ALYSSON
— Você não pode dar nem uma pequena dica? — Ireny fez a expressão meiga que usava para conseguir o que queria e as outras garotas com os rostos na tela do meu computador me olharam atentas.
— Não — neguei e ela suspirou revirando os olhos. — Ele disse que quando se sentir mais preparado vai contar para todo mundo, porque não quer mais guardar isso apenas para si.
Faziam duas semanas desde que Ryan me contou sobre a tragédia que aconteceu no seu passado e tivemos um ótimo jantar romântico na sua casa.
Naquele dia ele me deixou escolher a música que queria que tocasse e no final da noite me convenceu a dormir na sua casa ao invés de voltar para a minha. Não fizemos nada além de dormir abraçados depois dele me contar sobre Thomas estar querendo trabalhar na Tech Zaiker no lugar do tio, mas mesmo assim foi perfeito. Eu o aconselhei a não cometer nenhuma loucura, pois não queria meu namorado preso, mas isso não significava que caso algum dia viesse a conhecer Thomas eu não perderia compostura para lhe dar um soco na cara.
Nessas últimas semanas percebi que Ryan e eu evoluímos muito no nosso relacionamento, estávamos juntos há quase dois meses e conhecíamos um ao outro melhor do que muitas pessoas a nossa volta que já estavam em nossas vidas há mais tempo. Mas isso foi bom, porquê me abrir com ele, que possuía marcas parecidas com as minhas e era capaz de me compreender e apoiar como ninguém, foi mais fácil e ainda me ajudou a criar coragem para me abrir com minhas amigas e muito em breve também com meus pais.
Além dele, haviam as rosas que continuava recebendo a cada semana e que também foram responsáveis por me darem forças com aqueles bilhetes, que muitas vezes pareciam ter sido escritos por alguém capaz de ver através da minha alma. O problema era que Ryan não deu nenhum sinal de que poderia ser ele quem enviava os presentes, e minhas investigações não estavam surtindo efeito, talvez por ele ser bom em ser discreto, ou por não ser o responsável pelas rosas, uma suposição que me deixava com receio caso fosse real.
Fiquei surpresa ao descobrir que apenas eu sabia sobre a carta que Lívia deixou para ele antes de morrer, pois não conseguiu mostrá-la aos rapazes. Mas uma coisa boa que aconteceu foi Ryan ter decido sozinho que não esconderia mais da sua família o motivo de ter mudado tanto e se afastado de todos eles, algo muito importante para ele se quisesse superar o que o machucou.
As garotas perceberam que eu andava mais sorridente e extrovertida nos últimos dias, por isso conseguiram me fazer dizer que Ryan e eu não tínhamos mais segredos um com o outro, o que atiçou a curiosidade de todas querendo saber qual era o segredo do grande CEO sério que agora vivia sorrindo pelos cantos da empresa, palavras de Suzane. No entanto, eu não me via no direito de falar sobre esse assunto sem a permissão dele, essa era uma parte da sua vida que ele deveria decidir a hora de expor e para quem.
— Segurem essa curiosidade e parem de incomodar a Estrelinha com isso, suas fofoqueiras! — Megan ordenou e elas suspiraram frustradas.
Exceto Izabely e minha irmã que estavam ocupadas com o trabalho, todas as outras garotas do Girl Power estavam presentes na nossa ligação.
— E quando vamos fazer nossa noite das meninas? — perguntou Ireny mudando de assunto. — Agora aqueles postes bonitos vivem se intrometendo nas nossas reuniões.
— Isso é verdade, temos que ter uma noite das meninas sem aqueles modelos intrometidos! — Suzane falou.
Ela deveria estar se lembrando de quando marcamos de fazer uma noite das meninas com doces, filmes e fofocas na casa de Izabely e de repente Jonathan apareceu com uma sacola com potes de sorvete, logo atrás vieram os outros dois meninos super poderosos.
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Rosas Anônimas (Livro 2) - Série: Paixão e Amor
RomanceAlysson vive na cidade de Nova York com o pai desde que ele se casou novamente após um divórcio conturbado. Ela tem um pai amoroso, uma irmã meiga e amigas que sempre a apoiaram, mas tudo isso ainda não foi capaz de apagar as marcas que ela carrega...
