† Cap. 1 - Web Oculta

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Abro meus olhos com as pálpebras dilatadas, contínuo alí olhando para o ventilador enquanto gira em seu eixo. Estalho meus dedos um por um e me levanto esticando o meu corpo e olhando em direção ao meu celular que está em cima do criado mudo.

- Lindsay - Escuto a voz da minha avó. Me levanto e bastante sonolenta vou caminhando até a porta e abro-a.

- Oi vovó - esfrego um dos olhos.

- Não se lembra que dia é hoje ? - Entra no meu quarto abrindo as cortinas e a janela para manter o lugar bem arejado.

- Não, é o quê ?

- Seu primeiro dia de aulas como qualquer outra adolescente da sua idade, em uma escola!

- Ah não vovó - Me jogo sobre a cama com os braços abertos e dou um forte bucejo.

- Ah Sim Lindsay - Você passou a vida inteira tendo a mordomia de ter os melhores professores particulares, acho que a Samy e o Nicky te mimaram demais e eu também. Mas agora está na hora de te fazer se socializar com outras pessoas da sua idade. Principalmente com os garotinhos - Dá um sorrisinho maldoso.

- Não vovó, não preciso de ninguém pra conversar - Me levanto, caminho até a janela e observo o céu azul como o mar, sem nenhuma nuvem sequer - Eu tenho a minha mãe.

- Sim, Querida. - Passa a mão sobre a minha cabeça enquanto olho para cima. - Só que ja está decidido, você começa hoje mesmo. E é bom descer para tomar café logo, seu tio Willy vai te dar uma carona até a escola e não pode se atrasar para o trabalho.

- Trabalho ? É isso mesmo que eu escutei ? - Franzo a testa. Meu tio Willy não é uma daquelas pessoas "bem dispostas", por isso nunca imaginei ele em outro lugar que não seja no sofá vendo Tv.

- Depois te explico, agora vai.

- Tudo bem - Reviro os olhos e vou pro banho.

Vesti-me com um vestido preto simples liso e curto, de sapato coloquei uma bota larga coberta por spikes, como a minha mãe adorava se vestir. Meu cabelo é realmente enorme, bate em baixo do bumbum, é loiro e um pouco encaracolado, de maquiagem resolvi almentar o volume normal dos meus cilios e destacar meus olhos verdes, então passei bem forte tanto no superior, quanto no inferior, então esfumei me deixando bastante parecida com A Noiva do Chucky, Bem irônico esse termo.

A escola foi exatamente a mesma que minha mãe Samy estudou antes de fugir com meu pai Nicky, espero me sentir mais próxima deles e olhando a cada parte que minha mãe descreveu o diário. Poderia ter pedido carona ao tio Willy mas eu iria demorar muito, então não quero que ele se atrase, por isso fui a pé, Além do mais, não fica assim tão longe. Caminhando pelas calçadas de rua deserta avistei uma mendiga grávida com 3 crianças que aparentavam ter 5, 8 e o outro alguns meses, ela é negra e tem cabelo duro como uma esponja de aço. Os filhos também são negros, todos catarrentos e aparentando sentir bastante fome.

- Por favor, moça - estendeu a mão ajoelhada na minha frente enquanto ergo a cabeça - me dê um pouco de dinheiro.

- Não - A empurrei com meu pé para longe fazendo o bebê no seu colo cair no chão - Se você fosse mesmo digna de algum dinheiro, trabalhasse ao invés de ficar arranjando crianças esfomeadas com qualquer marmanjo. - ela puxou a criança do chão e se sentou no chão com a cabeça baixa.

- Por favor, moça, você tem tanto - levantou a cabeça olhando nos meus olhos - E eu não tenho nada.

- Escuta aqui, você é uma escória, pessoas como você devem ser eliminadas desse planeta. - com um só chute em sua barriga jogo ela para trás fazendo-a cair e então sigo tranquilamente ao meu destino sem olhar para trás.

Cheguei na escola um pouco atrasada, chegando na sala de aula logo tive que contar um pouco da minha história, até que achei bem interessante.

- Me chamo Lindsay - E tudo o que vocês precisam saber sobre mim eu já acabei de dizer. - Fui sentar-me no meu lugar escutando risadinhas vindo de toda a parte. Mas permaneci-me estável até o fim da aula.

Andando pelo corredor fico pensando em algum jeito de fazer valer a minha vingança, e a primeira pessoa que eu deveria começar a procurar é a Patrícia, a maior causadora da morte da minha mãe, e eu vou ir atrás dela até o inferno se for preciso. Em todos os momentos sinto-me estar sendo observada. Eu sei que muitas pessoas devem estar olhando para mim agora, mas sinto que apenas uma me olha diferente, Deve ser coisa da minha cabeça.

Abro o armário, coloco meus livros e fico o tempo todo na sala de aula ouvindo música. no fim do dia ao sair da sala noto que há um garoto atrás de mim me olhando fixamente, mas quando olho em seus olhos ele desvia o olhar como se não quisesse ser visto. Ele é alto, Cabelo castanho escuro bem lisinho com uma franja jogada para o lado tapando uma parte de seus olhos e um óculos que parecia fundo de garrafa, Ignorei-o e fui para casa.

Chegando no meu quarto escutei algumas vozes de estranhos vindo da cozinha e desci as escadas ainda com a mesma roupa que fui a escola. Era um homem que aparentava ter a mesma idade da vovó conversando com ela de mãos dadas. Eu passei e parei em sua frente olhando para os dois.

- A..Ah - Lindsay - falou a vovó que sem jeito soltou sua mão. Precisamos conversar. - Fiquei estática - É que.. A partir de Amanhã o Winson vai morar aqui com a gente.

Ele então se levantou em direção a mim com uma mão estendida.

- Depois, agora tenho que fazer umas coisas - ajeito o cabelo passando a mão dos lados e subo as escadas deixando-o exatamente no mesmo lugar ainda com a mão estendida para mim apertar . Eu não quero saber de nenhum tipo de relação da vovó, isso não me importa, além do mais, quem sou eu para impedi-la, nunca precisei e não vai ser agora que preciso de ninguém.

Deito sobre a minha cama e tenho uma idéia bem interessante, mas primeiro tomei um banho bem gelado e quando cheguei novamente no quarto puxei meu Notebook dentro do armário e resolvi navegar em um lugar que não é indexado nem achado facilmente..a DEEP WEB.

Vamos supor que a Internet é um Iceberg, existe a parte a mostra, e a parte escondida. A parte a mostra são todos os lugares que você acessa facilmente e qualquer pessoa de qualquer idade pode acessar. E a Deep Web é a parte de baixo do Iceberg sendo escondido tudo o que há de mais podre e não fica na Surfice e não é indexado, ou seja, nunca encontrariam procurando no Google ou outro mecanismo de pesquisa. Lá contém os conteúdos mais grotescos e medonhos que se pode encontrar. Mas eu não consigo ver, não consigo nem clicar, é um impedimento que vem de dentro da minha alma, geralmente pelo que li no diário da Samy percebi a sua frieza, para seus "despaches" ela realmente não tinha compaixão. Então por isso a partir de agora vou ser como a minha mãe, É como uma rosa que está florescendo.

Entro em um site de torturas e escolho um vídeo, olhando o vídeo de primeira não vejo nada demais, mas quando o zoom vai se aproximando vejo um homem de capa preta e uma máscara do filme V de Vingança, enquanto uma mulher está presa em uma cama por cordas ele segura uma faca e a afia na parede criando um som irritante e fazendo com que a mulher se bata na cama de medo. Depois segura seus seios e rapidamente corta o bico de um deles..

Assistindo o vídeo simplismente não senti nada, nem uma sensação que seja, só foi um pouco tedioso toda aquela tortura, mas acabou bem, ele arrancou sua cabeça e beijou sua boca escorrida de sangue.

CONTINUA.... (Se gostou deixe sua ★ *-*).

By: Lindsay Walker

Uma Serial Killer † 2Onde as histórias ganham vida. Descobre agora