Drugged

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Tradução do titulo: Drogado.

Acordei em um quarto que se parecia com o de um hospital. Tinha uma estante com livros e um criado-mudo do lado da cama. Meus pés estavam presos a cama e meus braços da mesma forma, nem mesmo o meu pescoço estava livre. Tinha algumas pessoas no quarto, acho que até meus pais.

─ O que tá acontecendo?....

Mãe ─ Não precisa se preocupar, vai ficar tudo bem. ─ Vi alguém se aproximar com algo em mãos.

Percebi que tinha algumas coisas no meu corpo, até a cabeça. Estava fraco demais pra conseguir prestar atenção, logo senti algo muito forte no meu corpo todo. Dei um grito assustado pela surpresa, meus olhos lacrimejaram. Por que eles estavam fazendo isso? Não podem me tratar como tratam Akira? Isso não é justo... Senti mais uma vez, dessa vez nem tive reação.

                         *Aurora P.O.V*

Finalmente tinha acabado, era doloroso pra mim ver isso, mas foi necessário. Quando finalmente acabou soltaram ele, mas ele continuou deitado.

─ Yuri? Já pode levantar agora. ─ Ele não disse nada, apenas continuou deitado sem responder. ─ Yuri?

James ─ Não se preocupe, é normal isso acontecer logo depois. Vai ser melhor assim, acreditem. ─ Saimos do quarto. Já estávamos desconfiando a um tempo, e nesses últimos dias tivemos certeza. Yuri tem esquizofrenia, não poderia o deixar morando com Akira assim.

Alex ─ Acha que ele nos odeia?

─ Ele vai entender nosso lado.

Alex ─ Eu espero... ─ Resolvemos voltar pra casa assim que acabou, estávamos de cabeça cheia.

─ Eu vou passar na casa de Akira pra buscar algumas coisas de Yuri.

Alex ─ E Akira? Ela provavelmente vai falar algo sobre.

─ De uma forma ou de outra, ela tá ocupada demais pra se preocupar com isso, e não é como se ela fosse achá-lo. ─ Entramos no carro e eu dirigi até o casa de Akira, é longe da nossa então foram quase uma hora pra chegar lá.

Quando chegamos, entramos sem bater nem nada, tínhamos a chave. E de qualquer forma não iríamos fazer nada de errado, apenas buscar as coisas dele. Subimos pro quarto de Yuri e pegamos roupas e outras coisas, acabamos por levar o ursinho que tinha ali também. Quando estávamos voltando pro carro demos de cara com Akira.

Akira ─ Aonde pensam que vão?

─ Pra casa ué?

Akira ─ Depois de levar o meu irmão sem me dar notícias antes?! Qual o problema de vocês?!

Alex ─ Estamos tentando protegendo o seu irmão, Akira.

Akira ─ O Yuri estava muito bem comigo! Ele não precisa da proteção de vocês!

─ Sim ele estava tão bem! Você ao menos desconfiou que ele tem esquizofrenia Akira?

Akira ─ C-Como assim?

─ Pelo visto não.... o Yuri vai ficar com a gente até ele melhorar, até lá, não quero você perto dele. ─ Subi as escadas e fui em direção ao quarto dele, peguei roupas e algumas coisas que ele gostava. Compraria mais coisas depois, então não precisaria de tudo que estava aqui. Depois de pegar tudo que precisava desci, Akira estava parada na minha frente.

Akira ─ Eu não vou deixar meu irmão com vocês!

─ Você não tem escolha Akira, seu irmão vai ficar comigo até ele melhorar.

Akira ─ É impossível ele melhorar com vocês!

─ Eu não vou discutir com você Akira. ─ Deixei ela pra trás e voltei pro carro levando as coisas. Coloquei tudo no porta-malas e entrei no carro.

Alex ─ Podemos ir? Ou vai fazer mais alguma coisa?

─ Podemos ir. ─ Fomos o caminho todo até lá quietos, quando chegamos fomos direto pro quarto dele e arrumamos tudo. Ele ainda estava dormindo, diferente de antes não mexia um músculo sequer. Alex saiu e eu fiquei lá esperando ele acordar, e quando finalmente aconteceu ele me ignorou. ─ Yuri, pare de me ignorar! ─ Ele não me respondeu, ele me tirava do sério. ─ Então vai ficar aqui sozinho com essas merdas que você inventa! ─ Bati a porta com força e fui falar com Alex.

                        *Yuri P.O.V*

Estava em um mar de dor, não fisicamente, mas emocionalmente.... não conseguia me mover, e também não queria. O medo que sentia de fechar os olhos e dormir, e aquelas coisas aparecessem de novo.... mas sentia ainda mais medo do que meus pais poderiam fazer. Eu sempre fazia de tudo pra tentar agradá-los. Apenas queria que eles se orgulhassem de mim.... mas na situação que estava, apenas queria ficar o mais longe possível deles.

Minha mãe entrou na sala pra tentar falar comigo, mas eu não conseguia de jeito nenhum falar. Ela acabou ficando brava e saiu batendo a porta, não a entendo. A culpa de eu estar assim é dela, e ainda assim ela está brava comigo? Eu desisto de tentar agradar eles.

                              ....

Estava ficando cada vez pior, estava tendo que aguentar meus pais bravos comigo, todas aquelas coisas aparecendo sempre que tentava dormir e ser drogado ao ponto de nem conseguir raciocinar. Sabia que meus pais eram tóxicos, mas não achei que fosse ao ponto de fazer isso. Ficava com medo sempre que via aquelas pessoas com aquela coisa em mãos.

Com o tempo fui me acostumando a passar por isso, estava cansado demais pra se quer tentar fazer algo contra. E não é como se eu fosse conseguir sair daqui, o que me restou foi aceitar isso. Morrer pra mim também não era uma opção, eu não conseguia ficar sem comer, sempre alguém aparecia pra me obrigar. Meus pais sempre vinham me ver, mas não é como se eu falasse com eles. Escutava algumas pessoas conversando na sala, mas não fiz questão de prestar atenção nisso. Ocupei minha mente com a janela aberta que tinha a vista pra um jardim bonito, sentia que tinha esquecido algo vendo ele, mas não conseguia me lembrar. Senti alguém segurar minha camisa e a puxar com força, meu pai estava me olhando com raiva.

Alex ─ ..... ─ Me assustei, estava escutando apenas ruidos irritantes, mas depois desviei o olhar dele e voltei a aolhar pra janela. Ele me jogou na cama com força e logo depois foi fechar a janela. ─ ....... ─ E novamente ruídos irritantes.

A expressão dele estava ficando cada vez mais brava, não consigo entender por que ele está assim, a culpa disso é dele. Ele veio até mim e eu recebi um tapa na cara, ele ia tentar me bater de novo mas a Aurora o segurou. Ele começaram a discurtir pelo que parece, e logo depois saíram. Me encolhi na cama. Agora não teria mais o que observar... Nem percebi quando acabei adormecendo.

Quase a noite eu levantei e percebi que tinha alguém deitado me abraçando. Me virei e vi aquela coisa assustadora de novo, mas apenas retribui o abraço e voltei a dormir.

Acordei novamente com algumas pessoas me cutucando, me sentei na cama e elas deixaram uma bandeja com comida no criado mudo, elas disseram algo mas não é como se eu estivesse prestando atenção. Elas desistiram de me obrigar a comer, já sabem que eu não tentaria isso de novo. Comecei a comer, mas não tudo, nao estava com fome. Deixei quase tudo no prato, e logo depois deitei pra tentar dormir novamente.

Continua....

Perfect Hijacker (PAUSADO)Onde as histórias ganham vida. Descobre agora