Capítulo 31

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RYAN

O dia de hoje tinha se parecido cada vez mais parecido com um pesadelo que me deixou angustiado por longas horas à medida em que passava, no entanto a coisa mais difícil que tive que fazer além de suportar aquela aflição de não saber o que acontecia naquele prédio, foi ter que deixar Alysson naquele hospital, sendo que o que eu queria realmente era ficar ao lado dela pelo maior tempo possível e tê-la nos meus braços para confortá-la por tudo o que teve de passar.

Durante as horas que Alysson dormiu, exausta por causa da situação que passou, Megan me contou detalhadamente o que aconteceu desde o início e com seu jeito divertido amenizou um pouco as coisas, mas ela deixou para Mikael a parte da confissão de Thomas, pois meu primo entendia melhor minha história por ter presenciado uma parte dela e sido um dos responsáveis por me ajudar a seguir em frente.

Mikael resumiu tudo, sendo cauteloso ao máximo nas palavras e depois decidi ouvir a gravação que ele fez antes que entregasse a polícia. Seria doloroso, mas eu precisava ouvir da boca daquele cretino o que ele foi capaz de fazer e o porquê.

Entender que tudo o que houve com Lívia foi planejado por ele e a carta que ela escreveu não foi por vontade própria, me fez entender finalmente que a culpa do que aconteceu não foi minha. Conversar com Alysson antes de partir me ajudou a ter mais certeza disso, porque não havia julgamento nos seus olhos, como nunca houve por parte dela em momento algum, havia somente amor, um pelo qual eu estava disposto a lutar e por isso precisava deixar todas as coisas que vivi no passado definitivamente.

Eu precisava colocar meus pensamentos no lugar e para conseguir isso tinha que me despedir de uma parte minha que tentei por anos esquecer quando deveria ter tentado enfrentar e superar corretamente.

Após me despedir da minha namorada, o que foi doloroso e quase me fez desistir daquele tempo que pedi a ela, avisei meu irmão para onde estava indo e pedi que Jonathan ficasse de olho em Alysson e cuidasse dela por mim. Também pedi que avisasse nossos pais e irmã que eu faria uma rápida viagem e eles não deveriam se preocupar.

Desde o que aconteceu há quase quatro anos, eu não viajei mais para o Canadá, com medo do que as memórias pudessem fazer comigo. Agora estava pegando um avião para lá, decidido a nunca mais permitir que essas memórias pudessem controlar minha vida, assim como não permitiria que Thomas e suas atitudes tivesse mais influência sobre mim.

A viagem acabou não parecendo longa, porque minha mente ficou agitada e repleta de reflexões o tempo todo.

Depois de desembarcar de madrugada, não fiquei muito surpreso em encontrar meu tio esperando por mim e caminhei até ele lhe dando um abraço.

— O senhor não precisava ter vindo.

— E perder a chance de ver meu sobrinho mais velho? — Sorriu se afastando e pegando a única mala que eu havia levado. — Não te vejo há quase dois anos Ryan e sua tia também está com saudades. Vá nos visitar antes de ir embora novamente.

— Vou passar na casa de vocês antes de ir, também quero ver tia Eliza e Cecília.

— Sua prima só está me dando dor de cabeça ultimamente. — Suspirou entregando a mala para o motorista guardar no porta malas. — Ela não sabe se cuida da empresa, ou resolve as coisas para o casamento e está causando uma grande confusão. Aquela menina tem que aprender a não querer controlar tudo, ela já está sobrecarregada demais.

— Por que não pede para um dos rapazes vir ajudá-la? — Entrei no banco de trás junto com ele, apreciando ter uma conversa para distrair minha mente.

— Mikael tem um trabalho importante na empresa com vocês e Christopher está ocupado demais com o novo projeto, ele esteve aqui várias vezes nos últimos meses organizando muitas coisas. Nessa última visita Cecília já conseguiu convencê-lo a ajudar na empresa enquanto aquela moça que você mandou a ajudava com as coisas do casamento.

Rosas Anônimas (Livro 2) - Série: Paixão e AmorOnde histórias criam vida. Descubra agora