PESADELOS REAIS

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Hoje o céu esta tão azul, as nuvens brancas flutuam tão delicadamente pelo ar, tão bem desenhadas como se seu pintor tenha sido o mais perfeccionista que existiu.
Caminho por um compo verde, tocando levemente nas flores que crescem pelo caminho.
Os ventos balançam meus longos cabelos, sinto a brisa secar meus lábios sem que eu me importe.
Corro até uma enorme árvore coberta de folhas verdes, abraçando o tronco assim que chego. Quando mais aberto mais o tronco se afina em meus braços. Com os olhos fechados sinto seu formato mudar ao meu toque ficando mais suave e até mais caloroso. Abro os olhos e me afasto, me deparando com um corpo no lugar do tronco.
Olho para cima e vejo seu rosto iluminado com a luz do sol.

  - Mamãe! - falo surpresa e a aperto mais forte em meus braços sentindo os seus me envolver de forma gentil.

Algo faz barulho atrás de mim
Me viro e vejo um pequeno esquilo balançando um arbusto próximo.
Olho para mamãe de novo

  - Vá brincar com seu novo amigo, meu bem. Vou estar aqui quando voltar - ela diz sorrindo, acariciando meu rosto.

A abraço mais uma vez antes de sair correndo atrás do pequeno animal que se esconde novamente atrás no arbusto.
Começo a me abaixar e me mover lentamente para não assusta-lo.

  - Oi, senhor esquilo. Meu nome é Fernanda e o seu? - falo tendo como resposta apenas um abanar de orelha do roedor - eu não vou machucar você.

Argumentei para o pequeno que pareceu me entender saindo aos poucos do arbusto. Sorrio e ele me mostra seus dentinhos no que me pareceu um sorriso de volta.

  - Mamãe, venha ver... - olho para trás e não vejo ninguém - mamãe?

Olho ao redor e a paisagem também mudou
O que antes era verde e azul agora ficou numa cor mais escura como o fim de tarde.
A cor laranja escura assume o lugar do azul celeste no céu, e a terra tomou o lugar do gramado verde.
Corro de volta para a árvore que, antes bela, agora estava morrendo apenas com algumas folhas prestes a cair de seus galhos.

  - Mamãe? - tento chama- lá outra vez mesmo com o medo se apossando de minha garganta o que faz minha voz quase não sair.

De repente sinto algo subir por minha perna e um calafrio invade meu corpo.
Com muita força olho para baixo para ver o que é torcendo para ser o esquilo que veio correndo com medo assim como eu.
Meus olhos se arregalam quando percebo que é uma mão.
Olho para cima e estou em meu quarto. Está escuro mas a luz da janela me permite ver minha parede com desenhos que fins na escola.
De repente vejo uma sombra sobre mim.
Tento empurrar o corpo e gritar para que saia mas sua mão grande cobre minha boca.
Sinto se aproximar de meu rosto e sussurra no meu ouvido: "calma filhinha é o papai"

  - NÃO TOQUE EM MIM!

Levanto da cama para correr mas meus pés são presos em algum pano e caiu no chão me apoiando nas mãos.

  - Nanda! Pare! Se acalme por favor - ouso alguém me chamar mas não é a mesma voz de antes - Foi só um pesadelo.

A pessoa me segura pelos ombros e ainda tento me soltar mas me volto para ela e paro quando percebo quem é.
Quando ela percebe que me acalmei
Suas mãos, gentilmente tiram meu cabelo do rosto e posso ver melhor seu rosto expressando preocupação.
Olho ao redor e começo a lembrar de tudo.

  - Me- me desculpa - encaro o chão depois de percebe tudo o que aconteceu - eu não queria de dar todo esse trabalho.

Começo a me levantar mais meus pés ainda estão presos pelo que agora vejo que é o lençol. Me sinto mais idiota por causa disso.

  - Deixa que eu te ajudo - ela diz puxando o lençol enrolado nos meu tornozelos me libertando - Você não precisa pedir desculpas, não deu muito trabalho, na verdade não deu trabalho nenhum.

Olho confusa e ela continua

  - Você realmente não se lembra? - ela pergunta, levantando uma sombrancelha, e eu apenas nego com a cabeça - Bom, depois do que aconteceu... você chorou um pouco no canto da cama. Perguntei se queria ficar um pouco sozinha ou se queria ir pra casa e você só balançou a cabeça, então fiquei do seu lado até você dormir no meu ombro. Eu movi você para deitar e te cobri com o lençol e também fui dormir. Pela madrugada você se mexeu um pouco mas não foi nada comparado aos seus roncos...

  - Eu ronquei?! - pergunto quase gritando.

Ela ri alto jogando a cabeça pra trás
Seus cachos escuros caem pra trás deixando seu rosto mais a mostra. Meu coração bate mais forte, o que me faz perceber o nível de intimidade que estamos tendo nesse momento.
Seus cabelo está um pouco bagunçados
Engulo seco quando volto a olhar seus braços nus e cobertos de tatuagens que começam do antebraço até o ombro e são cobertas pela regata cinza surrada que usa agora.
Meus olhos seguem descendo pelo outro braço onde estão desenhadas rosas que rodeiam seu bíceps cobrindo quase toda a sua pele branca com rosas e folhas com traços delicados.

  - Gostou? - sou tirada do transe por sua voz e fico vermelha quando percebo que fiquei olhando descaradamente para seu corpo - Das tatuagens..

Ela completa sorrindo provavelmente percebendo minha timidez pela pergunta.

  - Sim - respondo dando mais uma olhada e logo voltando para seus olhos que me encaravam sérios e pareciam analisar cada expressão minha - são muito bonitas.

Finalizo e ela sorri, fazendo seus lábios rosados e carnudos se tornarem um pouco finos. Tão linda.

  - Está com fome? - ela

  - Sim e você?

  - Morrendo. Então que tal a gente se levantar do chão e ir comer?

Ela diz e vejo que ainda estamos no chão por minha causa. Fecho os olhos me sentindo idiota outra vez. Escuto sua risada.

  - Caramba! Que horas são?? - digo agora apavorada em lembrar do meu pai e o que vai fazer se não me encontrar em casa. Me levanto procurando minhas roupas e logo percebo que estou completamente vestida o que me faz sentir mais vergonha pelo o que houve na noite passada, na verdade pelo o que não houve.

  - Ainda são 6:45 - ela responde mostrando o relógio na mesinha ao lado da cama - ainda está cedo, não precisa correr. Não disse que ia só as 9?

  - Sim, mas... - penso rápido - meu pai gosta de tomar café da manhã cedo e minha presença é essencial.

Digo indo para a porta sendo seguida
Me viro e nossos corpos quase se chocam

  - Me desculpa mesmo, eu preciso ir agora, Prof...

  - Keni - ela me interrompe - você não precisa me chamar de professora fora da escola. Meu chame de Keni. E tá tudo bem, eu entendo.

  - Tu- tudo bem, Keni - digo. Hoje tirei o dia pra me sentir idiota.

Aceno pra ela e espero que feche a porta para sair correndo, rezando a cada passo para que meu pai ainda esteja dormindo.

________ Aviso ________

Realmente peço desculpas pelo capítulo curto
Minha vida está passando por umas mudanças no momento.

Essa história ainda vai longe.
Eu nunca parei pra explicar sobre MENOR DE 18
Mas tem muitas surpresas por ai

Eu realmente estou ansiosa para contar tudo para vocês kkk

Obrigada por acompanhar ❤️
Fico feliz quando vejo vocês votando comentando ou apenas lendo.

Muito obrigada mesmo
E vou me esforçar para que o próximo capítulo não demore a sair.

Bjs 😽

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