Sete - Alice

656 71 2

Voar em um tapete mágico não é tão legal quando Aladdin faz parecer

Ops! Esta imagem não segue as nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicar, por favor, remova-a ou carrega uma imagem diferente.

Voar em um tapete mágico não é tão legal quando Aladdin faz parecer. Na verdade, é realmente muito frio e desconfortável, mas Tobias parecia estar completamente alheio à minha miséria sem fim. Ele e Mustafah, o tapete em questão.

Mustafah fazia curvas bruscas do nada, subia e descia como se quisesse brincar de montanha-russa e, de vez em quando, eu tinha plena certeza de que ele caía no sono. Tapetes mágicos podem cair no sono?

De qualquer forma, eu estava em constante perigo de queda e por muito pouco não agarrei Tobias e implorei para descermos. O infeliz estava ronronando, dormindo e balançando aquela cauda irritante como se estivesse tendo doces sonhos enquanto eu quase era lançada à morte a cada dez segundos. Duas horas nunca demoraram tanto para passar.

Mas, finalmente, passaram. Tobias começou a bocejar, se mexer, esticou as patinhas para se espreguiçar como se estivesse em sua caminha. Então ele se sentou e começou a lamber uma das patas da frente, enquanto o tapete descia displicentemente pelo céu, tão perto das árvores que eu achei que fôssemos bater em todas elas.

Por fim, o tapete desceu lentamente em uma clareira, pousando suavemente no chão coberto de grama fria e, embora eu já estivesse meio congelada da viagem, queria muito ter levado algo mais quente para vestir.

Nós descemos de Mustafah, Tobias andando com sua cauda balançante, equilibrado nas patas traseiras, eu esfregando os braços convulsivamente em uma tentativa meio inútil de me esquentar. Nem ousei me preocupar com meu cabelo. Deveria estar parecendo um ninho de ratos castanho escuro.

O tapete esperou que nós estivéssemos seguros no chão e levantou voo outra vez, nos deixando ali, sozinhos, congelando, no meio de uma clareira desconhecida.

- Ele foi embora?

Tobias emitiu um chiado de impaciência.

- Quando você vai parar de fazer constatações óbvias? É claro que ele foi embora, princesa. Era emprestado.

Ah, mas que maravilha. Que maravilha mesmo. Eu estava a quilômetros de casa, a quilômetros da minha prisão, perdida com um gato falante insolente no meio de uma floresta desconhecida. Eu tinha um futuro realmente promissor a minha frente.

- E como é que nós vamos sair daqui? – perguntei. – Acho que vamos querer sair daqui em algum momento, não vamos? Pelo menos eu vou – acrescentei.

Tobias começou a andar em direção a nenhum lugar em particular, mas para o meio das árvores, e eu não tinha nenhuma outra opção de sobrevivência – mesmo que mínima – a não ser segui-lo.

- Se tudo der certo – ele disse com um tom convencido, meio rebolando enquanto caminhava. – Você não vai precisar sair. Confie em mim.

Mas é claro que eu ia querer sair! E eu realmente queria discutir com ele, mas preferi fazer outra pergunta.

Coração de vidroLeia esta história GRATUITAMENTE!