F i f t e e n

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SIENNA DEVORA, point of view.

Me levanto ainda meio sonolenta, e vejo no relógio ao lado da cama de Reggie que já estava quase dando oito e meia da noite

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Me levanto ainda meio sonolenta, e vejo no relógio ao lado da cama de Reggie que já estava quase dando oito e meia da noite.

Caminho até o banheiro e dou graças a Deus por conseguir caminhar sem sentir dor, apenas um pequeno desconforto no pé da barriga e, a falta de forças nas pernas.

Lavo meu rosto e escovo meus dentes, saindo do quarto. Desço as escadas e encontro Reggie na cozinha, apoiado no balcão mexendo no celular com uma expressão séria.

- O que aconteceu com a sua mão? - Pergunto, assustada ao descer meu olhar para a mão de Reggie que continha alguns cortes, como se tivesse socado alguém ou alguma coisa. - Reggie, não me diga que você...

- Sim. - Me corta antes que eu termine de falar. Abro minha boca incrédula e arregalo os olhos negando com a cabeça.

- Eu só arrebentei o carro dele de quase um milhão de dólares. Nem foi nada de mais. - Diz, na maior naturalidade.

- Como você fez isso?

- Bem, digamos que o taco de basebol do Vinnie serviu para alguma coisa, depois de alguns anos parado. - Fala, pegando o taco do chão e colocando em cima do balcão.

- Meu Deus, aquele carro é a paixão dele! - Falo ainda assustada com a atitude de meu melhor amigo. - E se ele te denunciar, Reggie?

- Ele não vai fazer isso, ele nem sabe que eu estive lá. Toquei a campainha várias vezes e ninguém atendeu, então provavelmente não tinha ninguém na casa. - Responde.

- Então o seu alvo era ele, não o carro.

- Óbvio, aquele desgraçado ainda deu sorte de não estar em casa. Porquê por Deus Sienna, se eu ver aquele garoto na minha frente eu não respondo por mim. - Responde, me fazendo notar a raiva evidente em seu olhar.

- Só... Vamos esquecer isso, por favor. - Engulo seco, não querendo tocar no assunto.

- Bae, isso foi estupro!

- Reggie por favor, vamos mudar de assunto. Eu não quero falar sobre isso agora. - Peço, sentindo meu estômago embrulhar.

Reggie respira fundo e apenas assenti com a cabeça, voltando sua atenção para o celular.

- Onde está Vinnie?

- No andar de cima. Esta jogando torneio com os garotos. - Diz, e só então percebo os gritos abafados que vem do andar de cima.

- O que você sentiu quando viu ele? Acha que seus sentimentos estão mais calmos? - Pergunta, cauteloso e me sento no banco, ficando de frente para ele.

- Senti as mesmas borboletas no estômago de sempre. - Dou de ombros. - Ninguém se desapaixona em uma semana, Reggie.

- Eu sei bobona. - Revira os olhos. - Eu conversei com ele, depois de uns três dias quando minha raiva já estava passando, é claro.

- Não tem o porquê ficar com raiva, ele é solteiro. - Dou de ombros.

- É, isso é verdade. Mas conversa com ele, eu não quero mais esse climão entre nós três. - Pede. Assinto com a cabeça.

- Quando eu me sentir melhor, prometo que resolvo isso. - Falo. - Mas agora eu só quero ir pra minha casa!

- Não quer comer alguma coisa antes?

- Não estou com fome. - Falo, me levantando.

- Sua dor passou? - Pergunta me acompanhando para fora da cozinha.

- Sim, diminuio bastante.

- Vou pedir o carro de Vinnie emprestado para te levar, espere aqui. - Fala e sobe as escadas ligeiro, voltando alguns minutos depois com as chaves do carro. - Vamos?

Assinto com a cabeça e saio para o lado de fora, entrando no carro ao lado de Reggie. Meu melhor amigo dirige sem pressa alguma até minha residência, enquanto ficamos quietos, apenas escutando as músicas aleatórias que tocavam na rádio.

- Sienna.. Me prometa que se caso você sentir alguma dor, você vai falar para a sua mãe. - Pede, desligando o som e olhando para mim.

- Eu prometo. - Falo e ele assenti com a cabeça, satisfeito.

- Você quer denunciar o Brian? Sabe que é o certo a se fazer, e que eu estou do seu lado né. - Diz e acaricia minha coxa coberta pela calça.

- Reggie, isso é uma causa perdida. - Rio sem humor. - Os amigos de Brian estavam todos na sala e me viram subir as escadas com ele. Caso eu denuncie Brian vai ser todos contra mim. O delegado vai pedir provas e vamos ser coerentes Reggie, eu aceitei transar com ele.

- Ele te forçou a falar sim! Isso é estupro. Você deixou bem claro que não queria e mesmo assim ele insistiu e ficou forçando a barra. - Responde, irritado.

- Eu sei disso, mas você acha que a polícia vai acreditar nisso? Eu tenho certeza que Andrew, Dener e principalmente Christopher vão falar que eu subi por vontade própria, e ainda vão usar a desculpa que ele estava bêbado como se isso tirasse toda a culpa do que ele fez! - Falo sentindo as lágrimas descerem por minha bochecha. - Por mais difícil que seja, eu só quero esquecer isso.

- Ok. - Reggie, suspira se dando por derrotado. - Mas eu vou resolver isso do meu jeito.

- Você já arrebentou a porshe dele de meio um milhão, o que mais você pode fazer? - Pergunto, irônica limpando meu rosto.

- Posso arrebentar a cara dele. - Dá de ombros. - Vai ir a escola amanhã?

- Não sei, provavelmente não, e nem vou na prom. - Solto um suspiro triste.

- Mas a gente passou o fundamental todo esperando por esse momento, bae. - Diz, em um tom triste

- Eu não tenho par Reggie, não vou conseguir entrar.

- Eu posso ir com você, tenho certeza que a Peyton vai entender e..

- Não, nem fudendo, ela está toda empolgada porquê você convidou ela para ser sua acompanhante na sua formatura. Não posso estragar isso. - O corto e vejo a expressão de Reggie murchar de vez.

- Então vamos nós três juntos. - Diz, e rio fraco achando graça de sua insistência.

- Tenho certeza que vocês dois vão se divertir muito na prom. - Dou um beijo em sua bochecha e desço do carro. - Vai com cuidado, amo você.

- Eu também te amo, Sienna. - Diz e sorrio fraco, me virando e começando a caminhar até a porta de casa.

DIARY | vinnie hacker Onde as histórias ganham vida. Descobre agora