37°Capitulo (Fim)

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Foto do Kaleo Alencar Silveira em baixo

 Leonardo Narrando.

Ficar três anos preso não foi fácil, agora estou livre para viver minha vida, sem culpa, sem medo e foda-se tudo. Eu já estava do lado de fora, meu tio me esperava dentro do carro. Ele é irmão da minha mãe, ele sabe de tudo, eu acho que na realidade sempre soube. Abri a porta do carro e entrei.

— E ae. — Falei.

— Será que agora você toma juízo?

— Com certeza, agora eu tenho outros objetivos na vida.

Ele ligou o carro e deu partida.

— Posso saber quais?

— Vou ser médico tio, escreve ai que to dizendo.

— Fico feliz que você tenha mudado. — Ele me olhou rápido e voltou a olhar para pista. — Em falar nisso eu consegui um emprego para você em um lanchonete. 

— Não é melhor coisa do mundo, mas é melhor que nada.

— Você está recomeçando, então tem que ser de baixo mesmo.

— Tudo bem.

Não demorou e ele parou o carro em frente á uma casa simples, mas era arrumadinha, descemos do carro, a esposa dele, estava fazendo almoço, porque estava um cheiro de comida boa.

— Chegamos amor. — Ele gritou.

— Oi querido. — Ela disse aparecendo na sala. 

— Esse é meu sobrinho Leonardo, essa é minha esposa Laís. 

— Prazer. — Estiquei minha mãe e ela apertou a mesma. 

— Seu tio falou muito de você, está com fome?

— Muita, comida de prisão não é melhor do mundo. — Ela sorriu.

— Pode sentar na mesa, já vou servir o almoço.

Assenti e sentei na mesa, meu tio ficou falando algumas coisas, disse que eu quisesse eu poderia ir hoje mesmo ver o trabalho. Logo a Laís serviu o almoço, e eu comi como se não comesse há anos, nada melhor que bife com batata frita. Depois do almoço, meu tio mostrou onde eu iria ficar. era um quarto pequeno, mas se formos comprar ao lugar que eu fiquei por três anos, isso aqui é o paraíso. Decidir que hoje mesmo ver o trampo. Tomei um banho, coloquei uma roupa qualquer, e fui para rua seguindo as instruções que meu tio me deu. Cheguei a lanchonete e estava bastante movimentada, entrei na mesma. 

— Posso te ajudar? — Uma menina parou perto de mim e perguntou. Mas perai...

— Júlia? — Perguntei assutado.

— Leonardo?! — Ela estava tão surpresa quanto eu. 

— Nossa, o Hugo já está solto, você sabe né?! 

— Sei sim, estamos morando juntos. — Ela deu um sorriso.

— Que legal, você... é deixa, eu queria falar com um tal de Carlos. 

— Aquele senhor ali. — Ela apontou para um senhor que estava no caixa. 

— Valeu. 

Andei até o senhor, disse quem era e que ele me daria um voto de confiança por causa do meu tio, ele disse que eu poderia começar hoje mesmo, já que estava muito cheio. 

— Júlia, vem cá. — Ele a chamou.

— Oi seu Carlos.

— Ajuda a menino aqui. 

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