algo do tipo aí dentro.- Olhei pelo retrovisor pro Gaspar e ele negou com a cabeça.

Pisei no acelerador passando por eles e quase atropelei uns tres policiais que tavam na frente, continuei na velocidade da luz até o hospital e Gaspar tava nervoso pra caralho, o que me deixava mais nervoso ainda.

Orelha: O que rolou com ela? - Falei passando por tudo que é sinal vermelho.

Gaspar: Mataram a Fernanda, mandaram foto pra ela. Foi o Fábio, eu tenho certeza...- Eu pare na frente do hospital buzinando.

Orelha: Eles vão ficar bem mano.- Falei descendo do carro e ajudando a tirar ela.

Gaspar entrou e eu acabei indo junto com eles, porque ele tava nervoso pra caralho e tava querendo matar qualquer um que tirasse o resto da paciência dele. Era muito problema pra uma noite só, e ontem tava tudo tranquilo demais pra ser nossa realidade.

Estilo vagabundo. Onde as histórias ganham vida. Descobre agora