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Cortes

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(Leiam ouvindo: Evanescence - My Immortal)

Férias com a escola. Sinceramente não sei o que é pior, aturar toda essa gente com sua falsidade ou ver o Aphonso com a Deborah por todos os lugares. Depois que a Lizandra e o Johnny assumiram o namoro nós nos distanciamos bastante, mesmo morando lado a lado nos afastamos, a Cinthia vem se mostrando ser uma ótima amiga, ela e o Liam, o garoto que mora enfrente ao apartamento de mamãe. É estudamos na mesma sala ele é novo na cidade. Infelizmente fiquei no mesmo quarto que a Deborah e sua amiga, Camila ou Carina. A Lizandra e a Cinthia estão dividindo o mesmo quarto, o que não faz diferença alguma. Já estávamos aqui a duas semanas, como ficaremos um mês aqui ainda faltam duas semanas para essa tortura terminar.  Durante essas duas semanas o Aphonso tentou falar comigo, mas eu o cortei, não quero sofrer mais do que já sofro. Acordei olhei no relógio e marcavam dez horas, sentei na cama e olhei em volta e estava sozinha, levantei fui até o banheiro, fechei a porta me despir e entrei no box, liguei o chuveiro no frio e “mergulhei” naquela agua gelada, deixando minha cabeça ser tomada de pensamentos vagos e tristes. Eu sentia meu coração apertado e uma vontade imensa de chorar, sentei-me no chão do banheiro e pus minha cabeça entre minhas pernas, e fiquei ali por um bom tempo, eu não chorava, não, eu apenas pensava. Levantei do chão terminei meu banho e voltei para o quarto enrolada em uma toalha, me sentei na cama e peguei minha mala tirei minha roupa e pus em cima da cama, peguei a gilete na bolsa e a olhei, passei no braço e logo o sangue escorreu, cortei mais e mais meus braços e minhas pernas, enquanto as lagrimas caiam, ouvi a voz da Deborah, peguei minha roupa e fui para o banheiro, com cuidado para não sujar o quarto, liguei o chuveiro e deixei a agua caído, joguei a gilete no lixo e me sentei encima da tampa do bacio, deixei o sangue correr mais um pouco, depois levantei e fui para debaixo do chuveiro, olhei a toalha e a mesma estava vermelha por causa do sangue, depois de pouco tempo o sangue cessou, desliguei o chuveiro e me enrolei em outra toalha, me enxuguei e vestir minhas peças intimas, me olhando logo depois no enorme espelho que tinha ali no banheiro. Me enrolei na toalha, peguei a toalha suja e voltei para o quarto, o mesmo estava vazio, me sentei na cama e olhei meus pulsos cortados, eu sei que tenho que parar com aquilo, mas é a única forma que achei para aliviar minha dor. Ouvi a porta abri e olhei em direção a mesma, e lá estava o Aphonso me olhando.

Rafa: o que quer?

Phonso: conversa

Rafa: já disse que não temos sobre o que conversar Aphonso, agora saia quero me vestir.

Phonso: Rafa, por favor – disse me olhando – porque a toalha esta suja de sangue – olhou para a toalha.

Rafa: não é da sua conta garoto – disse irritada – saia, não quero conversa  

Phonso: você se cortou? – se aproximou

Rafa: eu já disse que isso não lhe diz respeito Aphonso 

Phonso: porque faz isso Rafa? – o olhei confusa – porque se corta? – pegou meu braço e passou os dedos por meu pulso cortado.

Rafa: Por favor, deixa isso – puxei meu braço – não se envolve.

Phonso: e se eu quiser me envolver?

Rafa: Você não deve – me levantei e fui até a porta – eu te enojo, a você e a todos – abri a porta e o olhei – você não tem e não deve se envolver.

Phonso: Eu quero me envolver – se aproximou e tocou meu rosto

Rafa: Aphonso chega você já brincou comigo. Por favor, vai embora.

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