DE CORPO NÚ

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Depois de um banho para tirar o suor do meu corpo, pego o celular e me jogo no sofá.
As 14 mensagens era de Glória me mandando as fotos da noite passada.
Várias que ela tirou dela mesma e uma que tirou de mim enfiando 5 batatas na boca com ketchup. Sorriu, aquela noite poderia ser a mais agradável que eu tive em tempos mas isso seria estranho pra minha vida se algo não tivesse acontecido pra tirar a boa harmônia do momento...

Pensei de novo em Nanda, o jeito como me olhava e seus lábios macios...eu facilmente poderia ser presa só por esses pensamentos.

Tento parar de pensar nisso ligando a TV.
Meu celular vibra e quando vejo a mensagem, pisco várias vezes para entender o que estava escrito.

  (Nanda): Me desculpe mas preciso ir ver você. Tenho salvas as mensagens em que me diz seu endereço... Não tenho muito tempo. Já estou saindo daqui. Até mais.

Fico olhando pra tela do celular por uns segundos, dou um salto do sofá e fico dando voltas pela sala pensando em formas de sair sem que ela me veja...

- Espera aí! A adolescente aqui não sou eu. Devo agir como adulta - falo ajeitando minha postura - preciso por um fim de uma vez nessa história.

Espero alguns minutos no sofá e escuto batidas na porta, meu coração quer sair pela garganta e engulo para que ele desça e volte pro seu lugar.
Abro a porta e ela está parada na minha frente usando um vestido verde claro de tecido leve e rodado, seus cabelos estão atrás da orelha e dividido no meio e está segurando uma bicicleta com cestinha de palha.

"Isso é um filme de romance ou o que? Por que tanta fofura em uma pessoa só meu Deus?" - penso enquanto ela coloca sua bicicleta no descanso e prende com o cadeado.

- É... Oi? - ela se vira estendendo a mão - já nos conhecemos mais nunca me apresentei, meu nome é Fernanda Vasconcellos. Mas gosto que me chamem de Nanda.

Eu aperto sua mão, seu jeito fofo me faz sorrir - É um prazer conhece-la - digo soltando sua mão e me afastando pro lado dando espaço para que entre.

Ela entra rapidamente como se temesse que eu mudasse de idéia.
Anda até a divisória da sala para cozinha olhando tudo ao redor.
Eu fecho a porta sem tirar os olhos daquele ser adorável.

- Sua casa é muito bonita.

- Obrigado - falo de forma gentil.

Ela se vira pra mim. Estamos separados por dois metros de distância mas consigo sentir o cheiro do seu perfume de onde estou. Parece que ela se vestiu bem para me ver.
Ela passa a mão no cabelo e consigo ver uma marca roxa em seu braço. Ela percebe e cobre a marca com a mão.
Não consigo evitar de fechar a cara.

- Meu pai...ele não gosta dessas coisas, diz que vou pro inferno - ela diz olhando o chão - mas eu não acho que vamos pro inferno por amar alguém. Não estamos fazendo nada demais.

A palavra "amar" me deixa estremecida.

- Você tem razão - digo andando até ela, paro a uma boa distância - seu pai é um idiota e não pode fazer isso com você. Pessoas como ele devem estar na cadeia...

Paro de falar quando percebo sua respiração ofegante tentando não chorar.

- Desculpa..

- Não.. você estar certa. Mas é mais complicado do que parece. Meu pai é meu único responsável, e se ele for preço vão me mandar para um internato. Eu não tenho pra onde ir... - ela anda até meu sofá e senta no meio do espaço de três lugares.

- Sinto muito - falo sentando ao seu lado.

- Não sinta. Logo isso vai mudar, falta pouco para meu aniversário, eu vou ser de maior e vou me mudar pra casa da minha tia nos Estados Unidos - ela sorri fraco.

- Fico feliz - digo sem emoção por pensar que ela tem que aguentar mais tempo na mão desse cara.

- Mas não é disso que vim falar aqui - ela passa as mãos no rosto e se levanta ficando de pé na minha frente - eu vim aqui...

- Nanda...

- Me deixa falar ou não vou conseguir por favor - eu hesito um pouco mas deixo - eu vim aqui pra deixar claro o que eu quero com você.

Ela para de falar colocando as mãos atrás da costa, escuto um som de zíper abrir.

- Nanda, espera! - eu digo mas ela deixa o vestido cair rapidamente ficando apenas de calcinha de renda - Caramba..

Minha respiração fica pesada vendo seu corpo, branquinho, seios pequeno e redondos, em seguida uma cintura fina acompanhado de um quadril largo.

Ela se aproxima, coloca suas mãos em meus joelhos e fala aproximando nossos rostos.

- Quero ser sua baby girl.

MENOR DE 18Onde as histórias ganham vida. Descobre agora