Rafa: espera aqui que vou tomar meu remédio – ele assentiu

Subir para meu quarto, tomei meu remédio e desci, na mesma hora a porta se abre e por ela entra Catarina e minha mãe.

Mãe: Oi filha – sorriu

Catarina: Olá prima – sorriu – desculpa te deixar só a tarde toda.

Rafa: Oi mãe, prima – sorri – Que isso Catarina, as meninas vieram para cá, sem falar que o Aphonso esta aqui desde as três, estamos fazendo os trabalhos.

Mãe: é muita coisa? – me olhou

Rafa: falta apenas dois trabalhos para terminarmos.

Catarina: se quiser ajuda – sorriu – vou subir tomar banho, daqui a pouco eu desço e jantamos

Mãe: vou fazer o mesmo – disse, me deu um beijo na testa e subiu junto a Catarina, voltei para a sala.

Rafa: vamos esperar minha mãe e minha prima tudo bem? – ele assentiu, mexendo no celular.

Phonso: Rafa, depois que terminarmos aqui – o olhei –  vamos dar uma volta na praça?

Rafa: não sei não Aphonso

Phonso: vamos

Rafa: tudo bem, digo a mamãe que dormirei na casa da Lizandra

Phonso: está bem – sorriu

Ficamos na sala e logo minha mãe e Catarina desceram, fomos para a sala de jantar e Dora serviu o jantar, jantamos e após a refeição voltei para a sala com Aphonso, terminamos os trabalhos e arrumamos a sala, subi tomei um banho e vestir um short branco folgado, uma de minhas blusas pretas da Nirvana, e calcei um vans preto, prendi meu cabelo e desci, sair junto ao Aphonso, fomos em seu carro até a praça do bairro, ele estacionou o mesmo enfrente há uma sorveteria, descemos e ele travou o carro, atravessamos a rua caminhando até a praça.

Phonso: vai participar da formatura? – disse se sentando no banco, sentei-me ao seu lado

Rafa: provavelmente – sorri e ficamos em silêncio

Phonso: qual seu sonho? – disse minutos depois

Rafa: acredite eu não tenho sonho – fitei o céu – talvez tenha, mas ainda não sei qual é

Phonso: entendi

Rafa: e você?

Phonso: pode parecer clichê, mas meu maior sonho é reconquistar você – o olhei

Rafa: Aphonso – interrompeu-me

Phonso: eu sei, não mereço, mas é como te disse no hospital, não vou desistir de você. Mesmo você não acreditando, eu te amo, amo muito – me olhou – amo tanto que chega a doer.

Dito isso o silêncio reinou, um silêncio sufocante e agoniante, levantei e sair andando, sem ao menos despedir-me dele, caminhei até a entrada do cemitério fechado, olhei para dentro do mesmo e dei meia volta caminhando até minha antiga casa, cheguei na mesma peguei a chave e abrir o portão e caminhei pelo jardim descuidado, abri a porta e acendi a luz, a poeira nos moveis era visível, mas isso não me impediu de entrar, fechei a porta e caminhei até a escada subir me deparando com um corredor escuro caminhei até a porta de meu antigo quarto e adentrei no mesmo acendendo a luz logo depois, olhei em volta caminhei até a varanda e olhei por entre as cortinas o céu azul estrelado e a lua que iluminava a noite a deixando linda, sair do quarto fechando a porta atrás de mim, desci as escadas e caminhei até a porta de entrada, mas antes de sair notei um papel branco no chão meio aberto, fui até o mesmo e o peguei no chão abrindo-o e lendo seu conteúdo.

Oi princesa, é o papai…

Não chora, sorri e lembre-se estarei com você para sempre. Sabe essa casa? Ela é sua cuide dela e aqui crie seus filhos. Sobre o cara que é dono do seu coração não se importe com o tamanho das burradas feitas por ele, ou se ele te faz chorar, dê chances e verá que será muito feliz. Eu te amo.

Danilo

Após ler, guardei o papel no bolso e sair da casa a trancando, voltei para minha casa andando e sorrindo como idiota, cumprimentei o porteiro e caminhei até o elevador, o mesmo chegou entrei e apertei meu andar, coloquei as mãos no bolso a procura do papel, mas não o achei, meu sorriso sumiu, o elevador parou e a porta se abriu, caminhei até a porta do apartamento a abrindo, entrei em casa e tudo estava desligado, fechei a porta a trancando-a e subir com cuidado para meu quarto, cheguei no mesmo fechei a porta e caminhei até o banheiro onde tomei um banho e fiz o curativo nos pontos, ao qual iria tirar amanhã, sair enrolada na toalha, vestir uma camisola branca de seda, e passei o hidratante corporal. Revisei ainda os bolsos de minha blusa mas nada de papel, deitei na cama decepcionada, como poderia ter perdido aquele papel, ouvir meu celular tocar peguei o mesmo e era uma mensagem com o numero do Aphonso, havia apenas um “boa noite, eu te amo”. Guardei o celular e fechei os olhos, sorri e logo dormi. 

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