Capítulo 20

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— vai querer me contar — JJ perguntou quando chegamos na porta de minha casa — sai que não sou o John B, mas eu ainda sou o JJ.

— o que você quer saber?— perguntei a ele — e o que você quis dizer com "não sou o John B".

— quero saber o que está rolando com o Cameron, eu vi como ele olhou pra você quando você disse pra ele te bater. O que foi burrice. — contou colocando as mãos no bolso da bermuda — e eu quis dizer que posso não ser aquele seu irmão que sabe tudo sobre você, até porque eu já te vi nua e bem explícita — dei risada murmurando um "cala a boca"

— eu tenho total ciência de que você já me viu nua, mas mesmo assim posso te dizer que não está rolando nada com Rafe Cameron. Se estava depois do que eu vi hoje não vai voltar a acontecer.

— eu só não quero que você se machuque, eu não faço ideia de onde o John está e eu quero ser essa pessoa  — segurou na minha mão — eu posso ser a pessoa que você precisar.

Soltei sua mão e segurei o seu rosto dando um beijo na ponta do seu nariz gelado pelo frio.

— você já é a pessoa que eu preciso, sempre foi o único JJ da minha vida, a minha pessoa mais implicante — olhei nos seus olhos de pertinho — e eu te amo por ser você.

— eu também te amo — beijou os meus lábios e eu temi com medo do garoto ter entendido errado — principalmente porque eu posso beijar você e você não vai ter uma crise de ciúmes.

Ainda é o JJ.

— igualmente — dei um sorriso me afastando — agora toma cuidado — pedi e vi o garoto assentir se afastando.

Meus pais já haviam ido dormir e eu verifiquei se a senhora está bem antes de ir para o meu quarto, tomei um banho e vesti um moletom já pronta para dormir ouvi alguém buzinar na rua.

Pela janela identifiquei a moto de Rafe o que me fez descer as escadas rápido o suficiente para abrir a porta antes que ele pudesse bater nela.

— o que você está fazendo aqui?— eu perguntei seria.

— que porra você pensou que estava fazendo, achou que podia mandar em mim? Pensou que podia agir como se significasse algo pra mim na frente dos seus amiguinhos?— se exaltou.

— fala baixo que meus pais estão dormindo.

Sem tempo irmão.

— eu falo como eu quiser — senti a mão de Rafe segurar o meu pescoço e segurei seu pulso como se pudesse o afastar — você se acha muito especial, não é, acha que é melhor que todo mundo.

Olhei para as pupilas dilatadas dos seus olhos.

Coloquei as minhas mãos em frente ao meu corpo e usei toda a minha força para empurrar seu corpo para longe.

Olha que são os meus melhores amigos, ingênuo é quem pensa que eu não consigo me defender.

— você tá drogado vai pra casa — coloquei a mão no meu pescoço onde ele apertou.

— eu não quero ir pra droga da minha casa, eu só quero que você fique longe de mim. Eu não vou ser mais um desses caras que deitam na sua cama depois de ver caras podres como JJ Maybank se esfregando em você o tempo todo.

O que? Que merda ele tá falando?

— o que você quer dizer? Tá me chamando de vadia? Então use a palavra, diga "Naya você é uma vadia".

Eu tô muito desafiadora hoje, cruzes.

Ele deu um sorriso sacana.

— Naya, você é uma vadia — vi seu rosto virar e seu corpo cambalear quando minha mão fechada acertou em cheio o seu nariz.

Balancei a mão tendo a sensação de que quebrei todos os meus dedos.

— já passou a sua noia? Vamos Rafe, me diga se já saiu da porra da tua onda — o observei com a mão no nariz enquanto olhava na minha direção.

Não chegou escorrer gangue como em filmes, talvez seja porque Rafe já foi acertado no mesmo lugar hoje e a gotícula do líquido avermelhado que se mostrou presente foi limpa com a manga da camisa do garoto.

— quer saber Naya?— ele perguntou grosseiro — que se foda.

É que alguém me foda de uma maneira não literal e não psicológica, que merda de gente que enche o saco.

Eu realmente estou de saco cheio de outer banks.

— que te fodam também, babaca de merda — falei alto vendo o garoto voltar pra moto, entrei em casa e me encostei na porta.

Mas eu não ouvi o som de sua moto, ele ainda está ali.

Opostos - Rafe CameronOnde as histórias ganham vida. Descobre agora