capitulo 12

416 33 1
                                        

Capitulo 11

Narrado por anahi

Não estava acreditando, ele tinha dois filhos e morreram, eu mexi numa ferida que nunca será cicatrizada, isso era horrível.

Não entendo como ele fala assim, se fosse comigo eu jamais teria respondido, eu não gostaria que ninguém se metesse na minha vida dessa forma.

Isso era horrível, imagina ver seus dois filhos morrerem ali na sua frente, não acredito que fiz ele se abrir desse jeito para mim.

E o pior, a filha dele se chama anahi, igual a mim, se eu pudesse voltava atrás de tudo o que eu disse naquele dia no bar, eu zombei se algum dia ele teria uma filha.

E ele teve dois..

Anahi e Tomaz...

Eu já escutei esses nomes, só não consigo lembrar da onde, não consigo lembrar, anahi e Tomaz.

Mais da onde, eu tenho certeza que já escutei esses nomes, mais só não lembro da onde.

Eu preciso lembrar, seis anos de morte....

Eu não consigo entender, mais já escutei isso.

Anahi e Tomaz.

Conversa estava indo de boa, ele realmente estava se abrindo para mim, justo para mim, que falei horrores para ele aquele dia.

Eu toquei numa ferida que e grande.

Imagino o quanto dói, todos os dia lembro da minha pequena Giovanna, vão fazer 20 anos.

20 anos que ela não está mais aqui, eu entendo o quanto dói, o quanto dói lembrar que ela morreu.

Lembrar o que eu passei nas mãos dos meus pais.

Lembra de tudo o que eu passei naquela casa, lembrar de tudo o que eles me fizeram passar dentro daquele sótão, graças ao uma vizinha que sai de lá de dentro, tinha 16 anos, foram quatro anos lá dentro, passando fome, frio, solidão.

E por isso que hoje eu sou assim.

Não me importo com o que os outros sentem, mais pela primeira vez eu me surpreendo comigo mesmo, era estranho conversar sobre o passado  com outra pessoa.

Tal pessoa que conheço pouco, pouco mesmo.

Ele estava sorrindo dessa vez, olhando para o casal de crianças correndo a nossa frente.

– nunca imaginei que você é casado e que tinha dois filhos..... — pergunto sem surpresa alguma, o homem era um gato, não poderia dizer o contrário

– viúvo.

– oi? Não entendi. — respondo o olhando confusa.

– sou viúvo, ela morreu também, os três morreram, vai fazer sete anos daqui a quatro meses. — responde olhando para as crianças ainda.

– sei como e perder alguém, e uma dor horrível, que nunca conseguimos superar.

– você já perdeu um filho? — pergunta sem esconder sua curiosidade, e não posso dizer nada, eu fiz o mesmo, eu mexi na ferida dele.

– não, uma irmã, parece que você nunca supera a dor — respondo triste, e horrível perder alguém, ainda mais quando todos caim encima de você, o culpando.

– você tem toda razão....

– como você se chama maltrapi.... — sou surpreendida com um beijo, um beijo horrível, correspondo, era maravilhoso seu beijo, o toque dele era maravilhoso.

Suas mãos uma se encontra no meu rosto e a outra no meu pescoço, tudo começou com um beijo calmo.

E foi se intensificando, e ficando ferroz, esquecemos que tinha família, crianças, esquecemos de todos.

Parecia que só existia só nos dois ali naquela praça, nos separamos porque o maldito celular nos atrapalha.

Ele me olha e sorri safado, sacudo a cabeça e pego o celular.

E vejo que se trata da dona Cecília, atendo sem pensar duas vezes.

– ola Cecília, o que devo a honra do seu telefonema? — pergunto não negando meu carinho por ela, ela me encantou de jeito, seu jeito amável, o  jeito que ela fala dos netos, dos bisnetos, dos bisnetos...

São os mesmos nomes, não não pode ser, sera?.

– querida você poderia vir aqui, mais tarde ou amanhã, eu achei uma foto do meu netinho Alfonso, a vaca da minha filha tinha escondido, mais eu achei, quero que você veja como ele e lindo, aii aqueles olhinhos verdes. — diz com a voz doce, eu preciso ver essa foto para ter certeza, não pode ser.

Ela me disse que o neto estava viajando, os nomes podem ser apenas conhecidencia, pode ser apenas os mesmos nomes, mais ele disse que os filhos morreram no mesmo tempo, junto da esposa.

Será que ele e o neto da dona Cecília?

– olha Cecília, posso ir hoje a noite, agora estou ocupada, mais mais tarde sem dúvida eu vou — respondo, eu preciso ver se a minha dúvida e realidade.

– tabom querida, estou te esperando minha filha, como eu queria que você fosse minha neta também, eu tenho um carinho tão grande por você meu amor. — não posso negar que fiquei emocionada com as palavras delas, também gostaria de ter uma avó igual a ela, seria maravilhosa.

– também adoraria ter a senhora como avó, você e uma pessoa maravilhosa, não me engano quando conheço a pessoa, e você e incrível Cecília. — respondo e olho para o maltrapilha, e vejo que ele está sorrindo.

Me despeço dela, e desligo, vejo ele sorrindo e olhando para as crianças.

Quanto vou perguntar, mais não pergunto.

Terei mais tempo.

Uma hora mais tarde.

Não acredito que estava aqui sentanda no meu sofá, olhando para a cara dele, para a cara do homem que me incomoda todas as coisas em pensamento.

– não vai me falar o seu nome mesmo maltrapilha?

– me conta primeiro porque me trouxe para cá?

– primeiro o nome maltrapilha, a casa e minha, as regras são minhas.


Até o próximo amores

a beggar in my life   AyaOnde histórias criam vida. Descubra agora