Capítulo XVI

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⚠️ ATENÇÃO ⚠️

Na história o narrador narra os acontecimentos da Lizzie.
No p.o.v.  o narrador tira o foco e faz a narração dos acontecimentos de outro personagem.
No on/off  o próprio personagem está narrando os acontecimentos e mostrando tudo ao seu ponto de vista, pensamentos e opiniões.
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~Elizabeth on~
_ Acho que foi um relógio de ouro... _ Digo enquanto tentava me concentrar na minha pintura.
_ Tá, e a coisa mais barata que já roubou? _ Pergunta Fred, deitado de barriga pra baixo na cama, balançando as pernas no alto.
_ Uma lata de refrigerante...
_ Quem é esse garoto que você tanto pinta? Quer dizer, tem vários desenhos e pinturas dele.
Droga!
_ Um antigo amigo... _ falo pincelando algo que deveria ser o cabelo da minha musa. Sam.
_ Então... E quanto ao Alex... Foi com ele que você teve seu primeiro beijo? _Fred questiona um pouco apreensivo.
_ Sim... _ Respondo tentando não demonstrar meu incomodo com essa pergunta.
_ Vocês já namoraram? E onde o Tony se encaixa na sua história?
_ Já chega Fred! _ digo largando os pincéis na escrivaninha e saindo do quarto indo na direção da cozinha.
Odeio falar sobre meu passado! Já passou e não tem motivo algum pra ficar falando sempre disso. Isso me lembra de uma época tenebrosa, onde eu era por mim mesma nas ruas de Londres.
   Ia preparar um chá. Remus tinha me recomendado um chá pra diminuir a ansiedade e estresse mas ao contrário de qualquer outra erva essa também me deixa concentrada. É estritamente proibido tomar mais de 3 vezes na semana e infelizmente essa é minha terceira.
   Chegando lá tinha várias pessoas na mesa conversando tão avidamente, que nem perceberam que eu estava lá. Melhor assim, faço o chá e vou embora.
   Enquanto a chaleira esquentava, eu estava prestando atenção, sem querer (ou não) no assunto.
_ Mas onde ele poderia estar? _ Pergunta um ruivo alto com cabelos longos. Deve ser um dos Weasleys.
_ Ele pode estar mudando de esconderijo a cada um mês, por isso não o localizamos. _ Fala Arthur Weasley.
_ Pouco provável _ Fala meu pai _ Ele deve estar na casa de um de seus comensais. Só resta saber qual.
_ Fiz uma lista com os mais prováveis comensais que o Lorde das Trevas tenha interesse. Mas ainda são muitos_ Diz um homem com cabelos longos e sebosos, um nariz torto que fica cada vez mais torto quando ele olha pro meu pai.
Corri os olhos pela lista... E eu já sei!
_ Malfoy. _ penso em voz alta, talvez alta de mais.
_ O que você disse? _ Questiona mal humorado o homem que fez a lista.
_ A família Malfoy, ele deve estar lá, na mansão Malfoy. _ digo e todos viram sua atenção para mim e ficam em silêncio.
Me aproximo da lista e trago minha varinha até mim com uma rajada de vento. Confesso que só fiz isso para ver algumas caras surpresas.
_ Ele é o Lorde das Trevas no auge dos seus poderes, não vai ficar em qualquer barraco. _ Digo e alguns deles concordam com a cabeça. _ A maior casa de todas aqui é a dos Malfoy. _ aponto para a lista _ Fora que eles o negaram quando ele perdeu seus poderes, simplesmente fingiram estar sobre a maldição imperium e seguiram sua vida. Nada menos justo usar sua residência como seu novo “lar”. _ após concluir minha fala, todos me encaram como se eu fosse um bicho de outro mundo.
_ A jovem Black tem razão. _ Diz Moody.
Ele janta com a gente as vezes. É um cara paranoico, mas é legal. Gosto que ele me chame de “jovem Black”, Moody explica que é porque sou uma versão feminina e mais nova do meu pai.
_ Mas como você acha que ele consegue sempre escapar de nós quando tentamos pegá-los no flagra? _ Pergunta o rapaz alto e ruivo.
_ Perdão, qual o seu nome? _ pergunto para o mesmo.
_ Claro _ ele fala se aproximando de mim e estendendo a mão _ Sou Gui Weasley. _ Eu aperto sua mão e começo a explicar.
_ Primeiro, uma regra básica de segurança que eles já devem ter aderido é que, todo o terreno dos Malfoy deve ter sido enfeitiçado com um feitiço anti-aparatamento. Eles não poderiam ter um secreto para a casa, chamaria muita atenção se algum vizinho procurasse por eles e não encontrasse a mansão no seu atual lugar.
_ Isso faz sentido. _ confessa Gui.
_ Outra coisa que eles devem ter feito é um feitiço de ilusão, fazendo parecer que não tivesse pessoas lá, quando no contrário, possa haver dezenas.
_ Um simples feitiço “revelio” acabaria com isso. _ Comenta o homem de cabelos negros.
Qual é a desse cara?
_ Acabaria se o feitiço que eles usam não fosse tirado de um livro de magia negra. _ O mesmo torce o nariz quando eu termino de falar. _ Se eu tivesse os livros da vovó de volta poderia tentar distinguir qual foi o feitiço que se encaixa com as características presentes lá. _ Digo dirigindo um olhar para meu pai.
_ De jeito nenhum, já joguei eles fora.
_ Claro, não é Sirius! Sempre precipitado, louco para esconder a sujeira da sua família. _ Falou o homem de forma raivosa, diretamente com meu pai.
Quem ele pensa que é para humilhar meu pai desse jeito! Isso não vai ficar assim.
_ Qual é o seu problema!?
_ O problema é seu pai deixar crianças participarem de uma reunião da ordem como se fosse um piquenique. _ Ele fala sem tirar os olhos do meu pai, com essas palavras carregadas de veneno.
Isso não vai ficar barato.
_ Pelo menos estamos ajudando, o que você está fazendo? Pelo que eu saiba reclamar e ser rude nunca resolveu nenhum problema! VOCÊ NÃO É NINGUÉM PRA FALAR MAU DO MEU PAI! MUITO MENOS DO MEU NOME E DA MINHA FAMÍLIA!! _ termino de cuspir essas palavras e sinto uma mão no meu ombro.
_ Querida... _ era Sirius _ Solte a cadeira, por favor.
Ele fala isso e eu percebo que minhas mãos estavam segurando a cadeia de madeira com força. Tiro minhas mãos lentamente, para ver uma mancha preta e queimada com o formato das minhas mãos. Todos estavam olhando para mim. Não sei onde enfiar a cara.
_ Suba para seu quarto, Monstro vai levar seu chá. _ Meu pai fala em um tom calmo.
Agradeço aos céus por ele ter entendido meu desconforto e me ajudado. O homem dos cabelos sebosos ia abrir a boca pra falar alguma coisa.
_ Não precisa dizer nada, Snape. _ Repreende meu pai.
Já sei o nome do novo membro do clube de pessoas que eu detesto.
Ao sair da cozinha posso ouvir Moody dizer que eu daria uma boa auror, e confesso que isso melhorou um pouco meu humor. Mas logo em seguida ouço o mesmo dizer.
_ Está tudo certo para trazermos os Harry pra cá amanhã?
Ótimo! Era tudo que eu precisava, que Harry Potter viesse pra minha casa. Se essa tarde for piorar me avisa que eu pulo da janela antes disso.

𝑷𝒂𝒔𝒔𝒂𝒎𝒐𝒔 𝒅𝒂𝒔 500 𝒗𝒊𝒆𝒘𝒔 𝒂𝒂𝒂𝒂𝒂𝒂𝒂𝒂𝒂𝒉 🥳𝒎𝒆𝒖 𝒄𝒐𝒓𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒕𝒂́ 𝒒𝒖𝒆𝒏𝒕𝒊𝒏𝒉𝒐

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𝒎𝒆𝒖 𝒄𝒐𝒓𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒕𝒂́ 𝒒𝒖𝒆𝒏𝒕𝒊𝒏𝒉𝒐. 𝑨𝒎𝒐 𝒗𝒄𝒔. 𝑿𝑿 ❤️

Elizabeth Black - A herdeira BlackOnde as histórias ganham vida. Descobre agora