𝑪𝒂𝒑𝒊𝒕𝒖𝒍𝒐 𝒅𝒐𝒛𝒆

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𝙈𝙖𝙮𝙖 𝘽𝙤𝙪𝙧𝙣𝙚

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𝙈𝙖𝙮𝙖 𝘽𝙤𝙪𝙧𝙣𝙚

― Já sabe o que vai fazer no cabelo? ― minha mãe pergunta entrando no quarto.

― Pensei em amarrar uma metade do cabelo e deixar alguns fios soltos na frente. ― falo desviando meu olhar do celular.

― Perfeito. ― ela pendura meu vestido. ― Temos que secar seu cabelo antes de tudo. ― ela mexe no meu guarda-roupa e pega o secador de cabelo.

Dou uma última olhada no telefone e o bloqueio. Rafe ainda não deu nenhum sinal de vida, pelo menos não para mim.

Me sento na cadeira e minha mãe tira a toalha da minha cabeça e começa a secar alguns fios separadamente. Abro umas das gavetas da penteadeira e pego alguns pincéis. Olho para o meu vestido pelo espelho, ele é um preto básico...

Uma maquiagem em torno de um tom de bege mais clarinho parece uma boa opção. Começo a preparar a minha pele calmamente enquanto penso em outros detalhes.

Minha mãe começa a separar meu cabelo em mechas enquanto eu finalizo a maquiagem. Abro a gaveta de batons e fico olhando os tons. Pego um vermelho bem fraquinho, que apenas irá dar um realce na cor dos meus lábios.

Minha mãe separa alguns fios e os deixa soltos na frente e prende o resto em um rabo de cavalo.

― Assim está bom? ― olho pelo espelho e concordo. ― Você está linda.

― Obrigada. ― sorrio para ela e me levanto pegando o vestido.

Tiro minha roupa e o coloco rapidamente. Paro na frente do espelho e fico admirada comigo mesma. Realmente estou muito linda.

― Seu sapato está na caixa do lado da porta. ― minha mãe fala e sai do quarto.

Pego meu telefone e vejo que faltam 20 minutos para o jantar. Tiro meus chinelos e pego os sapatos, eles tem um salto, mas não grande o suficiente para ser extravagante.

Pego meu celular e chamo um carro pelo aplicativo. Desço as escadas e vou para a sala encontrando o meu pai.

― Você está maravilhosa. ― meu pai me olha sorrindo.

― Obrigada. Avisa a mamãe que já estou indo? ― ele concorda.

Abro a porta de casa e fico esperando o carro. Poucos segundos depois ele estacionou e eu entro.

― Boa noite.

― Boa noite. ― sorrio para o motorista.

Olho para o meu telefone novamente e faltam 15 minutos ainda. Odeio chegar atrasada nos lugar, gosto sempre de ser pontual.

Meu celular vibra e mostra a foto de Rafe na tela. Atendo seu pensar duas vezes.

― Maya? ― sua voz estava afobada.

― Rafe? O que aconteceu?

― Você falou que eu podia ligar e eu... ― ele faz uma pausa e respira fundo. ― Eu preciso de você, ok? Pode vir na minha casa?

― Eu... ― olho para o endereço no celular do motorista, apenas cinco minutos para chegar na casa de Tommy.

― Desculpa, me desculpa. ― Rafe começa a falar rapidamente. ― Eu não imaginei que você estaria ocupada, desculpa.

Antes que eu respondesse ele desliga o telefone.

Meu coração está batendo no peito acelerado, eu nunca ouvi Rafe falando dessa forma.

― Moço, pode ir para esse endereço? ― mostro meu telefone para ele que concorda.

Ele muda a rota e começa a ir para a casa de Rafe. Olho para o telefone novamente, apenas 10 minutos. Vou me atrasar para o jantar, mas o que me importa agora é Rafe.

Pego o dinheiro assim que vejo a casa dos Cameron e entrego na mão do motorista quando ele estaciona. Saio rapidamente do carro e corro em direção a casa, os saltos dificultando a corrida pelo caminho de areia e me deixando mais lenta.

Chego na porta e bato rapidamente, as luzes de dentro da casa estão todas apagadas. Bato mais algumas vezes e não tenho nenhuma resposta.

Faço a volta na casa e subo na varanda. Começo a mexer nos pequenos vasos de plantas que tem pendurados e acho a chave reserva. Abro a porta e entro, tudo está escuro. Corro para as escadas e subo rapidamente.

Conforme me aproximo do quarto de Rafe, começo a ouvir o som de alguém chorando. Abro a porta e vejo Rafe sentado no chão no canto do quarto. O quarto está completamente uma zona, tudo quebrado e o que restou, jogado pelo chão.

― Rafe? ― minha voz sai em um sussurro, mas é o suficiente para ele ouvir.

― O que você está fazendo aqui? ― ele levanta a cabeça e me olha.

Seus olhos estão avermelhados e seu rosto encharcado de lágrimas.

― Você me ligou. ― começo a andar na sua direção, tentando não pisar nos cacos de vidros.

― Não, você vai se cortar. ― ele se levanta rapidamente e vem na minha direção. ― Não era para você ter vindo. ― ele fala pegando suavemente nos meus braços e me afastando dos cacos de vidros. ― Olha pra você... ― ele me olha de cima a baixo.

― O que aconteceu? ― ele não me olha, apenas balança a cabeça negativamente.

― Me desculpa, eu não queria te atrapalhar. Eu te juro. ― sua voz começa a ficar fraca de novo.

― Rafe. ― pego em seu rosto delicadamente fazendo ele me olhar. ― Me fala o que aconteceu.

Ele se afasta lentamente de mim e começo a caminhar pelo quarto.

― Olha só, eu juro que não é minha culpa. ― Rafe começa a bater com os dedos em sua cabeça.

― O que não é sua culpa?

Ele apenas fica respirando pesado e andando pelo quarto de um lado para o outro.

― Rafe? ― ele parece estar em transe. Caminho até ele e paro em sua frente fazendo ele parar de andar. ― O que não é sua culpa?

― Elas ficam falando. ― ele fala angustiado.

― Elas quem, Rafe? ― ele coloca suas mãos no meu rosto delicadamente.

― As vozes, elas não param. ― ele começa a chorar novamente. ― Mas eu juro que não é culpa minha. ― ele encosta a testa dele na minha e fecha os olhos.

Coloco minhas mãos em seus pulsos e ele abre os olhos.

― Você precisa ficar calmo, ok? ― ele concorda. ― Você vai tomar um banho e colocar uma roupa mais leve, tá bom?

Ele está completamente de roupa social, o que me deixa curiosa para saber para aonde ele iria.

― Promete que não vai embora?

― Eu prometo. Vou ficar bem aqui te esperando.

Ele demora um pouco, mas concorda. Ele se afasta lentamente de perto do meu rosto e fica me olhando por alguns segundos.

Seu dedo passa levemente pela minha bochecha até chegar nos meus lábios. Seus olhos olham diretamente para os meus lábios, mas logo ele se afasta deixando o rastro da sua mão quente pelo meu rosto.

Quando Rafe está em uma distância considerável solto a minha respiração, parece que fiquei horas sem respirar.

 ⇨ 𝐹𝑟𝑖𝑒𝑛𝑑𝑠 • 𝑅𝑎𝑓𝑒 𝐶𝑎𝑚𝑒𝑟𝑜𝑛Onde as histórias ganham vida. Descobre agora