O que falta em você sou eu - Lucas Paquetá

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Pedido feito por RaysllLopes , espero que goste:)


 

— O que falta em você sou eu
Seu sorriso precisa do meu
Sei que tá morrendo de saudade
Vem buscar logo a sua metade.

Paquetá cantava, com o microfone na mão, no palco da festa de seus amigos. S/N sabia que era pra ela e, mesmo se ela não soubesse, só o olhar que ele lançava era o suficiente. Depois de um mês separados, esse era a primeira vez que se viam por isso o exagero na bebida e os olhares entre si.

— Você sabe que ele está cantando pra você, não é? — s/n balança a cabeça, indicando que sim. — Alguém tem que ir tirar ele de lá, daqui a pouco ele cai desse palco.

— Eu vou lá. — bufa e sai andando em direção ao palco.

— S/N! O que achou da música? Eu estava cantando pra você, sabia? — diz longe do microfone, mas alto o suficiente para ouvirem.

— Sei, sim. Vamos descer do palco e nós conversamos, certo? — pergunta ela, o ajudando a descer logo depois.

Lucas cambaleava por conta do álcool no sangue, o que faz S/N o segurar mais forte e ele depositar seu peso nela. Ele quem tinha terminado o relacionamento e se arrependia amargamente disso, não tinha um dia que não pensasse nela e não sentisse sua falta.

— Você está gostando de alguém? — pergunta embolando as palavras. Se não fosse um momento sério, seria cômico.

— Lucas, anda logo! — fala ignorando a pergunta. — Vou te levar em casa, ta bom? Você precisa urgentemente de um banho gelado e dormir.

— Só me responde se você está gostando de alguém, S/N! Eu tenho esse direito.

— Não, você não tem esse direito. Você perdeu quando terminou comigo, lide com isso! — fala colocando ele no carro e dando a volta no mesmo para entrar.

— Eu ainda gosto de você, não percebe? — pergunta pondo a mão em cima da dela, mas a mesma a tira.

— Não vamos conversar sobre isso agora, tá bom? Você nem sabe o que está falando e provavelmente vai esquecer a maioria das coisas quando a ressaca passar.

Ela queria evitar ao máximo falar sobre isso, não queria criar esperanças e depois sair machucada. S/N liga o carro, adastando as memórias, e partindo até a casa de Lucas.

— Dorme aqui, por favor! Você pode dormir no meu quarto e eu vou para o quarto de hóspedes, amanhã nós conversamos. — S/N tenta negar, mas ele continua insistindo. — Por favor, S/A, não conseguirei seguir minha vida sem ao menos saber que tentei te reconquistar.

— Ta bom. — fala depois de um tempo, respirando fundo. — Durma no seu quarto, vou para o de hóspedes. Tome um banho gelado antes de dormir, vou deixar um copo de água e um comprimido para você tomar antes de dormir.

— Boa noite e obrigado por ficar. — sorri de leve e a loura concorda com a cabeça.

Estava tão cansada mas não conseguia dormir pensando nas coisas que aconteceriam no dia seguinte, sua ansiedade gritando mas tentou se acalmar respirando fundo e afastando os pensamentos ruins da cabeça. "São só pensamentos, não significa que acontecerá de fato! Pense coisas boas, S/N, pense coisas boas!"

Ficou se acalmando por um tempo que nem percebeu quando pegou no sono, sem nem escutar se o dono da casa já tinha dormido.

A loura acordou com o barulho de coisa caindo, tomou um susto e saiu correndo para ver o que era. Ao chegar na cozinha se deparou com Paquetá todo melado de tapioca e queijo, a frigideira caida no chão e cheio de recheio pelo piso. Ela se aguentou e caiu na gargalhada vendo a cara de assustado do homem a sua frente.

— Pra que isso tudo de comida? — pergunta depois de sua crise de riso.

— É meu plano para te conquistar, princesa! — pisca um olho para ela.

— Fico encantada em saber que você sabe que qualquer um pode me bajular com comida, se fosse outra coisa eu aceitaria perfeitamente. Lamento te informar, mas isso aqui — aponta para os dois — não se resolverá com comida, príncipe. — diz sorrindo e devolvendo a piscadela.

— Você não está me dando fora, já é uma conquista, princesa. — sorri cínico com o joguinho deles — Agora senta e come, se for pra conversar que seja de barriga cheia que tem menos chances de você acabar com minha raça.

S/N sorri e senta na mesa, pegando um pouco de cada coisa. Estava realmente com muita fome, a última coisa que tinha comido foi no dia anterior antes de ir pra bendita festa. Ficaram jogando papo furado até terminarem de comer.

— Podemos conversar agora, madame? — pergunta e ela assente. — Eu sinto muito por ter te machucado, de verdade! Eu estava tão cego querendo me preocupar só com o futebol que esqueci de quem realmente importa. — ela tenta falar mas ele balança a cabeça insinuando que ainda não acabou. — Todo dia que eu acordo eu sinto sua falta, viro para o lado na espectativa de que tudo não passou de um pesadelo. Abro o instagram toda hora para ver se você postou alguma foto, na tentativa de identificar se você está bem, fico apreensivo só de pensar que pode ser que você esteja gostando de alguém. Sei que nada disso é da minha conta, mas eu quero que volte a ser, quero voltar a acordar te encontrar do meu lado, quero voltar a ser seu! Eu conquistei tudo que tinha sonhado, mas ainda falta uma parte, minha metade. Falta você, S/N!

Nesse momento S/N ja estava chorando e o jogador segurava sua mão na tentativa de demonstrar que não iria desistir dela. Ela queria imensamente voltar para ele, a como ela queria, mas também morria de medo de sair mais uma vez machucada.

— Eu te amo, Lucas, como eu nunca amei alguém. Queria poder falar que estou 100% aberta para voltar pra você hoje, mas não estou! — ele a olha com tristeza. — Não pense que isso é um não, pelo amor de Deus, isso é só um pedido de irmos um pouco de vagar, como se tudo antes de hoje fosse apagado e começássemos aqui. Quero ir devagar para não me machucar e te machucar, não vamos apressar as coisas como apressamos da última vez, ta bom? Vamos viver o agora, juntos, o futuro a gente vai vendo com tempo.

— Eu te amo! E sim, vamos indo devagar, mas juntos! — ele sorri a beijando. — E sobre ontem na festa, lamento te fazer passar vergonha.

S/N joga a cabeça para trás rindo, fazendo ele admira-la ainda mais. A puxa, mais uma vez, para um beijo na ficam ali naquele clima de recomeço pelo resto do dia.

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