Capitulo 07
Narrado por anahi.
Jamais imaginei uma cena dessa, eu aqui sentada numa calçada qualquer, conversamos com um mendigo qualquer, e eu estou me superando cada dia mais.
Quem ia dizer que eu estaria aqui sentada numa calçada conversando com um mendigo.
Por outros momentos estaria com nojo, raiva, mais não, estou sem nem um pouco de nojo, até que a conversa está agradável, nunca me imaginei dizer isso, mais não e tal ruim conversar com ele.
E não é ser assanhada, nem nada do tipo, mais que ele e gato e, mesmo sujo, com essa barba, e cabelo mal cortado, se estivesse limpo, não seria feio não.
Não consigo entender porque as pessoas estragam a vida, largam uma vida para isso aqui.
Não procuram um emprego, não procuram um lugar para se alimentar, para se higienizar, não querem arrumar a vida, querem continuar passado trabalho na rua.
Não me entra na cabeça oque esse homem quer na rua, um homem jovem, arruma emprego rapidinho.
Nesse exato momento ele estava me olhando, não posso negar também, seu olhar era bonito, a cor, nunca gostei de verde, mais nesse exato momento comecei a gostar haha.
– vamos me diga porque bateu no William? — pergunto, não negando minha curiosidade, realmente gostaria de saber porquê eles estavam brigando.
– era besteira, esqueci isso loira — diz abaixando a cabeça novamente encarando a bebida
– vamos começar de novo — digo tentando fazer ele ter confiança, para me contar porque bateu no estorvo – me chamo anahi Portilla, e você? — digo esticando a mão para ele.
– anahi...... seu nome e bonito.. — fala parecendo triste.
– obrigada, e como você se chama? Qual seu nome ? — pergunto tentando ser simpática.
– não importa, não importa mesmo.
– não vai me falar mesmo porque bateu nele né? — digo querendo desisti.
– são problemas do passado, ele estava me devendo uma coisa e eu bati nele, olha ele está bem fraquinho né? Eu que mal como, vivo bebendo tô com mais força que ele — falando debochando da cara do William, e ele tem razão, o cara vive na rua, não se alimenta direito, vive bebendo, e ainda bateu no outro com tanta força.
– e realmente você está com mais força que ele haha — dou continuidade ao assunto.
– para alguma coisa serviu quase nove anos de boxe, muay Thai, e academia haha — repete, não acredito, porque pelo estado dele que estou vendo, ele não teria condições mesmo de fazer isso tudo.
– sabe que e difícil de acreditar nisso tudo que você disse.
– você não sabe nada sobre mim, você não me conhece, poucos me conhecem de verdade, poucos sabem porque eu estou desse jeito, mais não pense que sempre fui assim, um lixo, eu mudei muito.... — fala já se levantando para ir embora, e pior que ele te razão, eu não ó conheço de verdade, não sei quem ele é, não sei quem ele era, nem porque ele está nesse estado.
– porque não tenta então voltar ser oque era antes, procure um emprego, tente ser alguém melhor para você, isso não e vida, você precisa ser alguma coisa, como todos precisam. — falo palavras realista, ninguém necessita está desse jeito, todos precisam de uma segunda chance, ela e novo precisa viver uma vida melhor.
– não tenho motivos para viver novamente, se já perdi oque mais me importava na vida....
– e o que você perdeu? Me diz porque você não tem motivos? — pela primeira vez na vida estava preucupada com outra pessoa, eu nunca me preocupei com ninguém assim, nem com um mendigo sujo com esse.
– não interessa loira, volta para sua vida que é totalmente diferente da minha, soube que comprou a o prédio de esquina no final da avenida, espero que você seja feliz lá... — diz virando as costas e saindo, não entendo o que esse homem quer dizer com isso, oque ele sabe de tão ruim daquele prédio?
Quer saber não devo me preucupar com ele, ele mesmo deixou claro que não quer ajuda, que quer continuar assim, então que se vire na rua, se ele mesmo gosta de viver nessas condições, então que viva, mais que me deixe em paz, não quero saber de mais nada que envolva esse maltrapilha sujo maldito, quando faço minha primeira bondade, a pessoa não gosta.
Então que se foda na rua.
E melhor eu fazer uma coisa que não faço a muito tempo, era visitar o túmulo da minha irmã.
A muito tempo não converso com ela, vou la ver e conversar um pouquinho com a minha irmãzinha.
Sinto tanto a falta dela, ela era a minha única razão de viver, e se foi de uma maneira tão triste e dolorosa.
Daria qualquer coisa para estar com ela novamente.
As pessoas vem e se vão tão rápido, para mim a coisa mais triste do mundo e a morte de alguma criança.....
Um mês depois.
Eu podia estar louca, mais não consigo mais me separar da dona Cecília, toda a semana venho visitá-la, hoje quando fui visitar ela, procurou uma foto do neto dela, o tal de Alfonso para me mostrar, mais não conseguiu achar coitada, queria tanto me amostrar, mais não achou, disse para ela deixar para outra vez.
Ela também me disse que esse Alfonso que ela achava que estava morto, foi visitar ela ontem, a coitadinha está até mais apresentável, ela me contou que ele estava morando fora, então não conseguia ir ver ela sempre, mais que foi e passou uma tarde com ela.
Ela disse que ficou preucupada com a aparecia dele, que estava abatida e triste, mais entendia, ela disse que ele viu a esposa e os filhos sendo mortos.
Deve ter sido bem triste para ele, imagina ver a família inteira ser morta.
Se não me engano as crianças se chamavan Theo e Ana.
Me amostrou a foto das crianças, era lindos, o menino moreno de olhos verdes e a menininha loira de olhos azuis.
Realmente eram crianças adoráveis.
Venho caminhando pela rua, até que me deparo com uma cena bastante inacreditável.
O maldito maltrapilha estava limpo, sim limpo.
Não não e a mesma pessoa, não não e mesmo.
Vou até lá e percebo que não me enganou, realmente era um homem bastante bonito.
– ola maltrapilha — digo sentando ao seu lado.
– ola loira, você não vai me deixar em paz né?
– não !
Até o próximo que sairá na terça amo vocês flores do meu jardim
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a beggar in my life Aya
Randomanahi uma mulher madura e segura de si, quando quer uma coisa corre atrás, dona de uma grande empresa de arquitetura e de uma rede de hotéis, e uma mulher amargurada, fria, não nutri sentimentos por ninguém. odeia que se intrometam na sua vida, tem...
