━━ prólogo.

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𝗔𝗩𝗘𝗥𝗬

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Catorze de fevereiro. Também conhecido como Valentine's Day, dia de São Valentim, ou, simplificando, dia dos namorados.

Minhas redes sociais transbordam casais felizes, sorrisos e declarações de amor. Meus pais me ligaram pela manhã com o astral lá em cima e dividindo pães como dois apaixonados franceses de filme. Minha melhor amiga foi visitar a namorada na cidade vizinha, já que graças à tudo que fez pela semana para ter tempo livre, conseguiu se desvencilhar dos mil trabalhos que a faculdade coloca nas suas costas para poder ter um momento de paz. Além disso, também comemorei por ela. Não aguentava mais as ligações durante a madrugada e os choramingos de Kiara dizendo o quão sofrida era sua vida longe de Alissa, seu amor sem limites. Por outro lado, minha outra melhor amiga se mantém centrada nos deveres que a faculdade lhe passou. Devo confessar que apesar de tantas desculpas que estava doente para cabular aula, Sarah era mesmo muito dedicada. Na real, nunca havia a visto tão focada no seu futuro. Isso era bom, muito bom. Por isso, não tem tempo nem paciência de pensar em qualquer passa tempo para não ter a honra de passar o dia dos namorados sozinha.

Eu, como Kiara, também me apressei em fazer meus trabalhos e não deixar nada de última hora. Agora, com meu tempo livre, eu espalhava o perfume adocicado pelo meu corpo sem me preocupar com a hora que precisaria voltar em dias comuns. Há aproximadamente duas horas, marquei com JJ de irmos à um restaurante japonês no centro. Como eu sabia que ele adorava comida asiática, me pareceu o programa perfeito. Ao menos, eu não passaria o dia dos namorados como Sarah, com a cara enterrada nos livros e com os dedos doendo de tanto digitar no computador. Sou agitada demais pra isso.

Me pego sorrindo sozinha ao lembrar dele. JJ Maybank.

JJ era um carinha que eu estava saindo fazia uns meses. Carinhoso, engraçado, me trata bem e céus, me faz gozar horrores. Com dois meses que estávamos saindo, decidi o apresentar pros meus pais. Lembro nitidamente da cena de minha mãe e eu sentadas no canto da sala gargalhando com duas xícaras de café nas mãos enquanto assistíamos JJ e meu pai praticamente surtarem por torcerem pelos times opostos no jogo de hóquei transmitido na TV. Quando meu pai descobriu que JJ era atleta no time da universidade, iniciaram um diálogo tedioso sobre hóquei e como futebol americano estava terrivelmente abaixo daquele nível. Sério, após as dez, eu tava querendo foder e ele não parava de conversar sobre times do esporte com meu pai. Entendo que queria passar uma boa impressão e admiro sua paciência. Não consigo tagarelar tanto assim.

E sim, talvez eu estivesse mesmo criando sentimentos por ele. Não é como se fizesse pouco tempo desde que saímos pela primeira vez e, cara, meu pai passou a semana inteira perguntando quando seria o próximo jantar. Também convidou-o pra assistir mais um jogo da liga na casa dos meus pais. Arrisco-me à dizer que Mason Jackson havia se apaixonado por JJ, até primeiro que eu. Era raro meus pais simpatizarem com alguém logo de primeira. Com meus poucos namorados de adolescência, dois ou três, foram longos meses de conversa e muitas conversas sérias para que aceitassem o famoso "namoro em casa".

𝐓𝐎𝐗𝐈𝐂, 𝗰𝗮𝗺𝗲𝗿𝗼𝗻. ✓Onde as histórias ganham vida. Descobre agora