Capítulo Dois

Começar do início

Ainda bem

Que agora encontrei você...

O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão
Quem diria que a meu lado
Você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão
Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

Nos comemos abertamente, nossos olhos correndo ávidos, devorando cada detalhe do outro. Mel era dessas mulheres que só melhoram com o tempo. Como um vinho caro, refinado, delicioso. Devia ter trinta e cinco anos agora. Sete a mais do que eu, mas eu não ligo para essas merdas de convenções sociais. Não tenho preconceitos e olhem só para ela. Ela é esplêndida, porra! Os cabelos castanhos e longos caindo em ondas sobre os ombros. Sempre fantasiei enrolando a mão neles enquanto a fodia de quatro, bem duro e profundo.

Agora havia umas mechas mais claras, bem discretas. O rosto delicado, a pele limpa, sem quilos de maquiagem que meus dedos coçam para sentir a maciez. Eu nunca toquei mais que sua mão ou seu braço, mas sei que ela toda é macia, gostosa, perfeita. Sua língua saiu lambendo o lábio inferior e eu tive que segurar um gemido. Caralho! Ela me faz parecer um garoto com hormônios desgovernados. Nunca senti tanto tesão por uma mulher, cacete! Um riso brincou na minha boca. Ela desviou o rosto corado para fora da janela, mas havia definitivamente um arremedo de sorriso em sua boquinha linda também. Ela sentia isso. Ela sabe onde nós dois estaremos em breve: numa cama, nus fodendo os miolos um do outro até tombarmos sem forças. São dez anos de tesão desenfreado, desse desejo louco, proibido. Fico a ponto de gozar nas calças só de imaginá-la embaixo de mim, finalmente tomando meu pau até o cabo em sua boceta. Nosso momento está chegando, baby. Pode apostar nisso.

_ Então, você é cunhada do Liam? _ a voz despeitada de Nat me fez recordar que ela também estava no carro. _ eu sou Nat, assessora dele. _ revirei os olhos.

_ Assessora da banda, você quer dizer. _ corrigi estreitando meus olhos nela, mandando uma mensagem clara para a cadela ficar fora das minhas coisas.

_ Oh, dá no mesmo, Li. _ odeio quando me chama assim, porra! Ela ofereceu-me um riso dissimulado e malicioso. Eu sei o que a vadia quer. Ela quer deixar claro para Mel que fodemos. _ então, como nunca ouvi falar de você antes? Melissa, não é?

Mel olhou entre eu e Nat e sua expressão nublou um pouco. A porra da cadela conseguiu quebrar o clima.

_ Da mesma forma que nunca ouvi falar de você quando vejo notícias da Dragon fly. _ Mel respondeu calmamente, cruzando as mãos sobre o colo, numa pose superior. Cacete! Meu pau vai explodir de tesão por essa mulher. Além disso, ela disse que vê notícias da banda. Eu gostei disso. Gosto que eu tenha ficado sob a sua pele como ficou sob a minha. Nat bufou audivelmente do meu lado e as duas se encararam medindo forças por um tempo longo.

_ Qual é exatamente seu trabalho? Uma assessora, ou algo assim? Porque não vejo necessidade de mais uma assessora quando Liam já tem a mim para resolver seus assuntos. _ tenho certeza que Mel também detectou a flexão da cadela em assuntos. Ela só faltou soletrar, porra!

Mel abriu um riso irônico e disse olhando diretamente para mim agora:

_ Você pode continuar cuidando dos assuntos do Liam, querida. Não faço objeção quanto a isso. _ tive vontade de abrir a porta e jogar Nat para fora. Cadela do caralho! Eu só a aturo porque Elijah tem as bolas presas com ela. Do contrário, mesmo sendo uma boa profissional eu chutaria seu traseiro magro. _ eu cuido dos assuntos da Portela Entretenimentos, a empresa para a qual trabalho. _ desviou os olhos para Nat outra vez. _ faz parte do meu trabalho acompanhar os artistas na sua estadia no país.

Incontrolável (degustação)Leia esta história GRATUITAMENTE!