PRÓLOGO

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Ashley colocou as duas mãos em volta da boca e nariz, a fumaça estava sufocando-a. Ela não conseguia enxergar nada na pequena sala de escritório, o carpete marrom estava mais escuro que o normal e os móveis revirados de ponta a cabeça. Ela olhou em volta procurando refúgio mas foi em vão, então agachou-se no canto da parede entre duas escrivaninhas e escondeu o rosto entre os joelhos. Não havia saída, pular do décimo segundo andar não era um boa opção e se ela saísse do pequeno cubículo seria morta por quaisquer que fosse aquela criatura que estava do lado de fora. O vestido vermelho da garota estava coberto por cinzas o que a deixava mais confusa, não havia fogo por ali e ela não sabia de onde estava vindo aquela fumaça.

Seus olhos lacrimejaram e Ashley sentiu um aperto tão grande no peito, quase como se espadas atravessassem seu coração.

– Eu te amo Harry. – A garota pensou, já sentindo que aqueles seriam seus últimos minutos consciente e depois o senhor da morte viria busca-la para um plano superior.

O cheiro forte de fumaça de repente começou a se esvair, e o carpete marrom foi tomado por uma temperatura mais fria. Ash levantou os olhos para que pudesse olhar em volta e viu que o pequeno escritório estava completamente negro, como se um véu tivesse tomado conta do lugar, ela se encolheu ainda mais perto da parede. Seu coração estava quase saindo do peito de tanto pavor e medo, lágrimas escorriam pelos seus olhos mas ela não conseguia emitir nenhum tipo som, assim como não conseguia ouvir nada.

O véu negro que cobria o ambiente foi ficando menos denso, até parecer vapor e uma figura sair de dentro dele. Ele era alto, seus cachos castanhos caíam quase sobre o ombro, o figurino preto típico era o que ele vestia. Calça jeans, camiseta e um sobretudo que descia até a altura dos joelhos. Mas o que eram aqueles olhos?

Eles eram diferentes, não eram verde pinho com o qual Ashley estava acostumada. Eram olhos negros, completamente pretos, tão quanto a fumaça que havia ido embora. Ashley via que era Harry que estava ali, e por um momento seu coração bateu aliviado. Até lembrar que as probabilidades de ela sair viva dali, não eram lá tão boas.

Ela sorriu ao ver o amor de sua vida ali, parado, olhando fixamente para ela e quase levantou para abraça-lo, mas algo a sufocou. Ela não respirava, não engolia a própria saliva, colocou as mãos em volta do pescoço em desespero. Mas era tarde demais, ela desmaiou e ficou inconsciente.

– Ashley, não! Meu amor, eu preciso de você! Você vai ficar bem, eu prometo.

Harry sabia o que tinha acontecido com sua amada e sabia que era culpa dele, mas como ela reagiria quando acordasse? E se acordasse…

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