CAPÍTULO 19.

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PARTE II:
A Obsessão Incontrolável.

EM LONDRES.

Louis encarou a água da piscina do lado de fora da mansão.

Estava tudo surpreendentemente silencioso do lado de dentro, então ele pensou que estar do lado de fora poderia mudar alguma coisa. Não mudava. Coral não estava mais em casa - ela provavelmente não estaria por um longo, longo tempo. E Harry não tinha voltado de onde quer que Louis estivesse esquecido de buscá-lo.

Casualmente falando, a conversa com Coraline não tinha sido muito boa, se as garrafas que ela tinha quebrado significassem alguma coisa. Vários e vários estilhaços de vidro jogados na beira da piscina, sobre o sapato caro e engraxado de Louis. Tinha sido uma conversa estranha.

Louis pensou que não se importaria, mas é claro que todos os anos ao lado de Coraline resolveram fazer com que ele tivesse pelo menos um pouco de respeito por ela. O que era ruim, muito ruim. Era ruim porque Coral tinha descoberto a única arma que funcionaria contra Louis: Harry.

Ela o queria. E havia uma lista muito extensa de pessoas que queriam Harry, uma lista de pessoas muito inconvenientes que Louis precisava descartar.

O problema, é claro, se encontrava no fator inerente e desconfortável de que Louis não tinha um plano. Pela primeira vez, ele não sabia o que fazer. Tudo que ele sabia, desde que tinha dez anos e pais milionários, era que o dinheiro poderia comprar as pessoas. Essa ideia tinha funcionado diversas vezes. O dinheiro comprava quase tudo. Mas Louis não tinha ideia de como o dinheiro poderia comprar uma mulher - que já tinha dinheiro, a propósito - completamente caprichosa e apaixonada.

Coraline não aceitaria o divórcio.

Ela tinha dito isso, diversas e diversas vezes, enquanto chorava e jogava quadros na direção de Louis. Ele se esquivou de todos, mantendo a expressão impassível e entediada.

Coraline gritou: "Que droga você está pensando em fazer. Que droga, Louis. Nós nos conhecemos há anos! Construímos tudo isso juntos, todas essas porcarias, e agora você quer simplesmente me deixar?"

Louis pensou: exatamente, querida.

"Eu não entendo", ela disse. Coraline continuou andando pela sala de um lado para o outro, com aquela mancha preta de maquiagem em baixo dos olhos. "Anos se passaram. Por que agora?"

Louis, sentado com os braços ao redor do sofá, cruzou as pernas e olhou para Coraline com curiosidade. "Você está tendo uma crise de mulher de meia idade por minha causa, Coral?"

Furiosa, ela jogou outro vaso na direção dele.

"Me diz a droga da verdade, Louis!"

Ele tomou um cuidado estreito para manter a paciência. Mentalmente ele continuava repetindo que Coraline Styles sempre seria a porra de uma vaca irritante. Mas, ele não queria que ela tivesse outra crise ao ouvir o "vaca", e "irritante". Ele pensou no que a maioria das mulheres ouviam no divórcio. No que seria mais fácil ouvir.

"Quer a verdade, querida?" Louis se inclinou no sofá. "Eu venho tendo casos há anos - o que você obviamente descobriu faz um tempo. A questão, Coral, é que conheci uma bela garota. Mais jovem, seios maiores. Estou apaixonado por dela. E por esse motivo não posso continuar com você."

Simples assim, Coraline calou a boca.

Tinha sido a alternativa clássica ao invés de: estou obcecado pelo seu filho, e o tempo todo, mesmo agora enquanto conversamos, eu estou pensando nele sem roupa, na minha cama. E embora tenha sido fácil dizer a alternativa, Coraline não reagiu como esperado.

The Father. (Louis&Harry) Onde histórias criam vida. Descubra agora