ALYSSON
— Estrelinha! — Lucca falou alegre, quase correndo até mim. — Que coincidência esplêndida!
Não achava que aquilo era uma coincidência e pelo olhar suspeito de Ryan sobre o amigo, ele parecia concordar comigo.
— Coincidência...sei — resmungou para Lucca, que não se deu ao trabalho de olhar de volta.
— O que faz aqui? Já jantou? — perguntou olhando para trás de mim como se procurasse algo.
Era obvio que ele sabia que eu estaria aqui e o que estaria fazendo, Megan deveria ter lhe contado sobre meu jantar. Nesse momento eu tinha certeza que o gêmeo do mal da minha amiga deveria compartilhar dos mesmos desejos de cupido que ela.
— Não jantei, mas não estou com vontade de comer nada. — Sorri tentando não demonstrar meu desanimo, mas não deu muito certo.
— Você está bem? — Ryan me olhou preocupado.
Desde nosso encontro armado pelos nossos amigos para vermos o pôr do sol, apenas nos vimos nas noites da savana que aconteciam uma vez ao mês e trocamos poucas palavras. Me sentia envergonhada sempre que o olhava e me lembrava que suas fotos ainda estavam no meu computador.
— Estou bem. — Finalmente parei de encará-lo como uma maluca e respondi sua pergunta.
Minha resposta não parecia ter lhe convencido, mas ele não fez mais perguntas porque Lucca se pronunciou.
— Vamos passear? — Sorriu alegre com a própria ideia. — Sim, vamos!
Ele enlaçou seu braço no meu e fez o mesmo com Ryan, ficando entre nós enquanto caminhávamos para pela calçada. Sua atitude me fez sorrir de verdade e começar a deixar um pouco de lado meu fracassado encontro. Essa coincidência, que não era coincidência, veio na hora certa.
— Como o céu estrelado está bonito, um passeio por Nova York à noite com certeza é uma ótima ideia, não concordam?
— Claro que sim — disse Ryan ironicamente e me olhou revirando os olhos, o que me tirou um sorriso.
Lucca continuou sorrindo nos puxando para continuar caminhando com ele, mas de repente parou arregalando os olhos horrorizado.
— Esqueci a Nana no congelador, ela vai comer todo o sorvete!
— O que? — perguntei completamente perdida.
— Do que você está falando? — Ryan parecia tão confuso quanto eu.
Estávamos agora olhando para Lucca como se ele não fosse desse planeta, mas talvez não fosse mesmo.
— Hoje à tarde eu estava conferindo se os potes de sorvete não se sentiam com frio no meio de todo aquele gelo e deixei a Nana vigiando o perímetro caso minha Pantera aparecesse, mas com a correria de ter que fugir antes de ser pego em flagrante, a deixei no congelador. Tenho que correr antes que ela coma todo o sorvete! — Ele nos soltou, mas enlaçou meu braço com o de Ryan nos fazendo ficar muito próximos. Segurou em nossos braços juntos e nos olhou sério, como se fosse falar algo muito importante. — Fiquem juntos e proteja o Dom Papa-léguas do ganso gripado de Marte, Estrelinha. Tchau!
Lucca se virou e começou a correr pela calçada como um fugitivo, era até engraçado. Ele virou em uma esquina e segundos depois voltou nos dando um tchau e mandou um beijo antes de sumir.
— O que aconteceu aqui? — Eu ainda estava muito confusa, mas a risada de Ryan chamou minha atenção e o observei continuar rindo enquanto olhava para onde seu amigo foi.
— Nana é a iguana.
— Lucca tem uma iguana? — Arregalei os olhos surpresa.
Não conseguia acreditar que Beatrix tinha deixado o marido sem juízo cuidar de um animal.
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Rosas Anônimas (Livro 2) - Série: Paixão e Amor
RomanceAlysson vive na cidade de Nova York com o pai desde que ele se casou novamente após um divórcio conturbado. Ela tem um pai amoroso, uma irmã meiga e amigas que sempre a apoiaram, mas tudo isso ainda não foi capaz de apagar as marcas que ela carrega...
