𝑪𝒂𝒑𝒊𝒕𝒖𝒍𝒐 𝒒𝒖𝒂𝒓𝒆𝒏𝒕𝒂 𝒆 𝒔𝒆𝒊𝒔

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𝙈𝙖𝙮𝙖 𝘽𝙤𝙪𝙧𝙣𝙚

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𝙈𝙖𝙮𝙖 𝘽𝙤𝙪𝙧𝙣𝙚

Começo a pensar em alguma forma de sair de casa sem ser barrada por meus pais. O barulho da televisão do quarto de Ben me dá uma ideia. Saio do meu quarto sem fazer muito barulho e entro no seu quarto.

━ Preciso da sua ajuda, Ben. ━ ele me olha e se senta na sua cama. ━ Tenho que sair de casa sem a mamãe e o papai verem. 

━ O que você vai fazer?

━ Tenho que ver o Rafe.

━ A mamãe…

━ Eu sei, mas nem sempre dá pra ouvir o que eles falam. Vai me ajudar ou não? 

━ Vou. O que tenho que fazer?

━ Sei lá. Me chama na área externa e distrai eles por tempo o suficiente, vou sair pelos fundos. 

━ Isso dá no mato, Maya.

━ Só faz o que eu to falando. 

Ele concorda e sai do quarto. Espero um tempo até ouvir o Ben me chamando no andar de baixo e desço as escadas como se estivesse sem vontade nenhuma. 

━ Vamo jogar bola? ━ ele me espera no final da escada e eu apenas concordo. 

Passo por meus pais que estão sentados na sala e nós vamos para a área externa. 

━ Fique aqui fora o máximo possível. ━ falo baixinho. ━ Faz algum barulho, grita, sei lá. E não fala para eles aonde eu fui.

━ Não vou. ━ ele estende o dedo mindinho me fazendo rir. 

━ Obrigada. ━ entrelaço meu dedo no seu. 

Faço a volta na piscina e abro o portão dos fundos o mais lentamente possível. Olho uma última vez para Ben que acena para mim e eu fecho o portão. O fundo da minha casa dá para um lado da mata. Se eu disser que não estou com medo de andar no mato de noite e sozinha, vou estar mentindo. 

O vento gelado bate no meu corpo me arrepiando completamente. Imediatamente me arrependo de não ter colocado uma calça e uma blusa mais quente. Consigo contornar o mato e começo a andar pelas ruas. Já estou a algumas quadras da minha casa, então a possibilidade dos meus pais me verem são nulas. 

A rua deserta e a neblina deixa tudo mais assustador. Se apressar meus passos, chego na casa do Rafe em cinco minutos. Todas as casas estão com as portas fechadas e as luzes apagadas, apenas a iluminação da televisão reflete nas paredes.

Se fosse um dia tranquilo, certamente eu estaria fazendo isso com os meus pais também. Hoje é um dia frio, e isso é raro aqui em Outer Banks. Todas as famílias provavelmente estão reunidas apenas aproveitando o momento, e infelizmente eu não estou. 

Chego na frente da casa de Rafe e tudo está apagado, exceto as luzes do quarto de Wheezie. Entro no pátio e faço a volta pela porta dos fundos. Pego a chave que está escondida no mesmo lugar de sempre e abro a porta lentamente e subo as escadas. A porta da Wheezie está entreaberta e eu entro.

 ⇨ 𝐹𝑟𝑖𝑒𝑛𝑑𝑠 • 𝑅𝑎𝑓𝑒 𝐶𝑎𝑚𝑒𝑟𝑜𝑛Onde as histórias ganham vida. Descobre agora