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𝗔𝗩𝗘𝗥𝗬

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𝗔𝗩𝗘𝗥𝗬.

Já faz um bom tempo desde que chegamos até a festa no apartamento imenso onde os jogadores do time da universidade moravam. Quando digo imenso, eu realmente não estou exagerando. Só a sala dos desgraçados era do tamanho da casa que eu morei durante toda a minha infância com os meus pais.

Apesar do exagerado tamanho do local, nem sequer dava pra discutir como era espaçoso. Haviam tantas pessoas espalhadas pela casa que diminuíam cada metro quadrado do apartamento. Apesar de não conhecer boa parte do pessoal, consegui reconhecer alguns caras do time de hóquei, algumas garotas do meu curso e um ou dois caras do time de futebol americano. Pelo pouco que Kiara me contou, os caras do futebol americano e os jogadores de hóquei não se davam muito bem. A justificativa é que os jogadores de futebol são muito arrogantes, sem contar dos mil podres que o time têm espalhados. Um dos motivos que os levaram ao boicote quase que nacional pelos últimos jogos fracassados. Já os meninos do gelo, apesar da pinta e a postura estupidamente soberba, a maioria dizem que não são pessoas ruins. Tem o rei na barriga, mas não se importam muito com isso. Posso dizer que é verdade, pelo tempo que passei com JJ. Ele nunca se mostrou ser uma pessoa ruim, até pegar minhas esperanças e se desfazer em pedacinhos miseráveis.

Vi JJ umas três vezes nessa noite, até agora. A primeira foi logo quando cheguei, pois um cara que estava agarrado ao seu braço nos fez tomar três shots de entrada. Na segunda, quando acidentalmente esbarrei com ele ao procurar Sarah, que havia me dado um perdido. Não posso mentir. Olhar em seus olhos depois das últimas semanas de silêncio me fez estremecer. De qualquer forma, não me deixei abalar. Não preciso de tão pouco. E, por fim, a última quando por alguma ironia do destino, acabei esbarrando meus olhos nele sentado numa poltrona bem no canto da sala e uma garota sentada no seu colo. Os glúteos da menina eram quase visíveis pela saia de couro preta subindo horrores. Deveriam estar se divertindo, pois os sorrisos e as mãos bobas eram qualquer coisa, menos imperceptíveis.

Agora, nesse exato momento, tenho meu corpo funcionando de forma lenta pelas doses de álcool que passei pela garganta e remexo meus quadris na melodia de uma música eletrônica que estoura as caixas de som. Kiara está dançando comigo e rindo à toa. Comentou que um cara do segundo ano ofereceu um baseado pra ela e, sem pestanejar, aceitou. Mas estava cogitando a possibilidade de ter alguma coisa misturada naquela maconha. Risonha fora do normal, lenta como se tivesse num efeito de slow motion. Sarah dançou conosco por uns cinco minutos e desapareceu com um cara. Eu não quero imaginar o quê pode estar fazendo. Não tenho nada a ver com as transas das minhas amigas, apesar de saber que amanhã a primeira coisa que lerei no dia será seu áudio no nosso grupo contando detalhe por detalhe da sua foda no banheiro da festa. Sarah tinha uma certa obsessão com transar em lugares que não fossem numa cama. Banheiro, cozinha, sala e até mesmo no jardim. Porra, cara, quem transa no jardim?

𝐓𝐎𝐗𝐈𝐂, 𝗰𝗮𝗺𝗲𝗿𝗼𝗻. ✓Onde as histórias ganham vida. Descobre agora