Cinco Dias

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(Leiam Ouvindo - Jack Johnson - Angel)

Faltava uma semana para o fim do ano letivo e para a formatura. O que deixava todo o terceiro ano ansioso. E o falatório da escola resumir-se apenas em uma palavra, saudades. Já havíamos feito às provas e todos haviam passado. Há duas semanas espero ansiosa para os cinco dias com Aphonso, o mesmo parece estar bem nervoso. No sábado após o dia da formatura viajaremos para Califórnia e confesso que tal viajem anda me deixando nervosa. Até porque não sei como vai estar minha “relação” com Aphonso. Estávamos sentados no corredor da escola, conversando quando o mesmo senta-se a minha frente e sorri.

Phonso: Passo na sua casa amanhã as seis – beijou minha testa e saiu.

Sorri e de longe o avistei sumir saindo da escola, levantei e caminhei até o portão, não haveria mais aulas e como iria passar a tarde com as meninas em uma boutique para escolhermos os vestidos, decidir ir visitar papai, andei em passos pequenos até uma pequena floricultura próximo ao cemitério, e caminhei até o mesmo. Minutos depois sentei-me na sua lapide e troquei as flores secas pelas novas.

Rafa: oi papai – sorri – sabe amanhã é o primeiro dos cinco dias que irei passar com Aphonso, e confesso que estou nervosa, eu sei pode parecer bobeira, eu não sinto nada por ela. Esta bem eu amo ele, mas eu tenho medo e se não der certo? Se eu me decepcionar. Ai papai que indecisão – rir – me ajuda amanhã esta bem? Eu te amo papai, tenho que ir irei passar a tarde com as meninas, iremos escolher os vestidos de formatura, lembra o senhor disse que dançaria comigo – sorri – agora dançarei sozinha, ou com o Aphonso, mas isso é uma probabilidade. Olha eu e minhas palavras difíceis – gargalhei – estou indo papai, venho visita-lo novamente antes da viajem.

Levantei e sair do cemitério, caminhando de volta para a escola onde encontrei as meninas, fomos almoçar na casa de Cintia, e logo depois fomos ao centro escolher nossos vestidos, como eram todos da mesma cor, azul, escolhemos os modelos. Lizandra escolheu um de um ombro só, que tinha umas pedrinhas na cintura, com uma saia esvoaçante, Catarina escolheu um de um ombro só, o qual tinha um lindo e grande detalhe que no ombro e em um lado da cintura. Cintia escolheu sem manga, que chegava no pescoço, onde tinha uns detalhes lindos, a saia era simples, nem armada nem muito formal, o que dava um toque clássico ao vestido. Por fim eu, na verdade eu estava em duvida, enquanto Cintia e Lizandra me mostravam um de manga longa lindo, Catarina segurava em sua mão um de alças finas, que tinha um enorme decote, com um detalhe no meio.  Passamos toda a tarde a escolha de meu vestido e por fim acabei escolhendo o que Catarina segurava em mãos, após sairmos da loja fomos há um salão de beleza e Lizandra agendou nossos horários, e cada qual foi para sua casa, ambas exaustas. Cheguei em casa e jantei junto a Catarina já que mamãe havia se recolhido devido uma dor de cabeça. 

1º dia – Acordei disposta e um tanto ansiosa corri para o banheiro fiz minha higiene matinal e tomei um banho quente, pois o dia estava nublado, sair coloquei uma calça jeans rasgadinha, uma camiseta branca, uma sapatilha e prendi o cabelo, fazendo uma maquiagem simples logo depois. Desci em silencio fui a cozinha e tomei um café rápido subir rapidamente escovei os dentes e peguei meu celular, olhei a hora e exatamente seis em ponto, escrevi um bilhete e deixei pendurado na porta do meu quarto, meu celular tocou uma mensagem de Aphonso, sair de casa fechando tudo e caminhei até o elevador onde o chamei, não demorou e o mesmo estava abriu, entrei nervosa e apertei para o térreo, rapidamente cheguei sair caminhando até a entrada cumprimentei o porteiro e sair pelo portão dando de cara com Aphonso encostado no capo de seu carro, cumprimentei-o e entramos no seu carro, indo por um caminho bastante conhecido por mim, ele estacionou o carro na entrada do bosque e travou o mesmo após de tirar uma cesta do porta malas, pegou em minha mão e me guiou, lembrei-me do dia em que vi para cá pensar na vida, subimos o morrinho e passamos por entre as arvores entrando em um lugar desconhecido, estava escuro devido as folhagens mas logo clareou, quando olhei para frente não mais vi arvores, e sim flores, de diversas espécies, olhei ao redor e ao longe bem longe haviam pedras e um pequeno riacho que trazia a agua pelo córrego regando assim as flores que ali tinham, Caminhamos mais um pouco e sentamos na grama verde e seca, o mesmo estendeu uma toalha branca quadriculada com azul e colocou a cesta encima sentando-se logo depois, sentei-me ao seu lado e apoiei meus braços atrás do meu corpo, jogando assim minha cabeça para traz observando o céu que se desfazia das nuvens escuras e carregadas de agua, dando lugar há um azul jamais visto.

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