capitulo 07

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Capitulo 06

Narrado por Alfonso Herrera

As lágrimas não paravam de descer, seus gritos eram agudos, fortes e intensos, a agonia era nítida em duas vozes. Desespero, tantas emoções num sofrimento só.

Por muitas vezes eu ainda paro e vejo que tudo o que aconteceu foi minha culpa.

Eu acabei com a vida dos três por causa da minha prepotência, arrogância, eu os matei....

Eu realmente enlouqueci, não existe uma noite sequer que eu consigo esquecer eles.... Todos os três banhados de sangue ali na minha frente....

Meus dois tesouros, minha esposa... Eu os amava tanto, mais por minha culpa eles estariam aqui.

Não consigo esquecer aquele maldito dia....

Se eu conseguisse colocar minhas mãos novamente dele, nada sobraria daquele infeliz....

Nada, quando coloquei minhas mãos encima dele pela primeira vez, só me tiraram quando achei que ele estava morto, se eu soubesse que aquele desgraçado estava vivo, eu teria continuado o espancando.

Pelo menos ele ficou quatro meses em estado grave no hospital, depois foi preso e nunca mais o vi.

Daria qualquer coisa para ter ele em minhas mãos novamente, eu acabaria com a raça do desgraçado, eu o mataria sem pensar duas vezes, acabaria com sua raça.

Minha vida acabou naquele diz, olha o meu estado hoje em dia, sou um trapo humano, um maldito sujo que largou a vida, para a bebida.

Nem eu mesmo me reconheço, virei um lixo....

Quando dizem que a dor de perder alguém passa, e mentira, ainda mais quando você e o culpado.

Quando todos caíram encima de você, como pensam que me sentir, eu já estava um lixo...

Era minha mãe, os pais da Angélica,  os irmãos dela, todos....

Acho que os únicos que nao colocaram a culpa encima de mim, foram Christopher, Christian e minha avó...

Aii minha avó, sinto saudades dela, mais não quero que ela veja o trapo que virei, ela não merece me ver nesse estado, ela merece coisa muito melhor.

Não merece ver o lixo que o neto dela se transformou, não merece mesmo, eu amo aquela senhora tanto, só ela sabe o quanto eu fiquei depois daquele dia.

Fui sumindo aos poucos, em menos de seis meses eu desapareci da casa dela, né joguei nas ruas, na bebida.

Eu mesmo não me reconheço, quem me viu a seis anos atrás, não me reconhece.

Eu me transformei. Mudei tanto, eu sempre julguei aquelas pessoas que perdem um filho ou o companheiro (a) se jogarem, não quererem mais nada da vida.

E olha eu aqui hoje em dia, não quero saber de mais nada, minha vida hoje e do cemitério para um bar, e do bar para o cemitério.

As vezes eu penso que nem teria o direito de ir lá ver eles.

Que não merecia ir la, que eu que causei isso tudo, mais eu não consigo deixar um dia de ir lá ver eles.

a beggar in my life   AyaOnde histórias criam vida. Descubra agora