50. O Aquecer Das Dúvidas

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Regressámos ao hotel e Michele correu para o interior do quarto, mergulhando na cama convidativa. Eu deitei-me ao seu lado e ela virou o seu rosto para mim. Olhou-me. Apreciou-me. Admirou-me. Adorou-me. Os seus olhos eram o reflexo dos meus.

- Estás cansada? - sussurrei suavemente.

Ela negou com a cabeça, agitando as suas ondas arruivadas que começavam a acariciar a sua doce face. 

- Estava com frio. - explicou em jeito de segredo.

- Já não estás?

- Estou. E acho que devias aquecer-me. - sugeriu, fazendo a sua melhor cara de santa.

Michele ajoelhou-se na cama e começou a retirar o seu vestido. Eu virei-me para a apreciar. Apreciar aquela escultura que se encontrava perante mim. Ela foi lenta e meticulosa em cada gesto. A sua mão esquerda passava pela sua coxa esquerda, levantando o pedaço de vestido justo que revelava as suas cuecas de fio dental pretas. Espelhou os seus gestos e retirou o vestido pela cabeça, ondulando a sua cintura, entregando as suas nádegas aos meus olhos. Ajoelhei-me atrás dela e retirei-lhe o soutien, libertando os seus belos seios para o mundo. Ela esticou-se, entreabrindo as pernas. 

Estiquei-me para o seu ouvido:

- Posso? - sussurrei, observando a pele dela arrepiar-se.

Ela não falou. Nem sequer assentiu com a cabeça. Mas eu sabia que era um sim. Quase sempre o silêncio dela era um sim. "Estás chateada?" "... (sim)"; "Passa-se algo?" "... (sim)"; "Fiz algo de errado?" "... (sim)"; "Amas-me?" "... (sim)"; "Gostas?" "... (sim)"; "Queres-me?" "... (sim)"; "Posso foder-te com força?" "... (sim)". E quase sempre os "sim" dela eram "não". "Estás bem?" "Sim (não)"; "Queres que eu vá embora?" "Sim (não)"; "Odeias-me?" "Sim (não)"; "Queres que eu pare?" "Sim (não)".

Baixei-me e abri-lhe as nádegas. Vi o seu interior molhado, nervoso, ansioso pelo toque. Enfiei-lhe um dedo no anûs, enquanto apertava a sua nádega esquerda. Mexi o dedo e Michele gemeu. 

Retirei-o e peguei-lhe na cintura, obrigando-a a pôr-se de quatro. Despi-me, ereto, e pus-me a seu lado. Posicionei dois dedos e entrei de novo. Lento e profundo. Michele contraiu-se até ao fundo da cama. E ao chegar a esse fundo, onde o corpo dela já conhecia a sensação, retirei os dedos, voltando a enfiá-los rapidamente. Rápido e profundo. Michele gemia, arqueava as costas, o seu corpo transpirava, inundava-se de suor. E o meu rejubilava ao vê-la naquele estado. Ao pô-la naquele estado. Quando percebi que ela não aguentava mais, retirei-me, sentei-me e esperei que ela me montasse.

O seu corpo cobriu o meu. Ela apoiava as suas mãos nos meus joelhos, e eu depositava as minhas mãos no seu rabo. Empurrava-a para mim. Eu queria-a para mim. Só para mim.

Os nossos corpos ondulavam. Um contra o outro, formava a corrente o mar.

Baixei-me, deixando-a tapar-me. Os seus seios baloiçavam na minha face e eu reclamei-os com a minha boca. Chupei, lambi, mordi. Ela gemia na minha testa. O seu hálito quente... O seu corpo efervescente...

Michele pôs a sua mão no meu peito e fez movimentos rápidos e fortes. A sua boca fazia um "O" perfeito. E continuou até cair no meu corpo, cansada, a ofegar. Eu ofegava também... Michele sempre fora capaz de me dar orgasmos extraordinários.

- Ainda tens frio? - perguntei, rindo-me.

- Isso depende... Ainda estás disposto a aquecer-me? - disse, levantando a cabeça para olhar para mim.

- Eu estou sempre disposto a aquecer-te linda. Mas, neste momento, preciso de um banho. Vens? 

- Já vou. Vai primeiro. - disse a ofegar. - Eu ainda tenho de combinar as coisas com a Dalila, de qualquer forma. - afirmou, rebolando para a cama.

Levantei-me e dirigi-me ao banho. A água cobriu-me e limpou os vestígios de Michele da minha pele. Saí, sequei-me e vesti-me para ir dormir. Michele entrou e eu deitei-me na cama. 

- Davi? ... Davi? ... Davi? - ouvi chamar, de longe, enquanto alguém me tocava num abano suave.

Entreabri os olhos.

- Sim? 

- Já é meio-dia. Eu combinei almoçar com a Lila... Vou agora, sim? Eu vou dizendo algo por mensagens. Podes continuar a dormir. Adeus. Amo-te. - anunciou, depositando um beijo casto nos meus lábios sonolentos. E ouvi a porta a fechar-se.

Levantei-me. Já é meio-dia?

Caminhei até às enormes janelas, demasiado luminosas para os meus olhos e abri as cortinas de vinho. O sol cegava-me, lá bem alto, no seu habitat.

Virei costas e vesti-me. Jeans pretas, camisola branca e casaco de cabedal castanho escuro. Dirigi-me à casa-de-banho e encarei-me ao espelho. Tinha a certeza do que iria fazer? Era um grande passo... Um enorme passo... E Snookie? E Ashley? Como iriam ficar? Iriam aceitar isto? E Michele? Michele iria aceitar? E Jennifer? Jennifer... Os seus olhos água, os seus cabelos de ouro,  a sua pele de bronze, o seu perfume salgado... A única que alguma vez me levara a pensar nisto. A única sombra que alguma vez me levara a nunca mais acreditar nisto.

Amor, Sexo, Magia #Wattys2016Leia esta história GRATUITAMENTE!