Capítulo Seis

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Olá, princesas!! Amores desculpem a demora, mas é que sou professora também. Quem me acompanha desde o começo sabe. Essa semana foi bem intensa no meu trabalho e não tive tempo mesmo p escrever nosso roqueiro. Mas aqui vai o cap. 6. Espero q gostem!

Dedico o capítulo a todas vcs, suas lindas!! Mas especialmente para a princesa Cidoka Aparecida da Silva pelo seu niver. Muitas felicidades, minha linda!

Boa leitura e muitas bjokas!

Lani

CAPÍTULO SEIS

Melissa

Minha baba devia estar escorrendo pelo queixo enquanto bebia cada detalhe dele lá em cima do palco. Trajava o mesmo estilo despojado de estela do rock que me teve babando quando desceu do jato há quatro dias. Os cabelos bagunçados daquele jeito que é a sua marca. Lindo, sexy, sedutor. A lista de adjetivos é longa para esse homem. Ele insistiu para que eu viesse também. Havia ido embora da minha casa bem cedo e voltou duas horas depois munido da sua guitarra. Chay derreteu o gelo de vez ao ver um instrumento de verdade pela primeira vez. A partir daí ele se transformou no tio Liam. Liam Stone era rápido também com crianças. Tenho que aceitar: o homem era mesmo irresistível. Não posso culpar meu pequeno por ter se rendido tão fácil quando eu também me rendi ridiculamente rápido. Quando ele subiu ao palco eu tive que me segurar para não gritar como uma tiete enlouquecida. Ele abriu aquele riso charmoso, pendurou a guitarra e se aproximou do microfone.

Todos estavam como que hipnotizados. Quando chegamos há pouco, foi uma surpresa sem tamanho. A euforia não foi só entre as mulheres, os pais dos alunos também vieram cercar o grande astro do rock. Liam atendeu a todos os cumprimentos com um sorriso simpático nos lábios. Ele irradiava uma luz. Era como um chamariz. A diretora, uma senhora de meia idade, corou embaraçosamente, ficando sem fala quando ele beijou sua mão galante e deu-lhe seu sorriso charmoso. A professora do Chay me chocou completamente quando pediu que Liam autografasse bem no topo dos seus seios. Vadia! Eu não acredito que já simpatizei com ela. O cretino apenas sorriu e assinou como se fosse a coisa mais natural do mundo. Rockstars... Rolei os olhos mentalmente. É óbvio que isso é corriqueiro para ele, mas não pude evitar o ciúme me corroendo por dentro.

_ Senhoras, bom dia. _ era só um simples cumprimento, mas sua voz potente, rouca causou uma onda de suspiros baixos entre as professoras. _ senhores. _ acenou cordialmente para os pais. Seu olhar veio para mim e Chay na primeira fila. Deu uma piscada cúmplice para meu pequeno e ele sorriu na expectativa como todos nós. _ estou aqui hoje acompanhando meu sobrinho, Chay. Venha aqui, homenzinho. _ Liam o chamou. Chay se afundou na cadeira, envergonhado. _ você disse que sabia algumas letras. Por que não vem me ajudar com isso já que os caras não estão aqui? _ uma onda de risos encheu o auditório. Eu encorajei meu pequeno. Dei-lhe um beijinho e ele se levantou. Uma funcionária veio busca-lo e o levou pela mão até o palco. Liam puxou as palmas e logo todos estávamos aplaudindo. Um banco foi colocado do lado dele e Chay foi acomodado em seguida. Um microfone foi entregue à ele também. _ tudo bem aí, parceiro? _ Liam sorriu, o encorajando. _ cumprimente nossa bela plateia. _ Chay sorriu timidamente e deu bom dia. Sua vozinha infantil fez meus olhos marejarem e nesse momento eu amo o homem com o meu filho lá em cima. E sim, estou um pouco em conflito porque ele é assim, carismático, naturalmente sedutor e eu não tenho ideia de como um relacionamento entre nós pode funcionar. _ hora do show, homenzinho! _ riu deslizando os dedos pelas cordas do instrumento. _ sou Liam Stone, vocalista da banda Libélula-Negra e devo dizer que estou nervoso pra ca... Hum, um pouco nervoso. _ riu de seu quase deslize. _ porque nunca falei sobre o que é ser um cantor de rock. Eu só faço os shows de rock. _ riu levemente, passando uma mão pelos cabelos. Todos riram com ele. _ mas vou tentar ser o mais fiel possível em meu relato. _ ficou sério e seus olhos azuis incríveis passearam pela plateia. _ tudo se resume à música. O músico, não importa seu estilo, ama música. Pelo menos esse é o meu caso. Eu amo o que faço. Não me levem a mal, professoras. _ riu travesso. _ mas a carreira acadêmica não estava em mim. Terminei o Ensino Médio por insistência dos meus avós. _ riu mais. _ para ser sincero eles ameaçaram proibir meus ensaios com a banda. _ novos risos. _ profissão, carreira tem tudo a ver com aptidão. Eu não me via e não me vejo fazendo outra coisa. Estar aqui, no palco é o que me completa. _ estávamos todos em silêncio ouvindo-o. Era possível sentir sua emoção e amor pela música em seu tom, sua expressão excitada. _ mas como em todas as profissões há os lados positivos e negativos. _ sua voz foi diferente no final. Tinha um toque de tristeza, quase uma amargura. Não sei se todos perceberam, mas isso me intrigou. _ muitas vezes, uma música que dura apenas cinco, seis minutos levou dias e noites na sua composição. Encontrar a melodia, a letra, o arranjo perfeito demanda tempo e muita dedicação. Na Dragon Fly eu e meu parceiro Elijah cuidamos das composições. _ seus olhos me buscaram e eu me remexi no assento com a intensidade neles. _ nosso primeiro e maior sucesso, Incontrolável, foi escrita por mim apenas. Eu costumo colocar nas músicas o meu estado de espírito. _ os cantos de sua boca subiram levemente e ele desviou o olhar. O que foi isso?

Incontrolável (degustação)Leia esta história GRATUITAMENTE!