Capítulo 14 - Incautos e cativos

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- Mondegärd! O que está fazendo?! A Celine foi pega!

- O quê? Onde? – Os berros do capitão tiraram o mago de uma espécie de transe. – Senhor Dario, preste atenção! Este campo florido está encantado com magia forte!

O príncipe já sabia disso faziam alguns instantes. Antes de pensar no que fazer, entretanto, a “batata” se moveu carregando Celine.

- Está fugindo! Venha comigo!

Os dois perseguiram o monstro e puderam empreender melhor sua forma: tratava-se de um monstro vegetal formado de um tronco maciço, parecendo um tubérculo; das laterais saíam tentáculos verdes e cilíndricos circundados por folhas longas e formavam uma jaula sobre sua cabeça; na parte inferior, grossas e intrincadas raízes saíam e formavam pernas de cipós retorcidos e serviam para movimentar a criatura com velocidade, pois eram várias.

- Como não vimos um monstro de três metros de altura?! – perguntava Dario, correndo o mais rápido possível atrás da batata gigante.

 - A fascinação que sentimos no campo florido com certeza era causada pela ação dele. Deve ser assim que ele captura presas para se alimentar – teorizou Mondegärd.

- Vocês podem, por favor, parar de conversar e me tirar daqui?! – gritou Celine, tentando se desfazer das folhas, cipós e tentáculos que a prendiam. – Não consigo me soltar e nem pegar meu arco!

Não tivesse Celine sido feita prisioneira, seria fácil para um mago experiente como Mondegärd queimar a planta com alguma poderosa magia de fogo. Entretanto, na situação atual, seria praticamente impossível atacar o monstro sem ferir a garota de tiara.

Dario vasculhava a memória tentando lembrar-se de qual criatura se tratava: “Um monstro vegetal que pode habitar a região leste e usa folhas como arma...”, mas nada vinha à mente. Dessa forma, restava correr atrás do estranho inimigo.

Repentinamente, o monstro parou e virou-se para a dupla. Uma casca retraiu-se da metade inferior até o chão, mostrando dentes grandes e pontiagudos como uma boca gigante revelando o interior da criatura; de dentro saiu uma fumaça roxa densa e fétida.

- Agh! – gritou Dario, tossindo e sentindo náuseas muito fortes. – Mondegärd, disperse isto, pelo amor dos deuses!

Recitando palavras de uma língua desconhecida, o mago canalizou ventos e afastou para longe toda a fumaça em poucos instantes. Ainda tossindo, os dois afinaram os olhos tentando encontrar o monstro. Enquanto olhavam ao redor, foram surpreendidos por tentáculos compridos que brotaram do chão como lanças. Envolto por grandes folhas afiadas, os tentáculos subiram mais de um metro verticalmente, tentando espetar os guerreiros. Ambos evitaram o golpe saltando para o lado.

- Socorro! Estamos afundando! – berrou Celine.

- Como assim?! – desesperou-se o comandante.

- Veja, capitão! – apontou Mondegärd para o leste, alguns metros adiante. A criatura usava suas raízes para penetrar no solo rapidamente.

“Distanciar-se, fumaça, folhas como lanças... Tudo não passava de uma distração”, percebeu Dario. Penetrando na terra, o monstro tentava fugir levando Celine. Se nada fizessem, a moça seria enterrada viva.

As cenas deste capítulo foram muito importantes para mim, por serem as primeiras cenas de ação propriamente dita. O que você achou delas? E o que está achando da história? Deixe um comentário nos capítulos! Sua opinião ajuda bastante a melhorar meu trabalho como escritor.

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