Ele está beijando ela

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Sexta feira, levantei com uma certa preguiça me arrastei até o banheiro e tomei um banho gelado, sair vestir uma calça preta, minha bota e a blusa do colégio, coloquei a jaqueta por cima, peguei a mochila e desci, passei na cozinha fiz um nescal e tomei, subir escovei os dentes e desci, peguei o skate, sair de casa e tranquei tudo, desci a rua encima do skate e logo cheguei no colégio, entrei e fui rapidamente para minha sala, a Lizandra e os meninos já haviam chegado, sentei em minha carteira e a professora entrou na sala. A aula começou e prestei atenção em tudo, os três períodos passaram rápidos, fomos para o pátio, nos sentamos em um banco que havia embaixo de uma arvore e ficamos conversando, sentir vontade de ir ao banheiro levantei rapidamente e caminhei em passos longos até o corredor dos banheiros , cheguei na porta do banheiro feminino e entrei estava vazio, fui para uma das cabines e fiz minha necessidade, estava terminando de abotoar minha calça quando ouço a voz da Deborah e de uma de suas seguidoras, ela ria, fechei a tampa do bacio e fiquei de cócoras encima do mesmo, sei que é feio ouvir conversa mas se saísse, ela iria zombar de mim, e eu não estava em condições de ser zoada. Fiquei em silêncio enquanto a mesma conversava sobre um garoto que beijou pela manhã.

Deborah: Oh – deu risada – viu a estranha chegar de mãos dadas com o Aphonso? – elas riram – mal sabe ela que tudo não passa de uma aposta – riram

Camila: Que pena da estranha – riram.

Elas saíram do banheiro rindo, sair da cabine atordoada, me olhei no espelho e respirei fundo sair do banheiro e caminhei até o pátio, estava indo para o banco onde todos estavam quando vi o Aphonso beijando a Deborah – É Rafaela você é uma estupida – Olhei novamente e levantei a cabeça, continuei andando e fui me sentar ao lado da Lizandra e do Johnny, que me olharam com pena.

Rafa: Porque estão me olhando desse jeito?

Liz: Amiga

Rafa: Eu te falei - suspirei

Ouvir o sinal soar levantei e caminhei em passos longos até a sala de aula, sentei em minha carteira e abaixei a cabeça, eu não sabia o que fazer, a única coisa de que tinha certeza era que sentia raiva, raiva da Deborah, raiva do Aphonso, raiva de mim que deixei-me permitir que ele se aproxima-se, mas é obvio que ele não gostará de mim, eu não sou bonita, sou “estranha”, me escondo atrás de roupas, eu não sou uma garota para namorar o Aphonso, não sirvo nem para ser sua amiga, ora Rafaela que tola você que pode pensar e se permitir viver um doce amor. Eu deveria ter ouvido a razão. Eu não poderia ter caído na conversa do Aphonso, “Eu ainda sou apaixonado por você” Mas que idiota Rafaela, ele apenas quer brincar com você. Mas ele é tão… Não, ele é um cafajeste que apenas queria me levar para a cama. Mas não cairei nessa novamente já basta o que passei com o João. Tivemos a ultima aula vaga, peguei minha mochila e sair antes de todos, caminhei pelo corredor ainda atordoada e de longe ouvi as risadas da Deborah e do João, ao passar pelo portão me sentir leve, respirei fundo e continuei andando, eu queria chorar me trancar no quarto até o fim do colegial, ouvi a Lizandra me chamar, o Johnny e o idiota do Aphonso, mas tudo o que eu não queria era o Aphonso próximo a mim. 

Entrei em uma rua que me levaria ao cemitério, passei em uma floricultura e comprei flores, tulipas brancas, caminhei até o cemitério e entrei, passei por aquele enorme portão e caminhei pelas pequenas “ruas” até a lapide de meu pai, cheguei a mesma sentei-me na grama e coloquei minha mochila ao meu lado, troquei as flores e conversei com meu pai, mesmo que eu não tivesse resposta era bom conversa com ele, eu sabia que ele me ouvia. Sabia que de certa forma ele me ajudaria, mesmo não estando presente eu sabia que de alguma forma ele mudaria algo em minha vida. Acabei ficando por ali toda a tarde, levantei e despedir-me  do meu pai perto das seis horas, sair do cemitério e caminhei até minha casa, as ruas estavam desertas mas eu não tinha medo, eu estava segura, sim segura eu não estava sozinha eu sentia isso. Cheguei à rua de minha casa e Johnny, Aphonso e Lizandra estavam sentados na calçada, suspirei e caminhei até minha casa.

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