Capítulo 11

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- eu já disse que posso me virar - falei negando a carona do Cameron.

- eu ainda estou te devendo uma - disse sentado em sua moto.

Charles meio que me abandonou quando precisou de uma carona do Topper por estar bêbado, eu que não iria entrar em um carro sozinha com ele.

Nada contra, mas eu vim andando com Charles pra ter mais chances de fugir caso necessário.

- pode me pagar quando conseguir a receita - eu disse sem jeito - chego em casa rápido, apê.

- vai ser muito mais rápido se aceitar a carona - Sarah disse me assustando ao aparecer do nada - meu irmão sabe ser persistente quando quer algo.

Deixei de olhar para a loira voltando a olhar para Rafe que me estendeu a mão.

- pode ter certeza que eu posso - ele garantiu, respirei fundo e acenei para Sarah antes de segurar sua mão subindo na moto.

- não vai me deixar cair, vai?- perguntei segurando sua cintura.

- pode me abraçar mais forte pra garantir que não vai cair - disse malicioso.

- pra cairmos os dois?- sorri aproximando nossos corpos para abraçar seu corpo quente enquanto ele ligava a moto.

Inalei seu perfume forte, a fragrância amadeirada acompanha o aroma do whisky que ele bebeu boa parte do dia.

Senti o vento no rosto e não pode deixar de sorrir com a sensação de liberdade que envolveu o meu corpo.

A sensação que Rafe Cameron não precisou de muito esforço para transferir para mim.

Quase lamentei quando paramos em frente a minha casa, se ele passasse direto por ela eu não perceberia.

Desci sentindo minhas pernas bambas e dei um sorriso animado na direção dele que me olhava de um jeito esquisito.

As pessoas deram pra me olhar estranho.

- então, não caímos - fiz o comentário sem saber exatamente o que falar, mas animada. Talvez seja o whisky.

- não - foi a única coisa que ele disse parecendo voltar a si

- obrigada - agradeci mexendo no guidão da moto sem jeito desfazendo um pouco o meu sorriso - foi uma tarde muito boa.

- então vai sair novamente com o Charles?- eu não consegui decifrar o que ele quis dizer, mas dei risada.

- depende de quem também vai - joguei um verde deixando claro um provável interesse em caso de reciprocidade.

Talvez eu não ache o Rafe tão ruim assim.

Antes que ele pudesse entender estendi minha mão fechada na sua direção me despedindo com um soquinho e caminhando para dentro de casa deixando para atrás o garoto pensativo.

Opostos - Rafe CameronOnde as histórias ganham vida. Descobre agora