PARTE I:
As Pequenas Vinganças.
EM LONDRES.
★
Ele não ia querer ser interrompido. A sala estava parcialmente escura e silenciosa.
Louis tinha ouvido o barulho da porta sendo trancada e não precisou se virar de costas para ver quem era. Ele tinha sentido o cheiro de Harry no segundo em que ele entrou – era o cheiro da pele dele, do calor que emanava, dor sabor dele. Louis sabia disso porque já tinha provado. Ele sabia porque, mais cedo, naquele mesmo dia, ele tinha cravado os dentes e chupado o pescoço daquele garoto, e não havia como esquecer a sensação. Louis pensou por horas que nunca ia esquecer. Ele reviveu aqueles malditos minutos dentro do carro o dia todo. E ele não tinha feito nada. Ele não faria nada. Até aquele momento.
“Você sabe jogar sinuca, Harry?” Louis perguntou, rouco, antes de beber um pouco mais de uísque. Ele não estava nem perto de estar bêbado – mas era um alívio ter algo para silenciar a voz viscosa dentro da cabeça dele.
Eventualmente, não houve uma resposta. Harry apenas caminhou confiante até a mesa de bilhar, com aquela blusa preta de gola alta colada no corpo, os cabelos cacheados ao redor da cabeça. O garoto pegou o taco, posicionou-se de maneira inclinada, imediatamente ativando os botões dentro da cabeça de Louis, e fez sua jogada. Não fora tão boa quanto a de Louis, mas o suficiente para que ele desse uma risadinha.
“Mais um de seus talentos ocultos?” provocou.
Harry apertou o taco com força. “Sabe outro de meus talentos ocultos, papai? Descobrir coisas. Você pagou Liam Payne para foder com o meu melhor amigo?”
Louis recuou um segundo, então tombou a cabeça para o lado daquele jeito que dizia engraçado você perguntar e deu aquele sorriso simpático. O tipo de sorriso que ele dava nas entrevistas para a televisão.
“Não me lembro de ter feito isso, querido”, ele respondeu, sério. “Eu estive muito ocupado nos últimos dois meses.”
Harry respirou, com um senso de entendimento tomando conta dele. Era como a porra de uma epifania.
“Foi por isso”, ele disse, enfim, depois de um longo tempo sendo analisado por Louis, com aqueles olhos azuis escurecendo. “Foi por isso que você não fez nada na Califórnia, não foi? Porque você queria se vingar de mim?”
Louis ponderou, depois ele colocou o copo de uísque em uma ponta da mesa e se inclinou para fazer sua tacada. “Na verdade”, ele disse antes de acertar a maioria das bolas. “Levei você para a Califórnia porque te queria longe dele. Mas ele é como uma pedra no sapato, sabe. Muito inconveniente. Tenho me perguntado o que você viu nesse garoto.”
Harry não respondeu. Ele ficou muito quieto depois disso, e Louis moveu a cabeça em uma ordem silenciosa e mortal para que ele jogasse. A próxima tacada de Harry não tinha sido tão boa. Ele estava suando dentro da blusa colada, meio nervoso ao ponto de não conseguir alinhar o taco com a firmeza que deveria.
“Não tão bom agora”, Louis murmurou, observando.
“Continue falando.” Harry retrucou.
Parecendo que tinha se lembrado de algo, Louis deu a volta na mesa e parou um pouco perto de Harry. Em uns bons dois metros de distância, mas a pulsação de Louis estava agitada, o coração batendo no ouvido, e a voz viscosa dentro da sua cabeça meio latejante.
Ele fez a tacada.
“Então há esse... jogador de basquete? Para ser muito sincero, eu o descobri por acaso. Eu tinha outras coisas em mente”, Louis declarou. “Mas ele parecia muito determinado a entrar nas calças do seu amiguinho, sabia? Dei algumas centenas de libras apenas unindo o útil ao agradável. Meu segurança fez a maior parte.”
VOCÊ ESTÁ LENDO
The Father. (Louis&Harry)
FanfictionEm uma história proibida sobre luxúria, Louis é o cara casado que adotou um garotinho por sua esposa ser estéreo. Um dia, entretanto, Harry já não é mais um garotinho. Determinado a ter sua própria vida longe de Louis, Harry faz tudo que pode para m...
