𝐩𝐞𝐨𝐩𝐥𝐞 𝐦𝐢𝐬𝐬 𝐭𝐡𝐞 𝐛𝐞𝐬𝐭 𝐭𝐡𝐢𝐧𝐠𝐬 𝐟𝐨𝐫 𝐚𝐩𝐩𝐞𝐚𝐫𝐚𝐧𝐜𝐞𝐬

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Narrador







— Anjo, aonde está me levando? — Noah perguntava curioso, Sina não tinha dito nenhuma palavra o trajeto todo, apenas sorria enquanto via a expressão curiosa do garoto ao seu lado

— Eu já disse, é um segredo — respondia mais uma vez, era provavelmente a décima vez que falava isso desde que tinham saído da lanchonete

— Não é perigoso estarmos nessa parte da cidade? Os bandidos que seu pai disse para tomarmos cuidado devem ficar por aqui — Noah observava pela janela enquanto o carro se afastava da cidade

— Eu já vim aqui diversas vezes, nunca tem ninguém — assegurava — Confie em mim

Em outra situação Noah ficaria tenso, provavelmente faria a pessoa dar meia-volta, mas ao seu lado não era qualquer pessoa, era Sina, ele confiava nela cegamente, pensava no sentimento que tinha quando olhava para ela e o achava surreal, era incrível estar apaixonado, queria estar todo tempo perto dela, porque com ela, era como se tudo fosse possível.

O lugar era assustador, Sina sabia que Noah ia pirar, qualquer pessoa normal piraria, era um prédio abandonado, um daqueles em que os mocinhos vão e são mortos por um serial killer da região, mas ele veria beleza ali, ela sabia que veria, Noah enxergava as coisas sem medo, era isso que Sina achava mais apaixonante no namorado, ele não tinha medo do desconhecido, queria ver o mundo com seus próprios olhos, assim como ela.

— Tudo bem — Noah encarava o lugar meio inseguro — Prometa que não vai deixar de ser minha namorada se mesmo depois de eu ver esse ligar eu disser que é horripilante

Sina abria um sorriso.

— Eu prometo, mas você não vai achar horripilante

A loira pegava em sua mão e adentrava no lugar, o prédio tinha sido abandonado antes mesmo de ter a construção terminada, a estrutura era a única coisa que dizia que ali já foi um lugar que as pessoas passaram, Sina se lembrava dos planos para essa região da cidade, quinze anos atrás os poucos, quase nulos empresários que viviam na cidade tiveram a ideia de um hotel nos limites da cidade, um que seria uma forma de dizer que as pessoas seriam bem-vindas ali, era uma ideia genial, a alemã se encantava com o projeto e escutava todas as reuniões que os empresários tinham com o pai, apesar de não ter idade o suficiente para entender, Sebatian deixava a mesma escutar, desde que se comportasse claro, talvez o sonho da filha fosse se tornar uma arquiteta ou empresária como alguém que estava naquela sala, não a privaria de conhecer nada.

— Agora sim — Sina dizia do que era para ser o terraço de um possível hotel — Chegamos, ainda acha horripilante?

— Bom, olhando daqui de cima.... — dizia enquanto observava a cidade, pela primeira vez inteira, era como ter um mapa vivo em sua frente, era fascinante — Não é nada ruim

Sina batia em seu ombro de leve e o mesmo sorria, abraçando-a por trás e cobrindo seu corpo com o dele, os dois ficavam em silêncio por alguns momento, observando a cidade.

— Eu sei que não é o melhor lugar quando você bate os olhos.... — Sina quebrava o silêncio em que estavam — Mas tem a sua beleza, todos os lugares tem, cada parte dessa cidade tem beleza....

𝐦𝐢𝐬𝐬𝐢𝐧𝐠 » 𝐧𝐨𝐚𝐫𝐭Onde as histórias ganham vida. Descobre agora