9.3 CHEGANDO JUNTO

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- Achei ter ouvido que você não toma cerveja.

Merda. Xinguei, mentalmente. Meu corpo todo arrepiou com o contato com ele e ainda resolveu tremer sem a minha permissão ao ouvir sua vez em minha orelha.

Parecia que, apesar de eu estar na minha zona de conforto, talvez eu não estivesse tão no controle quanto eu pensei que estaria.

- Eu abro algumas exceções - respondi-lhe.

Ouvi seu murmúrio de concordância - ou apreciação, eu não saberia dizer -, e senti-o arrancar a garrafa de minha mão para tomar um gole. Eu estava prestes a reclamar, quando senti sua mão livre subir do cós do meu short para debaixo da minha blusa, se postando em minha barriga e me puxando para ainda mais perto dele. Mordi o lábio, tentando conter os arrepios do meu corpo e senti seus lábios, agora gelados por causa da cerveja, em meu pescoço, trilhando um caminho enlouquecedor.

- Pensei muito em você esses dias... - ele sussurrou em minha orelha.

Foi a minha vez de soltar um murmúrio inidentificável se de concordância ou apreciação. Seus lábios envolveram minha orelha e eu me pus a fechar os olhos e soltar um suspiro, sem conseguir disfarçar ou meu conter.

Era impressionante como as coisas com JP pareciam ser infinitamente melhores do que com qualquer outro cara. Como se ele conhecesse meu corpo melhor do que eu e soubesse o que fazer ou onde tocar para me deixar queimando. Eu achava que ela por conta disso, e de mais algumas outras coisas, que eu estava com tanto medo de só me deixar levar com ele.

- Seu silêncio estava me deixando maluco, morena - continuou dizendo.

Não sei o que ele fez com a garrafa de cerveja, mas senti sua outra mão em minha cintura, postando-se por debaixo da minha blusa também, logo abaixo da mão que já me acariciava. Ele não precisou puxar-me em sua direção, porém, porque minhas pernas bambearam e eu achei que era melhor jogar meu corpo em encontro ao seu, na esperança que ele pudesse me sustentar.

- E agora, aí está você, linda - seus dentes mordiscaram minha orelha e eu prendi meu lábio inferior entre meus dentes, tentando conter todas aquelas correntes de energia que pareciam se debater dentro de mim, começando na ponta dos dedos dele e nos seus macios lábios, onde se encontravam com a minha pele. - Jogando charminho pra mim e rebolando essa sua bunda deliciosa pra me provocar.

Acabei rindo baixinho das suas palavras grosseiras que exemplificavam bem o que eu estivera fazendo. Para exemplificar e sabendo que ele tinha a consciência que eu estava realmente lhe provocando, rebolei minha bunda encostada a ele e engoli a seco, sentindo-o se apertar ainda mais o seu corpo do dele, sem conseguir evitar notar que ele já estava excitado.

A quem eu estava enganando? Eu estava excitada também.

- Não sei que joguinho você pensa estar jogando, Dri - sussurrou. - Mas você tá ganhando isso.

Continuei rebolando nele, agora de olhos fechados, sentindo-o me acompanhar no meu ritmo, muito diferente do da música que tocava ao nosso redor.

Ouvi-o grunhir baixinho e senti seus dentes de volta, dessa vez em meu pescoço, que eu ofereci a ele, jogando minha cabeça para o lado inverso.

- Como não poderia ganhar, também? - perguntou. - É o seu jogo. E eu tô todo na sua, Dri.

Ai, caralho!

Foi impossível conter o arrepio desacerbado que perpassou por todo o meu corpo. Soltei um gemido baixinho e fechei meus olhos, deixando-o puxar-me para ele como bem entendesse.

Céus. Se todas aquelas coisas com JP fossem intensas assim, eu dificilmente conseguiria ignorar os conselhos de minha mãe por muito tempo. E nós não tínhamos nem nos beijado.

Desejando sentir mais daquelas coisas, me virei de frente para ele, já envolvendo seu pescoço em meus braços. Não demorou muito para ele reagir, puxando-me pela cintura e grudando seus lábios nos meus, como eu queria.

Desta vez, porém, minha sandália era um bocado mais baixa que o sapato do nosso encontro, então ele teve que se curvar em minha direção e eu acabei me curvando para trás, deixando nosso beijo explosivo e necessitado em um ângulo esquisito, mas delicioso.

Algum filho da puta esbarrou em JP, fazendo ele cambalear para frente desgrudar os lábios dos meus, para que nos ajeitássemos, enquanto xingava meia dúzia de palavrões por cima do ombro. Suas mãos ainda estavam ao redor da minha cintura e eu aproveitei o espaço para escorregar minhas mãos para o seu peito, sentindo as mesmas dobrinhas demarcadas de dois dias atrás.

Não percebi que tinha chamado a atenção de JP de volta para mim e ele pegou-me admirando enquanto eu tateava seu peitoral, mordendo o lábio como uma descarada. Seu sorriso de lado apenas me informou que ele estava aprovando e tudo o que eu fiz foi grudar nossos lábios mais uma vez.

Não que eu fosse pará-lo, mas depois dele ter me pegado em meu devaneio, não havia nada a ser feito com suas mãos escorregando pela minha cintura. Uma delas escorregou até a base do meu shortinho e dois de seus dedos entraram por dentro dele, encontrando a base da minha calcinha e dando pequenos beliscões na minha bunda.

A outra subiu despreocupada pelas minhas costas, até se encaixar na base de um dos meus seios, me fazendo soltar os lábios dos seus e arfar.

Aproveitando nossa pausa, ele levou os lábios até meu pescoço e trilhou beijos em um caminho imaginário até minha orelha. Escorregou a mão que estava abaixo dos meus seios só um pouco mais para cima e apertou a carne levemente, me fazendo soltar mais um gemido meio incontido.

- Você gosta? - perguntou, parecendo admirado.

Normalmente, essa era a hora que eu saia correndo feito uma louca e nunca mais olhava duas vezes ao encontrar com o cara novamente, mas, desta vez, pela primeira vez na minha vida, eu não queria fugir. Eu queria tentar ir um pouco mais além com ele porque... Eu nunca tinha me sentido assim antes.

- Eu... Eu... - a resposta, porém, não saiu da minha boca.

JP riu baixinho como se, por algum motivo, ele entendesse o que estava passando na minha mente. Deixou meu seio e minha bunda, voltando suas mãos comportadas para a minha cintura e deu-me um beijo casto.

- Não quero te deixar nervosa, linda - murmurou.

Cravei minhas unhas em seu peito, impedindo-o de se afastar demais. Ele ficou me encarando com seus olhos , à noite, ficavam castanho médio e me avaliavam em extrema confusão, sem saber o que eu queria.

E estava tudo bem. Eu também não sabia o que eu queria.

Abaixei minha cabeça, ligeiramente envergonhada e ele pegou uma mecha de meu cabelo, empurrando para trás de minha orelha e segurando meu rosto com sua mão. Levantei meu olhar como ele me pedira em seus gestos e encarei-o deliberadamente.

- Não estou nervosa - sussurrei, incerta se ele conseguia me ouvir através da música. - Não estou.

E para confirmar, pus-me nas pontas dos pés e levei meus lábios aos dele.

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