Doce Paixão

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Quinta feira, mais um dia chuvoso, ultimamente está sendo raro ver o sol nessa cidade, mas deixa assim pelo menos não tenho que inventar desculpas para a Lizandra, mesmo ela sabendo do porque eu estou usando roupas compridas. Levantei rápido fui ao banheiro tomei um banho e fiz minhas higienes, sair vestir minhas peças intimas, uma calça jeans preta, a blusa do colégio, uma bota sem salto, e deixei os cabelos soltos, peguei a mochila e desci, passei pela sala correndo e minha bolsa bateu em algo, olhei para trás e era um porta retrato, fui até o mesmo e o peguei, era uma foto minha com meu pai e minha mãe, peguei a foto e deixei o porta retrato lá encima, sair trancando a casa, a Lizandra, e os meninos já me esperava, sair fechando o portão, os olhei e dei meio sorriso.

Liz: Aconteceu algo?

Rafa: Oh não – dei risada – um pequeno acidente com um objeto de casa – ela gargalhou

Phonso: Machucou-se?

Rafa: Não – sorri

John: E que foto é essa em sua mão? – o olhei, e olhei a foto novamente.

- Oh papai que faz você me faz, seus conselhos, seus abraços, porque se foi? Eu preciso tanto de você aqui, a mamãe precisa de você, nós precisamos de você.

Liz: Rafa? – chamou-me me trazendo de volta a realidade – está tudo bem?

Rafa: sim – sorri – é só uma foto de família – disse guardando na bolsa

Liz: você derrubou o porta retrato da mesinha?

Rafa: fazer oque – rimos – acidentes acontecem.

Phonso: acidentes, ou você é muito desastrada – eles riram

John: vamos – ele riu

Fomos caminhando para a escola, a Lizandra e o Johnny iam um pouco mais a frente abraçados, enquanto eu e o Aphonso íamos um pouco mais atrás, peguei em sua mão e o mesmo me olhou surpreso mas logo depois soltou um sorriso, chegamos na escola e todos nos olhavam, fiquei envergonhada, e apertei a mão de Aphonso que soltou uma gargalhada. Caminhamos para a sala e sentamos em nossos lugares, o Aphonso e o Johnny sentaram-se atrás de mim e de Lizandra. A aula começou e eu me sentia um tanto desconfortável com os olhares jogados da Deborah e do João, era difícil distinguir o que eles demonstravam em seus olhares, ora parecia ódio, ora parecia que estavam zombando de mim. Os ouvia cochicha e logo após a risada de ambos, eu sabia que falavam de mim, isso é óbvio. Acordei de meus pensamentos com o sinal do intervalo soando, levantei peguei meu celular e sair da sala acompanhada da Lizandra e dos meninos, fomos para a cantina sentamos em uma mesa e os meninos foram comprar algum salgado para a Lizandra, voltaram peguei meu refrigerante e tomei o mesmo. 

John: Então vocês assumiram? – soltei uma risada

Rafa: não Johnny – ele riu – apenas entramos no colégio de mãos dadas.

Liz: bem para vocês foi apenas um “entrar de mãos dadas”, mas para todo o colégio é um “estão juntos” – Gargalhei a olhando.

Rafa: Dane-se o que pensam, eu apenas entrei de mãos dadas com o Aphonso.

Phonso: deixe quem falem, e vamos para a sala o sinal soou – ele sorrio.

Levantamos e caminhamos para a sala chegamos na mesma e haviam poucas mochilas na sala, fui até minha carteira peguei minha mochila e sair da sala ao lado dos meus amigos, caminhamos até o portão e passamos pelo o mesmo, fomos para a casa do Aphonso, e ficamos fazendo nada lá, almoçamos e a tarde assistimos alguns filmes, e jogamos vídeo game, por volta das seis horas eu e a Lizandra voltamos para casa, ela ficou na minha casa até uma nove horas.

Liz: como está sua mãe?

Rafa: não sei, faz bem alguns dias que não falo com a mesma – sorri docemente

Liz: Eu não a vejo, mas aqui, onde ela está?

Rafa: Mamãe diz que está casa trás muitas recordações de papai – suspirei

Liz: ora, mas você esta aqui Rafaela, porque ela não pode estar?

Rafa: sabe eu também queria entender, mas é complexo, ela o ama e viveram nesta casa a anos, de fato ela tem mais recordações dele do que eu.  

Liz: e onde ela esta dormindo?

Rafa: em um apart-hotel próximo á empresa – sorri

Liz: bem pelo menos ela te manda dinheiro quando você precisa

Rafa: é – sorri

Liz: Mas mudando de assunto, como está sua doce paixão – gargalhou zombando

Rafa: sabe está ótima e seu romance? – gargalhei fazendo a mesma bufar

Liz: que graça – rimos – mas fale-me como está?

Rafa: oh Lizandra, estou com medo dele me magoar.

Liz: ele não é o João Rafaela – disse irritada – largue seu medo e viva, se continuar assim nunca será feliz.

Eu não respondi, ela se levantou e saiu fechei a porta e subi para meu quarto. Entrei no banheiro tomei um banho, vestir um blusão e deitei na cama. Coloquei os fones e fiquei pensando. Não é que eu tenha medo de amar, mas depois de tudo o que o João me fez, depois de tudo o que o Aphonso me fez fica difícil acreditar que o amor existe. Eu não vou negar sempre sonhei em viver uma paixão, como diz a Lizandra uma doce paixão, mas depois de tudo o que passei eu deixei de sonhar um amor inexistente, uma paixão desesperadora.  Sempre me disseram que amar era algo bom, era um sentimento confortável que te deixava livre, mas nunca me disseram como amar. Papai dizia amar minha mãe e ambos viviam brigando, como acreditar no amor se você tem como exemplo apenas sua melhor amiga que vive chorando porque um de seus namoros não deu certo, ou porque um de seus “ficantes” queriam apenas um troféu para apresentar aos amigos. Como querem que eu encare o amor e viva uma paixão se o mundo não vive o amor… Levantei da cama e sentei na mesinha do computador, liguei o notebook e conectei no tumblr, procurei alguma coisa que me falasse de amor, alguma coisa que falasse do amor, e achei coisas verdadeiramente lindas, enormes textos, frases, fotos, inúmeras declarações de amor, suspirei e desliguei o computador me joguei na cama e peguei meu celular, conectei os fones e coloquei os mesmos no meu ouvido, dei play na musica e estava tocando uma musica calma, e digamos que muito bonita,  a cada letra eu traduzia a musica. “ Você é o que eu quero ter inesquecível para amar” “Te levo sempre em meu olhar, não canso de te procurar”. Suspirei e desliguei o celular aquela musica estava me fazendo pensar no Aphonso e eu não vou me permitir pensar nele, não até ele me provar que realmente gosta de mim. Acabei dormindo as duas da manhã, isso depois de um chá de camomila. 

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